"Um espaço reservado para falar das lembranças, histórias e episódios dos mais de 50 anos de Mil Milhas Brasileiras. E de outras coisas mais!"

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Porsche 914 biturbo em 2004




Em 2004, a cidade de São Paulo comemorava os 450 anos de sua fundação. E como parte tradicional do aniversário da cidade, claro, corrida de alto nível e com muita história: Mil Milhas Brasileiras. Aquela era a 32ª edição, durante a última grande fase da corrida, considerada por muitos, a melhor de toda a história.

Sobre essa edição, o post de hoje falará mais especificamente de um bólido que disputou a Mil Milhas daquele ano. Trata-se do Porsche 914 do quarteto paulistano formado pelos pilotos Hélio “Pingo” Saraiva, José Venezian, Herbert Gauss, e Rodrigo Hanashiro. O carro em questão é um Porsche 914, que originalmente vem com motor Volkswagen, e que neste exemplar em questão, teve seu powertrain (conjunto motor/câmbio) trocado por um derivado do Porsche 911 GT2, um 6 cilindros biturbo auxiliado por um intercooler. A escolha recaiu sobre o 914 porque este possibilitava a montagem do motor na posição central do chassis, favorecendo a distribuição de peso, e consequentemente, melhorando o desempenho na pista. A potência ficava acima dos 500 cavalos e 75 kgfm de torque, domados por um câmbio sequencial de 5 marchas. Rodas (aro 18), suspensão e freios (discos ventilados nas 4 rodas) eram os mesmos utilizados na Stock Car V8 (que naquele ano passaria a usar a carenagem do Astra sob o chassis tubular). E para acompanhar a desempenho mecânico, visual de corrida (spoiler, saias laterais, aerofólio, etc.) aliado a funcionalidade, que incluía também faróis do Porsche 911 GT2.

Na disputa, o 914 largou na 33ª posição, tendo marcado nos treinos o tempo de 1min49s811. Com o “bicho pegando” na pista, o bólido completou 141 voltas, pois sofreu um acidente, ficando na 48ª posição. Esse carro inclusive foi matéria no programa Auto Esporte, quando este tinha atenção com o automobilismo.




domingo, 14 de setembro de 2014

Crítica: Alceu Feldmann e o tanque de combustível na Stock Car

Dizer que o automobilismo é um esporte que oferece riscos, é ser redundante. Porém, há uma diferença quando a conduta dos participantes beira a irresponsabilidade, ao ponto de causar riscos extras. Esta foi a impressão deixada pela atitude do piloto Alceu Feldmann durante a 1ª corrida de hoje da Stock Car, disputada no circuito gaúcho Velopark.

Após sair dos boxes com o tanque de combustível preso ao bocal de abastecimento do seu carro, Feldamnn tentou de várias formas se livrar do tanque, seja balançando o carro no meio da pista, ou pior ainda, buscando tocar a mureta dos boxes, ou seja, em plena reta, esquecendo da presença de uma grande quantidade de pessoas naquela região. Mas se o tanque se solta e atinge alguém, quais consequências isso poderia trazer? Ou mesmo que não atingisse alguém, seria justo jogá-lo no meio da reta?

Lamento muito que situações como ainda ocorram, principalmente vinda de um piloto experiente, que há tantos anos disputa a categoria, considerada uma das maiores do mundo. Ao mesmo tempo, lembro que há 10 anos atrás, na 7ª etapa da temporada 2004, disputada no autódromo de Curitiba, Feldmann cometeu vários erros que poderiam ter resultado em graves consequências. Primeiro, se envolveu em um toque com Raul Boesel, que culminou com a batida de frente do piloto ex-F1 no muro do final da reta dos boxes, a cerca de 240 km/h. Com o carro bem avariado, Feldmann continuou na pista com a dirigibilidade afetada, e numa disputa em plena reta com Thiago Camilo, se tocou com o adversário no fim da reta dos boxes, chegando ao ponto de seu carro subir e ficar preso ao de Camilo, causando um dos acidentes mais impressionantes da história da categoria. Por fim, Feldmann ainda se envolveu em uma confusão nos boxes, que resultou até em agressões físicas.

Enfim, não é o primeiro incidente em que o piloto catarinense se envolve que poderia ter sido evitado, e que igualmente poderia ter tido consequências graves. Todo o esforço para coibir esse tipo de conduta perigosa deve ser empregado, pois não se pode correr mais riscos além dos que são inerentes a este tão amado esporte. Porque piloto nenhum tem o direito de colocar em risco a vida dos outros pilotos e das pessoas que fazem parte do espetáculo das corridas.


