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sexta-feira, 1 de maio de 2026

A despedida da BMW M3 da Equipe Eurobike (MC Tubarão) - 2021

Na edição de 2021 das 1000 Milhas, a bela BMW M3 da Equipe Eurobike (MC Tubarão) fez sua única participação na prova histórica do automobilismo brasileiro. Montada na oficina da tradicional preparadora gaúcha MC Turbarão, responsável pela preparação e estrutura de box da Equipe Eurobike, a M3 disputou várias corridas ao longo dos anos, tendo inclusive sido campeã na categoria GT2 do Endurance Brasil, na temporada de 2016 (com a dupla Henry Visconde e Márcio Basso). Por último, tinha participado de algumas etapas do Império Endurance Brasil em 2020. 

O carro foi inscrito na categoria GT4, e logo de cara mostrou a que veio, pois registrou a sexta melhor marca do grid de 25 carros (1min42s016). A pilotagem ficou sob a responsabilidade do trio Henry Visconde, Geciel "Tiel" de Andrade e Lucas Foresti, que enfrentaram diversos problemas no decorrer da disputa. 

O primeiro deles foi a quebra da roda traseira direita, que simplesmente pulou do carro na saida da curva do mergulho, logo na quinta volta, quando Foresti estava ao volante e na terceira posição na geral. Menos de 80 voltas depois, a mesma roda voltou a apresentar problemas, fazendo com que a equipe perdesse mais tempo com reparos. Mas antes disso, a BMW já tinha tido outro problema, pois na volta 63, parou na curva bico de pato. Apesar de ter voltado a funcionar, logo em seguida parou na curva do mergulho, com problemas na bomba de combustível.

E no fim da corrida, por volta do 278º giro (faltando cerca de 40 minutos para o fim da prova, naquele ano limitada a 10 horas de duração), o carro simplesmente parou na descida do lago, depois de ter sido visto com fumaça vindo do motor (uma pedra causou danos no radiador). Ao fim, a BMW terminou a prova na 12ª posição na geral (com 229 voltas completadas), com a melhor volta registrada em 1min42s801. Como dito, esta foi a sua primeira e última 1000 Milhas disputada, pois logo em seguida, foi substituída por um modelo M4.

Fontes: Alex Sandro (https://www.velocidadenosangue.com/2021/01/26/endurance-bmw-m3-da-eurobike-se-despede-das-pistas-com-primeiro-lugar-na-classe-gt4-nas-mil-milhas/),

Daniel Viecelli (https://nivelandoaengenharia.com.br/pt/blog/2021/01/20/1000-milhas-do-brasil-2021/) 

e Rodrigo Carelli (https://blogdocarelli.blogspot.com)


Foto: Divulgação 1000 Milhas/Rodrigo Ruiz



sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Mil Milhas 70 anos - Vencendo em quinteto

Vitória em Mil Milhas é feita em conjunto. Desde a preparação do carro, esquema de boxes e até a pilotagem, é impossível vencer uma prova de longa duração sozinho. Se no início da história os pilotos corriam em duplas, com o passar do tempo, o número de inscritos no mesmo carro foi aumentando.

A primeira vitória de um trio de pilotos veio com a primeira retomada da prova, em 1981. Naquele ano, os irmãos Giaffone (Affonso e Zeca) venceram a prova com Chico Serra em um Chevrolet Opala Stock Car. Apesar de ter registrado a 5ª posição nos treinos classificatórios, um vazamento de óleo do motor no fim dos treinos fez com que o preparador Jayme Silva decidisse pela troca do propulsor, o que colocou o Opala na última posição do grid. Mas, através de uma eficiente estratégia de paradas e plano de corrida, a vitória veio após 12h32min13s de corrida.

