"Um espaço reservado para falar das lembranças, histórias e episódios dos mais de 60 anos de Mil Milhas Brasileiras. E de outras coisas mais!"

domingo, 18 de outubro de 2015

Vencedores das Mil Milhas - 1988


Em 1988 Zeca Giaffone completava sua 7ª Mil Milhas, marca essa coroada com a vitória (4ª no total) na prova realizada em janeiro daquele ano. Como seu parceiro Walter Travaglini havia quebrado o braço em um acidente sofrido durante uma corrida do Brasileiro de Marcas, Zeca convidou o rápido e experiente Luís Alberto Pereira para formar dupla com ele, já que ele conhecia muito de Stock Car e assim, seria o parceiro ideal para tocar o Opala "Hidroplás" (carenado).

A dupla manteve uma tocada segura e econômica durante a prova, como forma de preservar o equipamento. Mas isso não garantiu que a equipe, chefiada por Travaglini, não tivesse problemas. Nas voltas finais da prova, o carro simplesmente não tinha freios dianteiros, pois a chapa das pastilhas chegaram a se fundir com os discos! Depois da corrida, Zeca atribuiu o problema ao alto desgaste causado pelo uso do servofreio, novidade naquele ano. Porém, mesmo com os problemas com os freios, a equipe decidiu pela permanência do carro na pista, sendo que para isso foi necessário reduzir o ritmo de corrida. Em que pese o ritmo mais lento, a dupla Zeca e Luís Pereira ganhou a prova com uma confortável vantagem de 3 voltas para o segundo colocado, o Opala Hot Car de Amadeu Rodrigues/Carlos Alves/Reginaldo Calabró.



sábado, 3 de outubro de 2015

Campeonato Paulista de Automobilismo e suas diferentes categorias


Desde a inauguração de Interlagos, em 1940, que as corridas regionais de São Paulo movimentam o autódromo em vários fins de semana ao longo do ano. Durante todos esses anos, foram inúmeras as categorias que estrearam e se despediram no palco máximo do automobilismo brasileiro, constando nessa lista categorias de Fórmula, como Fórmula Ford Paulista, Fórmula Vê, Fórmula São Paulo, entre outras, e as inúmeras categorias de Turismo, como a CTC Pick-up (antiga DTM), Corsa Metrocar, Turismo 5000, Marcas e Pilotos, Força Livre, Stock Paulista e Speed 1600. Tal diversidade deveria ser considerada como um sinal de riqueza das competições, tendo em vistas que dão aos pilotos um grande leque de oportunidades e possibilidades de disputar uma categoria, num autódromo de nível internacional.

Entretanto, essa não é a realidade, pois há longos anos que o paulista de automobilismo sofre com a falta de apoio e divulgação, o que se reflete na "regra" das arquibancadas vazias durante essas provas. Outro ponto de descaso com os profissionais envolvidos, são os constantes fechamentos do autódromo para reformas, sempre em decorrência das exigências da F1. Neste ponto, abro uma parêntese para esclarecer que em momento algum estou a criticar ou minimizar a influência da F1 no circuito, pois como sabemos, a categoria é de suma importância para a manutenção e sobrevivência de Interlagos, levando em consideração os recursos que são movimentados em função do GP Brasil. No entanto, não se pode relegar a segundo plano a situação de tantos pilotos e equipes que sobrevivem das corridas locais. Nestes 75 anos de história, em muitos momentos foi o automobilismo local que manteve vivo o espírito do esporte a motor, nos momentos em que o cenário internacional não era dos melhores. Basta lembrar da época em que a F1 foi para o Rio de Janeiro, foi graças às categorias nacionais e ao automobilismo de São Paulo que Interlagos não foi loteado e vendido para interessados da construção civil. E hoje, após vários meses, a pista permanece fechada, paralisando as atividades de várias categorias locais. Logicamente que numa reforma em que há o recapeamento do traçado, seria burrice falar em liberação da pista. Mas sabemos que as obras deste ano estão concentradas na parte de apoio, sobretudo nos boxes e paddock. Será que não seria possível manter as corridas, até onde fosse possível? E não seria possível disputar as provas fazendo uso de estruturas de apoio provisórias, a serem montadas na parte do circuito antigo? Pois bem, acredito que esses questionamentos têm sido uma constante na vida das equipes e pilotos durante esse ano.

Como nem tudo é tristeza, aproveito esse momento para fazer uma retrospectiva fotográfica da história das categorias do paulista de automobilismo, como uma forma de mostrar a riqueza e diversidade que infelizmente não são devidamente valorizadas.