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Vencedores das Mil Milhas - 1984


Em 1984, o Chevrolet Opala atingia sua segunda vitória na prova, assim como Zeca Giaffone, que naquele ano correu formando trio com Reinaldo Campelo e Maurizio Sala. Aquela corrida começou tensa para o trio, pois um problema numa das rodas fez com que perdessem 12 minutos nos boxes, o que representava na época, um desvantagem de cerca de 3 voltas.

Porém, com as quebras dos principais adversário, que teimavam em adotar a estratégia de andar forte o tempo inteiro, O Opala nº 12 foi progredindo na tabela de classificação até alcançar a vitória, com a pequena vantagem de 34 segundos, tendo em vista que a prova teve 13h12min37s de duração, para o segundo colocado, o Opala da dupla Alencar Jr. e Friedrich.


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Série: Nomes que fizeram/fazem a Stock Car Brasil - parte 3


Hoje, a série Nomes da Stock vai falar sobre dois pilotos que disputaram a categoria por muito tempo, e gravam seus nomes à história dela. São eles: Paulo Gomes e Duda Pamplona.

Paulo de Mello Gomes: Nascido em Ribeirão Preto, SP, em 14 de Abril de 1968, "Paulão", cujo tamanho e vozeirão fizeram surgir o apelido, foi o primeiro campeão da Stock, em 1979. Com os títulos de 1983 e 1984, os vices em 1981 e 1982, e várias vitórias, Paulão era considerado o rei da Stock até o fim dos anos 80, liderando as estatísticas. Sempre disputando as primeiras posições e dono de uma pilotagem arrojada, criada em carros de turismo como Opala e Maverick, ele foi o maior rival de Ingo Hoffmann na história da categoria. Competiu desde a 1ª temporada (1979) até 2004. Mas nesse longo período teve alguns afastamentos, como em 2000, na ocasião da gravação de uma matéria para o Esporte Espetacular, quebrou um braço ao tentar montar em um cavalo, e no início das temporadas de 2003 e 2004. Ainda chegou a competir com o filho mais velho, Pedro Gomes, que estreou na Stock V8 em 2002. Em 2007, ensaiou uma volta à categoria, mas terminou por somente treinar em algumas ocasiões, com um Stock com bolha do VW Bora. A última vitória de Paulão Gomes foi em 22/04/2001, na 2ª etapa daquela temporada, corrida esta disputada em Tarumã.

Estatísticas:

Títulos: 04 (1979, 1983, 1984 e 1995)
Vices: 03: (1981, 1982 e 1998)
Vitórias: 40
Pódios: 91
Poles: 23
Melhores voltas: 33
Corridas disputadas: 247
Algumas equipes em que correu: WB Motorsport, Gomes Sport (PMP), Manzini Competições e Katalogo Racing.

Em Interlagos, 1987

Campeão em 1979

Bicampeão em 1983

Tricampeão em 1984


Tetracampeão em 1995

Temporada de 2002

Retorno à categoria em 2003


Eduardo Pamplona: O "Duda" nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 27 de janeiro de 1978. Foi campeão da extinta Fórmula Chevrolet em 1997, vice da Fórmula 3 Sul-Americana em 1999, e estreou na Stock Car na temporada de 2001 pela equipe Vogel. Sempre foi um piloto rápido quando o carro lhe permitiu, tendo inclusive dominado os treinos de aquecimento antes das corridas várias vezes, e nos últimos anos acumulou as funções de piloto e chefe de sua própria equipe, a Pro GP. Duda competiu quase ininterruptamente desde que estreou em 2001, com exceção da etapa do Rio de Janeiro de 2001 (onde se acidentou nos treinos) e das 2 primeiras e 3 últimas etapas de 2004, quando teve problemas, em virtude de estar organizando sua equipe.

No final de 2013, ele anunciou que não disputaria a atual temporada da Stock, mas ainda assim, fez uma participação na corrida de abertura, formando dupla com a estreante Bia Figueiredo em um dos carros da sua própria equipe. Frisou ainda que, não pilotará em sua equipe, mas caso surja alguma oportunidade em outra equipe, ele estará a postos!

Vitórias: 01 (Rio de Janeiro - 2007)
Poles: 06* (RJ - 2002, Londrina 2003*, Londrina 2004, Santa Cruz do Sul - 2008, Londrina 2010 e Salvador - 2012)
Pódios: 09
Voltas mais rápidas: 03
Temporadas: 2001 - 2013 e a corrida de abertura de 2014.
Total de corridas: 151 corridas

* Duda registrou o 3º melhor tempo no treino classificatório, mas herdou a 1ª posição depois que Guto Negrão e Antônio Jorge Neto foram desclassificados. 

2004, um ano difícil, com a ausência em 5 corridas
Temporada de 2002

No Rio, em 2003


Pole em Londrina, 2010
2008
Pole em Salvador, 2012
Correndo em dupla com Bia Figueiredo na abertura da temporada 2014