Já a primeira vitória em quarteto ocorreu em 2001, quando o Porsche 911 GT3 da equipe Stuttgart Sportscar foi pilotado por Max Wilson/Flávio Trindade/André Lara Resende/Régis Schuch. Após enfrentar os transtornos causados pelo temporal que caiu por duas horas e meia sobre a região de Interlagos, atrasando a largada em mais de três horas, o pole Porsche cruzou a linha de chegada após completar 375 voltas, com 12 de vantagem para o então campeão Jair Bana, que correu em um Protótipo Aldee em dupla com Tino Vianna.

E em 2021, foi registrada a primeira vitória de um quinteto nas Mil Milhas. José Vilela, Leandro Totti, Eduardo Souza Pimenta, Guilherme Ghizo e Leonardo Yoshi se uniram na pilotagem do Protótipo MRX 2.1 Ford Duratec, preparado pela Equipe LT Racing Team. Saindo da quinta posição, o protótipo tomou a liderança com cerca de 5 horas de 20 minutos de prova, sustentando-a até completar as 291 voltas da corrida (naquela edição, a prova foi limitada em 10 horas de duração, em virtude das restrições de convívio impostas pela Pandemia de Covid-19) com 4 voltas de vantagem para o segundo colocado (Protótipo R1 #31, de Leandro Guerra, Alexandre Zaninoto e Marcelo Camacho).

Cabe lembrar que esse mesmo carro havia vencido os 500 km de São Paulo em 2020, sob o comando de José Vilela, Leandro Totti, Gustavo Ghizo e Leonardo Yoshi.

Não percam hoje a live de aquecimento das Mil Milhas 2026, no Canal Entusiastas Sobre Rodas, em parceria com o Portal e TV High Speed. Começa às 20:00 no YouTube, neste link.






sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

A última do Protótipo Rocco 001

Um dos fatores que tornam as corridas brasileiras de endurance ainda mais interessantes, é a variedade de protótipos de construção nacional que são colocados à prova. São bólidos cuja construção muitas vezes parte de monopostos de competição (sobretudo da antiga Fórmula 3 Sulamericana), com a adaptação à motorizações nacionais e mesmo importadas.

Nesta categoria, podemos citar carros como o ANR Chevrolet, Scorpius, Horus, Radical Suzuki, entre outros. Mas o assunto de hoje vai ser sobre a participação do Protótipo Rocco 001 nas Mil Milhas Brasileiras de 2021.

Antes disso, é indispensável citar que o desenvolvimento do carro foi feito pelos experientes pilotos José Cordova e Robbi Perez, tendo como base o chassi inglês Ralt FT34 de Fórmula 3 (lançado em 1990), e valendo-se do motor e transmissão da motocicleta Suzuki Hayabusa, de 1,5 litros e 280 cv (o motor era ligado ao diferencial por meio de corrente).

A estreia se deu em setembro de 2019, nas 4 Horas de Interlagos, sendo que a melhor colocação veio a ser obtida na última corrida disputada pelo Rocco, as Mil Milhas de 2021. Depois de largar da quarta posição, com o tempo de 1min40s586, o protótipo chegou a liderar a prova entre a primeira e a quarta hora. Porém, em razão de problemas no sistema de transmissão, se fez necessária uma parada mais prolongada, o que prejudicou as suas pretensões na disputa pela vitória.

Mas as 277 voltas completadas foram suficientes para deixarem Juliano Moro, Maurizio Sandro Sala (não pilotou o carro) José Cordova e Robbi Perez  na 3ª posição na classificação geral, e 2ª na categoria P3 (atrás apenas do MCR também vencedor na geral). Depois disso, o Rocco 001 não foi mais utilizado em corridas.





* Fontes: https://www.lexicarbrasil.com.br/roco/

https://nivelandoaengenharia.com.br/pt/blog/2021/11/06/roco-001/

https://blogdocarelli.blogspot.com/

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

A equipe feminina das Mil Milhas Brasileiras de 2021

Falar sobre os feitos femininos na história nacional e mundial do esporte a motor, é coisa para um livro com vários volumes. Grandes mulheres, sobretudo em épocas nas quais o machismo e o preconceito sem fundamento tomavam conta do automobilismo, nos mostraram que não há a mínima razão para impor qualquer distinção entre sexos, quando o assunto é gasolina e motor.

