"Um espaço reservado para falar das lembranças, histórias e episódios dos mais de 50 anos de Mil Milhas Brasileiras. E de outras coisas mais!"

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Vencedores das Mil Milhas - 1965


A 7ª edição das Mil Milhas Brasileiras, disputada entre 27 e 28 de novembro de 1965, teve como vencedores a dupla paulista Justino de Maio e Vitório Azzallin Filho, que disputaram a prova a bordo da carretera Chevrolet Corvette Nº 50. Pode-se dizer que a vitória da dupla foi uma verdadeira surpresa, pois entre os favoritos estavam pilotos de maior fama e com carros bem preparados, como:

Alfa Giulia 1600 nº 25 Emílio Zambello e Marivaldo Fernandes
Carretera Chevrolet Corvette nº 2 Catharino Andreatta e Victorio Andreatta
Carretera Chevrolet Corvette nº 18 Camilo Christófaro e Antonio Carlos Aguiar
Alfa Giulia 1600 nº 23 Piero Gancia e Ruggero Peruzzo
Carretera Chevrolet Corvette nº 34 Caetano Damiani e Bica Votnamis

Após a largada, Caetano Damiani assumiu a liderança, sendo ultrapassado pouco tempo depois por Camilo Christófaro. Após Camilo abandonar com uma ponta de eixo quebrada, Damiani retomou a liderança, perdendo por volta das 6:30 da manhã para Victorio Andreatta, que por sua vez capotou a carretera devido a quebra da direção do carro. Então, a liderança passou para Ruggero Peruzzo, que mis tarde teve problemas com o tanque de combustível que se soltou dentro do carro, ficando impossível continuar devido ao forte cheiro de gasolina. Por fim, foi então que a liderança da prova ficou com a dupla da carretera Nº 50, que levou o carro até o final num ritmo seguro e constante, conquistando uma vitória inesperada até algumas horas antes da bandeirada.



quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Carreteras


Nas primeiras edições das Mil Milhas Brasileiras, as carreteras eram os bólidos a serem batidos. A combinação da carroceria aliviada com um motor V8 forte, lhes dava muita vantagem  nas grandes retas do traçado antigo de Interlagos em relação aos outros carros. Porém, essa vantagem ficava seriamente comprometida pelo fato da suspensão das carreteras não era lá um primor de estabilidade, além do consumo de combustível que acarretava uma menor autonomia em provas longas. 

O fato é que na primeira fase das Mil Milhas (1956 - 1967), elas ganharam nada menos que 7 das 9 edições disputadas nesse período. Grandes nomes do automobilismo nacional disputaram provas à bordo de carreteras, sejam elas como motor Chevrolet, Ford ou até mesmo motores menores, como Simca e Fiat. A última carretera que disputou uma Mil Milhas foi inscrita pela dupla Antônio Versa/Alfredo Santilli, que em 1970 terminou a prova na 23ª posição, com 158 voltas completadas. Nas fotos seguintes:

Foto 01 (1957): 
# 76 - Karl Iwers e Jorge Truda
# 14 - Raul Lepper e Francisco Said

Foto 02 (1957):
# 22 - Luís Valente e Arlindo Aguiar (5º lugar na corrida)
# 68 - Caetano Damiani e Gino Borghese
# 70 - Danilo de Lemos e Ribeiro

Foto 03 (1961): Antônio Avalone e Antônio Carlos Aguiar

Foto 04 (1970): Antônio Versa e Alfredo Santilli

Foto 05 (1958):
# 82 - Francisco Landi e José Gimenez Lopes (2º lugar na prova)
# 98 - Sabó e Paps (quem souber o nome completo desses pilotos, me avise!)

Foto 06 (1961): Antônio Avalone e Antônio Carlos Aguiar

Foto 07 (1957):
# 24: José Guidini e Paschoal Landi (4º lugar na prova)
# 2: Catharino Andreatta e Diogo Luís Ellwanger (2º lugar na prova)









quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Vencedores das Mil Milhas - 2003




Em 2003, a vitória das Mil Milhas de Interlagos ficou com o quarteto formado por Ingo Hoffmann, Xandy Negrão, Ricardo Etchenique e Fernando Nabuco, que dividiram a pilotagem do belo Porsche 911 GT3 Nº 9, vindo da Inglaterra para disputar a prova. Durante a madrugada, o Porsche dos vencedores se manteve na 2ª posição, atrás de outro Porsche (Raul Boesel), até que este teve um problema no macaco hidráulico durante uma parada no início da manhã. Daí então puderam assumir a liderança até a bandeirada final, e a vitória veio com 05 voltas de vantagem para o 2º colocado.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Ex - F1 na Stock Car Brasil




















Durante a última etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car, realizada no Autódromo Internacional de Curitiba no último dia 21, a participação de Rubens Barrichello foi bastante comentada pela imprensa e pelo público das corridas automobilísticas. Afinal, apesar das inúmeras críticas recebidas ao longo da sua carreira na F1, sobretudo após o ano de 2000, quando passou a correr pela equipe Ferrari, Barrichello já tem seu nome gravado na história da maior categoria do automobilismo mundial, pois além de ser o piloto que mais largou na categoria, tem seus méritos pelos dois vice-campeonatos (2002 e 2004) e pelas 11 vitórias conquistadas.

