"Um espaço reservado para falar das lembranças, histórias e episódios dos mais de 60 anos de Mil Milhas Brasileiras. E de outras coisas mais!"

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Stock Car Paulista (década de 90)

Recentemente, os apaixonados por automobilismo foram presenteados com imagens da antiga categoria Stock Car Paulista, mais precisamente dos anos de 1990 e 1991. Tratam-se de vídeos que foram postados pelo piloto Eduardo Pimenta, o Dudu (ou Dudo) Pimenta, em seu canal no Youtube (@DrEddiePepper), com a cobertura e resumo de provas decisivas destas temporadas. O link para acesso está aqui.

Como não poderia deixar de ser, esse rico material despertou a curiosidade sobre a história da Stock Paulista e, contando com a valiosa contribuição dos amigos Marcos Fernando (design automobilístico, que fez a arte de inúmeros carros campeões) e Flávio Manfredini (piloto paulistano que disputou a categoria e outras corridas com Chevrolet Opala e VW Speed 1600), vamos dedicar algumas linhas a esse recorte da história a motor.

Na segunda metade dos anos 80, a chamada categoria Hot Car, que por sua vez tinha substituído a antiga Divisão 3 no início daquela década, dava seus últimos suspiros. Nesse cenário, alguns pilotos e preparadores ligados ao saudoso Camilinho Christófaro, do bairro paulistano do Canindé, se uniram e formaram a categoria, tendo como palco o novo traçado de Interlagos, que foi inaugurado em 1990.

Os recheados grids de largada eram formados por duas categorias, A e B, dividindo os pilotos quanto ao tempo de experiência de pista. Na categoria A, eram comuns nomes como Paulo Gomes, Neimer Helal, Fabio Sotto Mayor, Leandro de Almeida e José "Coelho" Romano. Na B tínhamos outras feras como Virgínio Pino Evaristo, Carlos Crespo, Maurício Rosa, entre outros.

Com o passar dos anos 90, os Opalas foram gradativamente sendo substituídos pelos Omegas, mas chegando a disputar corridas juntos. Porém, já no início dos anos 2000, era muito raro ver um Opala em atividade na categoria. Aproveitem as imagens de época!


Pedro Pimenta

1994 - Forcollin e Karim Machata

Karim Machata

1997 - José Coelho Romano

Rosati "Zato" Paduano Filho

José Coelho Romano

Carlos Tigueis Batista e Emmanuel Baldatakis

Dudu Pimenta


1994 - Flávio Manfredini



1994 - Flávio Manfredini






sexta-feira, 3 de abril de 2026

O prenúncio de uma vitória - Orlando Menegaz e Ítalo Bertão (1960)

Até a largada da quinta edição das Mil Milhas Brasileiras, disputada em 27 de novembro de 1960, apenas os pilotos gaúchos Orlando Menegaz e Aristides Bertuol haviam quebrado a hegemonia dos igualmente gaúchos Breno Fornari/Catharino Andreatta. Em 1957, a dupla venceu a prova a bordo da carretera Chevrolet Corvette nº 4, com uma volta de vantagem para a carretera Ford nº 2 de Andreatta, que na ocasião, correu em dupla com Diogo Luís Ellwanger.

Naquele ano de 1960, Menegaz formou dupla com o também gaúcho Ítalo Bertão na carretera Chevrolet Corvette inscrita sob o nº 24. Terminariam a prova na 9ª colocação, com 174 voltas completadas, no grid formado por 41 carros, e cujos vencedores foram Chico Landi e Christian "Bino" Heins. Mas no ano seguinte, a glória viria para Menegaz (novamente) e Bertão.



domingo, 29 de março de 2026

Encontro de antigos em Marechal Deodoro/AL

Para quem não conhece, Marechal Deodoro é uma cidade situada na zona metropolitana de Maceió/AL, distante 28 km da capital alagoana. Marcada pelo seu valor como patrimônio histórico nacional, foi a primeira capital do Estado de Alagoas, no período entre 1823 e 1839, e continua sendo por um dia todos os anos, mais especificamente no dia 15 de novembro (em homenagem ao seu filho Manuel Deodoro da Fonseca).

No último sábado, dia 28 de março, a orla lagunar da cidade foi palco do encontro de carros antigos promovido pela Confraria Cheiro de Mofo e o Clube do Fusca e Antigos de Maceió/AL, contando com o apoio da Prefeitura Municipal de Marechal Deodoro.

O belo cenário natural proporcionado pela lagoa manguaba ganhou ainda mais cores, com os diversos modelos fabricados na década de 60 e posteriores, cada um trazendo as histórias de paixão, dedicação, sacrifícios e realizações vivenciadas por seus donos.

Nesse clima de amizade e descontração, o Cheiro de Mofo faz a diferença por onde passa, sempre levando vários integrantes aos eventos que promove ou que é convidado. Quem pensa que os encontros do Mofo são naquele estilo em que ninguém conversa com ninguém, fica cada ao lado do próprio carro, com os braços cruzados, com "cara de quem chupou limão", digo que é totalmente o contrário.

A idéia da confraria surgiu em meados do ano de 2004, quando as reuniões semanais eram feitas na orla da Praia de Ponta Verde, em Maceió/AL, no antigo Clube Alagoinha (onde hoje se situa o Marco dos Corais). Nessa época, existiam outros clubes semelhantes, porém, que não resistiram aos desgastes entre seus membros e ficaram pelo caminho. Mas o Cheiro de Mofo, em que pese ter passado por uma fase difícil, com apenas 02 (dois) membros, sr. Samuca e sr. Renato, resistiu às dificuldades e se torna a cada dia mais forte, com muitos outros membros e suas respectivas famílias, já que cada encontro, cada passeio, é uma expressão do verdadeiro ambiente familiar.

Frequento os encontros do Cheiro de Mofo desde abril de 2018, época em que nem carro eu tinha, pois ia para os encontros (então realizados no histórico bairro de Jaraguá) de por meio de carro de aplicativo. E nem por isso ficava de fora, sendo que o que mais me chamava a atenção era que tinha (e tem) lugar para carros de todos os níveis e gostos, em pé de igualdade. Lá, o placa preta convive normalmente com o antigo utilizado no dia-dia ou que esteja em projeto. Isso não tem preço.

Mas voltando ao encontro de ontem, trago para vocês alguns registros feitos pelos integrantes do grupo, de alguns dos 75 carros que foram a atração da cidade.