Se fôssemos falar em nomes, só no Brasil, poderíamos começar com Lulla Gancia, Graziela Fernandes, Suzane Carvalho, Bia Figueiredo e tantas outras personalidades. E a história das Mil Milhas Brasileiras não fugiu a esse traçado, pois já registrou a participação de mulheres dividindo o carro com outros homens (podemos citar Graziela Fernandes em 1970 e 1983, Regina Calderoni em 1989, Letícia Zanetti em 2002 e Alessandra Menini em 2023 e 2024, por exemplo), em dupla (Suzane Carvalho e Delfina Friers, em 1997) e mesmo em trio (Suzane Carvalho, Marisa Paganopulo e Delfina Friers, em 1996).

E após a retomada da prova, ocorrida em 2020, a edição disputada no ano seguinte ficou marcada também pela participação de um trio feminino, a bordo de carro tradicional em provas de turismo e endurance. Naquele ano, Luciane Klai, Fernanda Aniceto e Renata Camargo dividiram a condução do VW Voyage 1.6 da equipe MI Motors, que seria, na verdade um quarteto, pois Thaline Chicoski também estava inscrita, mas não conseguiu correr por motivos pessoais.

Inscrito na categoria TN1, destinada a carros de turismo nacional com motorização até 1.6 litros, o VW nº 3 largou da 21ª posição, com o tempo de 2min12s213. Ao final da corrida, veio a 13ª colocação na geral e a 2ª posição na categoria TN1, com 225 voltas completadas, depois de parar por um tempo nos boxes por problemas com a junta homocinética.

Ainda que algumas pessoas falem que só tinha mais dois carros inscritos na categoria, isto não diminui em nada o feito obtido pelo trio Klai/Aniceto/Camargo, pois a vitória com veio com 2 voltas de vantagem para o forte VW Passat nº 98 de Nenê Finotti/Fábio Coelho/Marcelo Fortes.






quinta-feira, 21 de março de 2024

VW Brasília "Mamba Negra" - 2021

No meio da pandemia de Covid-19, a atual organização das Mil Milhas Brasileiras, capitaneada pelos grandes Thiago Pereira e Léo Jacomassi, assumiu o desafio de dar continuidade à retomada da prova, iniciada no ano anterior (2020) sob a batuta da Elione Queiroz.

Em um cenário de muitas limitações, decorrente das restrições sanitárias impostas como forma de evitar o contágio em massa pela doença, a edição de 2021 marcou a participação de um carro genuinamente brasileiro, mas que não teve destaque na história da prova.

Diferentemente do VW Fusca (ou VW sedan), que desde 1956 deu as caras nas Mil Milhas, a irmã mais nova Brasília (lançada em 1973) não teve muitas participações. Tanto é que só encontrei o registro de uma participação sua na 11ª edição, disputada em 08 de dezembro de 1973, quando a dupla Mário Patti Jr. e Mário Ferreira inscreveu o carro nº 2. A corrida durou apenas 11 voltas, deixando a VW na 56ª posição (o grid fora formado por 64 carros).

Foi então que em 2021, a equipe Mamba Negra resolveu inscrever uma Brasília na prova, carro este que disputava o campeonato da Gold Classic, e cuja tocada foi dividida entre os pilotos Marcelo Servidone/Luc Monteiro/Emerson Piedade.

Contudo, a performance do lindo clássico foi prejudicada pela quebra de uma biela do motor AP 2.0 logo na 2ª volta de corrida, o que causou a rachadura do bloco do motor. Conclusão: Após a necessária troca do motor, o carro ainda voltou à pista no final da prova, tendo completado 21 voltas no total.




terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Retrospectiva Mil Milhas: 2021

Continuando a retrospectiva sobre a retomada das Mil Milhas Brasileiras, falaremos hoje sobre a 38ª edição da prova, disputada em 23 de janeiro de 2021. Se a edição de 2020 foi cercada por incertezas, a prova seguinte sofreu um golpe ainda mais duro, pois estávamos sob um dos picos da pandemia de Covid-19 que deixou o mundo de cabeça para baixo.