Mas o assunto deste post não é especificamente a carreira de Rubens Barrichello, mas sim as participações de pilotos na Stock Car que já competiram na F1. Durante a transmissão, o narrador da rede transmissora oficial disse que 14 pilotos que já correram na F1 já tinham disputado corridas na categoria. Na verdade foram 17 no total, se for considerado o fato de Max Wilson ter sido piloto de testes da Williams em 1998, e da Michelin em 2000 e de Bruno Junqueira ter sido piloto de testes da Williams em 1999 e 2000. Foram eles:

Antônio Pizzonia (2007 - ) Tem dois 3º lugares como melhores resultados.
Chico Serra (1986 - 2007) - Foi campeão 3 vezes: 1999 a 2001 e tem 32 vitórias.
Ingo Hoffman (1979 - 2008) - É o maior campeão da categoria, com 12 títulos e 76 vitórias.
Luciano Burti (2005 - ) - Tem 02 vitórias.
Rubens Barrichello (2012 - )
Ricardo Zonta (2007 - ) Tem um 2º lugar como melhor resultado.
Enrique Bernoldi (2007 e 2009) - Teve como melhores resultados dois 3º lugares. Marcou 49 pontos no total (obtidos somente na 1ª temporada)
Tarso Marques (2006 - 2011) - Venceu 02 vezes.
Esteban Tuero (2005) Piloto Argentino que disputou a temporada de 1998 pela Minardi. Na Stock, correu apenas 02 vezes, na equipe Medley - Mattheis.
Luiz Pereira Bueno (1982) - Participou de 04 corridas naquele ano, após 3 anos sem correr.
Wilson Fittipaldi Jr. (Décadas de 80 e 90) - Estreou em 1982, disputando temporadas não consecultivas nos anos 80 e 90. Tem 02 vitórias.
Jacques Villeneuve (2011) - Correu apenas a Corrida do Milhão, em Interlagos.
Raul Boesel (1979, 2002 - 2006) -  Venceu 03 vezes e foi o 4º colocado no campeonato de 1979.
Christian Fittipaldi (2005 - 2006, 2010) - Marcou 39 pontos no total e o melhor resultado foi um 6º lugar.
Max Wilson (2009 -) - Foi campeão da categoria em 2010 e tem 03 vitórias.
Roberto Pupo Moreno (2005) - Correu apenas a 2ª etapa do Rio de Janeiro, em novembro.
Bruno Junqueira (2011 - 2012) -  Disputou 03 provas e marcou 03 pontos.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Diferenças entre primeiros e segundos









Ao longo dos 56 anos de história e 36 edições disputadas, as vitórias na Mil Milhas ocorreram de forma confortável e tranquila em algumas vezes, e de forma mais apertada em outras, sendo o vencedor definido nos últimos momentos da prova.

A primeira grande diferença entre o 1º e o 2º colocado foi registrada em 1958, quando a dupla gaúcha Breno Fornari e Catharino Andreatta conquistou sua 2ª vitória na prova, a bordo da carretera Ford Nº 2, com 8 voltas de vantagem para Chico Landi e José Gimenez Lopes, com a carretera Chevrolet Nº 82 que posteriormente pertenceria a Camilo Christófaro. Essa marca durou até 1993, quando o trio formado por Antônio Hermann, Franz Konrad e Franz Prangemeier, dividindo a pilotagem do Porsche 911 Carrera RS Nº 4, venceu a prova (que teve largada pelo dia) com 11 voltas de vantagem para a dupla André Giaffone e Renato Marlia, que correu com o Aldee Coupê 2.0 Nº 3.

Dois anos depois essa marca foi quebrada novamente, pois Wilsinho Fittipaldi, Franz Konrad e Antônio Hermann venceram a 24º edição com uma vantagem de 15 voltas para o segundo colocado, o Porsche 911 RSR Nº 2 da mesma equipe, conduzido por Franz Konrad, Régis Schuch e Antônio Hermann. Os vencedores correram no Porsche 993 Nº 1.

Em 1997, outra vitória esmagadora, desta vez em outro palco, o Autódromo Nelson Piquet, em Brasília. Na ocasião, Piquet formou trio com Jhonny Cecotto (VEN) e Steve Soper (ING) para dividir a pilotagem do McLaren GTR BMW Nº1, modelo que durante anos foi o mais rápido e mais caro veículo de rua do mundo. O Mclaren de Piquet venceu a prova com a enorme vantagem de 21 voltas para o 2º colocado, um Porsche 911 pilotado por André Lara Resende, Régis Schuch e Maurizio Sala.

As 21 voltas de vantagem de Piquet & Cia só foram ultrapassadas em número 5 anos depois. Em 2002, Raul Boesel, Flávio Trindade e Régis Schuch conquistaram o lugar mais alto no pódio com 27 voltas à frente do AS Vectra 2.0 Nº 71 de Cláudio Ricci, Letícia Zanetti (com 16 anos na época) e Otávio Mesquita. O carro utilizado pelos vencedores foi o Porsche 911 GT3 RS, que já havia conquistado a vitória na prova anterior, em 2001.

Outras grandes diferenças entre o 1º e o 2º colocado foram registradas nos seguintes anos:

1999: 13 voltas
2001: 12 voltas
2007: 12 voltas
2008: 23 voltas

Em mais de uma ocasião (1961, 1966, 1981, 1984) o vencedor e o segundo colocado cruzaram a linha de chegada na mesma volta. Porém, foi em 1961 que a diferença foi mais apertada, ficando em apenas 12 segundos! Na ocasião, os gaúchos Orlando Menegaz e Ítalo Bertão assumiram a liderança da prova quando faltavam pouco mais de 30 voltas para o final. Em 2º vinha a dupla Christian Heins e Chico Landi, que passaram a ser favorecidos pelos pilotos paulistas, já que quando se aproximavam para ultrapassá-los, tinham passagem facilitada, enquanto que os gaúchos sofriam para ultrapassar alguém, pois todos fechavam a porta quando os líderes tentavam passar. A artimanha acabou não funcionando, pois a vitória veio para Menegaz e Bertão, ainda que com 12 segundos apenas de vantagem.