A instabilidade trazida pela doença afetou não só a receita para a realização da prova, mas também a dúvida de que as datas designadas seriam cumpridas. Houve ainda a mudança na organização, pois a promotora Elione Queiroz passou a organização para Thiago Pereira, que por sua vez chegou a participar da corrida como piloto em um Honda Civic (que ficou pronto no dia dos treinos oficiais, diga-se de passagem).

Mas contra tudo isso, as Mil Milhas foram realizadas no dia 24 de janeiro, embora com mudança no horário da largada (seria à meia noite e acabou ocorrendo às 08h50m), algumas desistências e não comparecimentos, além da limitação em 10 (dez) horas de corrida, em razão da política de convívio social adotada pela Prefeitura Municipal de São Paulo para conter o avanço dos casos da doença. Só que antes da bandeira verde, ainda houve um susto nos boxes, pois o protótipo MRX nº 34 sofreu um incêndio, sem maiores danos.

Dada a largada, os 25 bólidos inscritos foram à pista, correndo dentro das possibilidades de suas equipes (briga pela vitória na geral, respectiva categoria ou participação no espetáculo). O certo é que o grid ainda reduzido para os padrões da prova (mas como o dobro de carros do ano anterior) foi protagonista de disputas dignas de aplausos, com direito à corrida com chuva a partir da metade da disputa, do jeito que uma Mil Milhas tem que ser.

Ao final, contando com quebras, paradas longas para reparos (a VW Brasília da equipe Mamba Negra teve o seu motor trocado, em virtude da quebra do bloco ainda na 2ª volta, causada por uma biela), rodadas, rodas voando (após 12 minutos de prova, o safety car foi acionado pela primeira vez, pois o BMW #64 da equipe MC Tubarão perdeu a roda traseira direita na descida do mergulho), passeios na brita, ultrapassagens, 19 carros cruzaram a linha de chegada, fechando mais um capítulo na história da prova, embora tenham sido dadas apenas 291 das 372 voltas previstas (por conta da limitação do tempo imposta pelas medidas sanitárias). Um fato inédito ocorrido nessa prova foi de o carro vencedor ter sido guiado por 05 (cinco) pilotos, quando máximo visto até então era de 04 (quatro).


O resultado final da prova (copilado do Blog do Carelli) ficou assim:


1º - #73 José Vilela / Leandro Totti / Eduardo Souza Pimenta / Guilherme Ghido / Léo Yoshi - Protótipo MCR 2.1 - Equipe LT Racing Team – Categoria P3 – 291 voltas

2º - #31 Leandro Guerra / Alexandre Zaninoto / Marcelo Camacho - Protótipo R1 - Equipe Guerra Motorsport – Categoria P4 – 287 voltas

3º - #46 Robbi Perez / José Cordova / Juliano Moro / Maurizio Sandro Sala - Protótipo Roco P3 - Equipe Roco Racing – Categoria P3 – 277 voltas

4º - #6 Caio Lacerda / Geovani Almeida / Humberto Guerra Jr. – Aldee Cupê VW - Equipe HT Guerra – Categoria P4 – 254 voltas

5º - #17 Otávio Carmacio / Rafael Kasai / Maurício Arias / Vinícius Salva - Chevrolet Celta - Equipe Oto Racing - Categoria TN1A – 249 voltas

6º - #115 Estevão Alexandre / Rogério Dudu / Honda Civic Si - Equipe Maguila Motors – Categoria TN1A - 249 voltas

7º - #32 Mauro Kern / Márcio Basso / Paulo Sousa / Wellington Cirino - Protótipo MC Tubarão - Equipe MC Tubarão – Categoria P2 – 248 voltas – volta mais rápida da prova: 1:39.689 (volta 88)

8º - #216 George Lisi / Riccardo Savio / Ricardo Parente - Chevrolet Corsa - Equipe Oto Racing = Categoria TN1A – 248 voltas

9º - #11 Bruna Tomaselli / Emilio Padron Ianez / Fernando Ohashi / Fernando Fortes / Henrique Assunção - Protótipo Hayabusa - Team Quarteto Fantástico & Mulher Maravilha – Categoria P3 – 241 voltas

10º - #14 A. Tavares / E. Teixeira / V. Lira / F. Cesario – Ford Fiesta – Categoria TN1A – 241 voltas – carro que ganhou mais posições desde a largada até o final da prova.

11º - #111 Rafinha Thiamer / Luiz Henrique / Mauricio Marchioni - Volkswagen Gol - Equipe MI Motors – Categoria TN1 – 233 voltas

12º - #64 Henry Visconde / Tiel de Andrade / Lucas Foresti - BMW M3 - Equipe MC Tubarão – Categoria GT4 – 229 voltas

13º - #3 Luciane Klai / Fernanda Aniceto / Renata Camargo - Volkswagen Voyage 1.6 - Equipe MI Motors – Categoria TN1 – 225 voltas

14º - #34 Mário Marcondes / Paulo Totaro / Márcio Mauro / Fábio Carbone - Protótipo MRX-Chevrolet 2.0 16V - Equipe Motorcar – Categoria P3 – 223 voltas

15º - #98 Nenê Finotti / Fábio Coelho / Marcelo Fortes - Volkswagen Passat - Equipe Coelho´s Racing / LF Competições / JR-Rodas – Categoria TN1 – 223 voltas

16º - #9 Ciro Paciello / Ricardo Alvarez / Evandro Camargo / Gelinho - Chevrolet Omega Stock Car - Equipe Big Power – Categoria TN1B – 198 voltas

17º - #84 Maurício Gonçalves / Marcelo Dias / Pedro Alexandre / Luiz Henrique - Volkswagen Gol 2.0 - Equipe MI Motors – Categoria TN1A – 197 voltas

18º - #74 R. Furquim / T. Soares / E. Souza - Protótipo Spyder 2.0 - Equipe LT Racing Team – Categoria P4 – 182 voltas

19º - #22 Tiago Regis / Ricardo Cimatti / Thiago Pereira - Honda Civic – Categoria TN1A – 157 voltas

20º - #63 Valter Fernandes / Marcos Fernandes / Marcos Nascar / Ricardo Domenech / Rogério Barbato - Chevrolet Astra V8 Stock Car - Equipe F&C Custom Garage – Categoria TN1B – 151 voltas

21º - #25 Ney Faustini / Ney Sá Faustini / Batistinha - Chevrolet Cobalt V8 Stock Car - Equipe Absoluta Racing – Categoria TN1B – 91 voltas

22º - #25 – Rodrigo Corbisier / Ricardo Gouveia – Chevrolet Corvette – Categoria GT3- 53 voltas

23º - #72 Deninho Casarini / Carlos Antunes / Marcelo Di Tripa / Marcelo Campagnolo - Protótipo MRX - Equipe Motorcar – Categoria P2 – 47 voltas

24º - #77 Edras Soares / Juarez Soares / Esdras Soares - Chevrolet Vectra V8 Stock Car - Equipe 2GO/HT Guerra – Categoria P1 – 37 voltas

25º - #96 Marcelo Servidone / Emerson Piedade / Luc Monteiro - Volkswagen Brasília - Equipe Mamba Negra – Categoria TN1A – 21 voltas


Alguns destaques da corrida












terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Mil Milhas do Brasil 2021 - Uma vitória de todo o automobilismo brasileiro

Queridos leitores, no último domingo tivemos a realização da 38ª edição das Mil Milhas (do Brasil, Brasileiras e de Interlagos), evento este que foi o resultado da força que o esporte a motor ainda possui em nosso país. Explico.

A volta da prova ao nosso calendário, em 2020, foi cercada de dúvidas, questionamentos e mesmo boicote por parte de muita gente. Chegou-se ao ponto até de se falar em "Mil Milhas pirata", pois Mil Milhas "de verdade foram apenas" aquelas realizadas pelo Centauro Motor Clube e os posteriores adquirentes dos direitos da prova. Mentalidade engessada, não é mesmo? É por conta de pensamentos assim que o imbróglio envolvendo o nome da prova vem se arrastando há décadas sem uma solução definitiva, quiçá justa.

Mil Milhas é um evento sexagenário, o maior do automobilismo genuinamente nacional (excluídas as etapas de categorias internacionais), que pertence aos amantes do esporte a motor, e cuja titularidade de direitos e obrigações decorrem de questões jurídicas e legais que devem ser resolvidas de forma independente do show nas pistas.

Após a prova do ano passado, que contou com apenas 12 carros no grid (sobretudo por contas das questões mencionadas no primeiro parágrafo deste texto), fora criada uma expectativa muito maior do que seria a edição de 2021, que voltaria para o tradicional mês de janeiro, como parte das comemorações da Terra da Garoa. Porém, ninguém imaginava que fôssemos passar por tempos tão confusos e difíceis, em virtude dos efeitos da pandemia de Covid-19. O mundo virou de cabeça para baixo, em todos os setores, e o automobilismo não escapou ileso. A grande parte das categorias só pôde iniciar suas respectivas temporadas no segundo semestre, com calendário reduzido e/ou apertado, cercado de incertezas se as datas designadas seriam cumpridas, dada a instabilidade dos índices de casos da doença.

Em meio a tantas dificuldades, com poucos recursos e altos custos, a realização da prova chegou a ficar em risco, havendo até mesmo mudança na organização (a promotora Elione Queiroz passou a organização para Thiago Pereira, que chegou a participar da prova como piloto em um Honda Civic), enfim, as Mil Milhas foram realizadas no dia 24 de janeiro, embora com mudança no horário da largada (seria à meia noite e acabou ocorrendo às 08h50m) e limitação em 10 (dez) horas de corrida, em razão da política de convívio social adotada pela Prefeitura Municipal de São Paulo para conter o avanço dos casos da doença.

Mas a bandeira verde foi dada. 25 bólidos foram à pista, dentro das possibilidades de suas equipes, e fizeram um espetáculo digno de aplausos, com direito à corrida com chuva, do jeito que uma Mil Milhas tem que ser. Ao final, contando com quebras, reparos, rodadas, rodas voando, passeios na brita, ultrapassagens, 19 carros cruzaram a linha de chegada, fechando mais um capítulo na história da prova, embora tenham sido dadas apenas 291 voltas das 372 previstas (por conta da limitação do tempo).

Aos vencedores, a glória de chegarem no lugar mais alto do pódio do maior evento automobilístico nacional. Aos organizadores, toda a  nossa admiração, respeito e votos de sucesso ainda maior para o ano que vem (que promete um grid maior!). Aos participantes, nossa gratidão e felicitações por escreverem seus nomes nessa história de abnegação, paixão e perseverança. Aos críticos, se não fizerem críticas construtivas, procurem fazer algo melhor, nas mesmas condições, e assim, terão alguma consideração.

Toda a cobertura dos treinos livres, classificatório, hora a hora da prova e resultado final vocês encontram no Blog do Carrelli, o irmão que o automobilismo me deu, e que me mantém informado sobre tudo o que acontece no mundo dos motores e das miniaturas também. Rodrigão é um apaixonado pelo esporte, e fez essa cobertura em homenagem a um cara que marcou época na cobertura do automobilismo nacional pela internet, através do enciclopédico www.speedonline.com.br. Trata-se do grande Jorge Kraucher, que nos inspirou e merece todas as homenagens pelo trabalho limpo e eficaz que fez em seu site, iniciado em 1997, quando a internet dava seus primeiros passos no Brasil.

Pois bem, amigos, que venha 2022 com ares ainda melhores para as Mil Milhas, lembrando que a concessionária Chevrolet Absoluta adquiriu os namings rights da prova, com contrato renovado por mais 05 (cinco) anos, e a organização assegurou um grid não inferior a 50 carros, do jeito que a nossa prova merece.


Resultado final (copilado do Blog do Carelli):


1º - #73 José Vilela / Leandro Totti / Eduardo Souza Pimenta / Guilherme Ghido / Léo Yoshi - Protótipo MCR 2.1 - Equipe LT Racing Team – Categoria P3 – 291 voltas

2º - #31 Leandro Guerra / Alexandre Zaninoto / Marcelo Camacho - Protótipo R1 - Equipe Guerra Motorsport – Categoria P4 – 287 voltas

3º - #46 Robbi Perez / José Cordova / Juliano Moro / Maurizio Sandro Sala - Protótipo Roco P3 - Equipe Roco Racing – Categoria P3 – 277 voltas

4º - #6 Caio Lacerda / Geovani Almeida / Humberto Guerra Jr. – Aldee Cupê VW - Equipe HT Guerra – Categoria P4 – 254 voltas

5º - #17 Otávio Carmacio / Rafael Kasai / Maurício Arias / Vinícius Salva - Chevrolet Celta - Equipe Oto Racing - Categoria TN1A – 249 voltas

6º - #115 Estevão Alexandre / Rogério Dudu / Honda Civic Si - Equipe Maguila Motors – Categoria TN1A - 249 voltas

7º - #32 Mauro Kern / Márcio Basso / Paulo Sousa / Wellington Cirino - Protótipo MC Tubarão - Equipe MC Tubarão – Categoria P2 – 248 voltas – volta mais rápida da prova: 1:39.689 (volta 88)

8º - #216 George Lisi / Riccardo Savio / Ricardo Parente - Chevrolet Corsa - Equipe Oto Racing = Categoria TN1A – 248 voltas

9º - #11 Bruna Tomaselli / Emilio Padron Ianez / Fernando Ohashi / Fernando Fortes / Henrique Assunção - Protótipo Hayabusa - Team Quarteto Fantástico & Mulher Maravilha – Categoria P3 – 241 voltas

10º - #14 A. Tavares / E. Teixeira / V. Lira / F. Cesario – Ford Fiesta – Categoria TN1A – 241 voltas – carro que ganhou mais posições desde a largada até o final da prova.

11º - #111 Rafinha Thiamer / Luiz Henrique / Mauricio Marchioni - Volkswagen Gol - Equipe MI Motors – Categoria TN1 – 233 voltas

12º - #64 Henry Visconde / Tiel de Andrade / Lucas Foresti - BMW M3 - Equipe MC Tubarão – Categoria GT4 – 229 voltas

13º - #3 Luciane Klai / Fernanda Aniceto / Renata Camargo - Volkswagen Voyage 1.6 - Equipe MI Motors – Categoria TN1 – 225 voltas

14º - #34 Mário Marcondes / Paulo Totaro / Márcio Mauro / Fábio Carbone - Protótipo MRX-Chevrolet 2.0 16V - Equipe Motorcar – Categoria P3 – 223 voltas

15º - #98 Nenê Finotti / Fábio Coelho / Marcelo Fortes - Volkswagen Passat - Equipe Coelho´s Racing / LF Competições / JR-Rodas – Categoria TN1 – 223 voltas

16º - #9 Ciro Paciello / Ricardo Alvarez / Evandro Camargo / Gelinho - Chevrolet Omega Stock Car - Equipe Big Power – Categoria TN1B – 198 voltas

17º - #84 Maurício Gonçalves / Marcelo Dias / Pedro Alexandre / Luiz Henrique - Volkswagen Gol 2.0 - Equipe MI Motors – Categoria TN1A – 197 voltas

18º - #74 R. Furquim / T. Soares / E. Souza - Protótipo Spyder 2.0 - Equipe LT Racing Team – Categoria P4 – 182 voltas

19º - #22 Tiago Regis / Ricardo Cimatti / Thiago Pereira - Honda Civic – Categoria TN1A – 157 voltas

20º - #63 Valter Fernandes / Marcos Fernandes / Marcos Nascar / Ricardo Domenech / Rogério Barbato - Chevrolet Astra V8 Stock Car - Equipe F&C Custom Garage – Categoria TN1B – 151 voltas

21º - #25 Ney Faustini / Ney Sá Faustini / Batistinha - Chevrolet Cobalt V8 Stock Car - Equipe Absoluta Racing – Categoria TN1B – 91 voltas

22º - #25 – Rodrigo Corbisier / Ricardo Gouveia – Chevrolet Corvette – Categoria GT3- 53 voltas

23º - #72 Deninho Casarini / Carlos Antunes / Marcelo Di Tripa / Marcelo Campagnolo - Protótipo MRX - Equipe Motorcar – Categoria P2 – 47 voltas

24º - #77 Edras Soares / Juarez Soares / Esdras Soares - Chevrolet Vectra V8 Stock Car - Equipe 2GO/HT Guerra – Categoria P1 – 37 voltas

25º - #96 Marcelo Servidone / Emerson Piedade / Luc Monteiro - Volkswagen Brasília - Equipe Mamba Negra – Categoria TN1A – 21 voltas























quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Mercedes Benz 190 E de Raul Boesel - 1989

Está chegando a hora da 40ª edição das Mil Milhas Brasileiras (ou do Brasil), que será realizada no próximo domingo, 24 de janeiro, no Autódromo José Carlos Pace, nosso querido Interlagos. A largada será dada às 07:30 da manhã, em horário que foge completamente da tradição.

Fiquem ligados, queridos leitores, que traremos as informações atualizadas sobre os treinos e prova nos próximos dias, sob grande expectativa de cobrir a prova pelo segundo ano consecutivo, em parceria indispensável com meu querido irmão Rodrigo Carelli, a mente por trás do excelente //blogdocarelli.blogspot.com, com canal do Youtube repleto de vídeos históricos e exclusivos.

Mas enquanto a prova não chega, vamos a mais um capítulo da rica história de 65 (sessenta e cinco) anos do maior evento automobilístico genuinamente nacional.

Um dos primeiros importados a disputar as Mil Milhas, com a abertura do regulamento para carros fabricados fora do Brasil, a Mercedes Benz 190E 2.3 inscrita sob o nº 48 causou grande expectativa para a edição disputada em 1989, que veio a ser a última do antigo traçado.

Porém, o bólido alemão ficou só na expectativa mesmo, pois o trio Raul Boesel/ João "Capeta" Palhares/Raymond Lourel, sendo este último piloto francês e proprietário do carro, ficou pelo caminho ainda durante a madrugada, em virtude de um problema no circuito eletrônico da injeção/ignição, enquanto liderava a prova com Raul Boesel ao volante. Mas mesmo assim, sua beleza ficou registrada na história!





sábado, 9 de janeiro de 2021

Mil Milhas do Brasil 2021

Estimados leitores! A boa notícia para esse mês de janeiro, que todos nós esperamos que seja o primeiro de um ano muito melhor que o passado, é que teremos novamente a realização da nossa tradicional Mil Milhas do Brasil.

Mesmo com um cenário incerto e repleto de dificuldades, a organização da prova, capitaneada pela admirável e competente Elione Queiroz, manteve a firmeza demonstrada desde a realização da prova do ano passado, e assegurou o evento desse ano na data próxima ao aniversário da cidade de São Paulo.

E nessa expectativa e ansiedade para o final de semana dos dias 23 e 24, o blog da mil milhas terá publicações a cada dois dias até a realização da nossa querida prova. Iniciando a série, trago para vocês o FNM JK 2000 da dupla Fábio Steinbruch (in memorian) e Osvaldo de Barros, que utilizou esse clássico dos anos 60 na edição de 1993. Cabe ressaltar que a preparação do carro ficou a cargo da equipe de Renato Gouveia, tradicional participante com seu Chevrolet Camaro 1973.