"Um espaço reservado para falar das lembranças, histórias e episódios dos mais de 60 anos de Mil Milhas Brasileiras. E de outras coisas mais!"

sábado, 9 de novembro de 2019

Recordações automobilísticas - XIV ENEVA - Maceió/AL 2018


Desde criança sou apaixonado por carros, sejam eles originais, modificados mecanicamente ou esteticamente, atuais ou antigos. E com o passar do tempo, a chegada da idade adulta e melhores possibilidades, esse sentimento só aumentou, passando por algumas fases. Afinal, quem nos idos de 2003 a 2005 não foi levado pela onda tuning, na pegada Velozes e Furiosos? Eu não fui exceção.

O primeiro encontro de carros que tive a oportunidade de visitar foi realizado em novembro de 2011, na orla da praia de Pajuçara, aqui na minha linda e amada Maceió. Mas essa é uma história que ainda vou contar, em outra oportunidade. O que trago hoje para vocês, amigos leitores, é a lembrança que o Facebook veio me proporcionar pela manhã, datada de 01 ano atrás. Trata-se do XIV ENEVA - Encontro Nordeste de Veículos Antigos, promovido nos dias 2 a 4 de novembro de 2018, pelo CAAAL - Clube do Automóvel Antigo de Alagoas.

O evento fora realizado no estacionamento do Parque Shopping Maceió, contando com grande estrutura e espaço para o desfile de mais de 180 lindas máquinas de todo Nordeste, dentre as quais, algumas vieram rodando da cidade de origem até a Capital Alagoana. Foi o caso, por exemplo, de um lindo Maverick V8 Quadrijet vermelho de Salvador/BA. Ao final, alguns veículos foram premiados em quase 20 categorias.

Bem, chega de conversa e vamos às imagens desse evento memorável, registrado pela limitada lente da câmera do meu celular e por meus parcos dotes de fotógrafo!
























































































































quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Automobilismo em Alagoas: O piloto Rômulo Amorim


Em seu livro "Mais que Vencedor", o ex-piloto Alex Dias Ribeiro destaca logo na capa que "você pode vencer na vida sem ser campeão". E essa é uma grande máxima da vida, não podendo ser confundida como uma simples desculpa para amenizar os reveses vividos por todos nós. Na maioria das vezes, nossas lutas para ao menos empreendermos tentativas, se tornam tão grandes quanto a própria vitória, pois a superação da dificuldade de estar lá, competindo, tentando, arriscando, é o que nos mostra a medida do nosso mérito.

Se o brasileiro já tem o estigma de não desistir nunca, mesmo quando se defronta com fortes obstáculos e com os "desencorajadores de plantão", o que dizer de um pernambucano, radicado em Alagoas há vários anos, que tem a paixão pelo automobilismo correndo no sangue? É com esse espírito que vamos contar hoje a história de uma das corridas disputadas pelo piloto Rômulo Amorim Santos.

Natural de Caruaru, Pernambuco, Rômulo nasceu em 04 de dezembro de 1954, sendo filiado pela Federação de Automobilismo do Estado de Pernambuco (carteira nº 13.705). O gosto pelo automobilismo surgiu aos 10 (dez) anos de idade, ao assistir corridas de lambreta, mas na família já hava quem o influenciasse, visto que seu pai era fã do piloto Manuel de Teffé, vencedor de corridas nos anos 30 e 40, inclusive o I GP Cidade do Rio de Janeiro, disputado em 1933 no Circuito da Gávea. Além disso, o tio Paulo (irmão de sua mãe), tinha trabalhado na construção da cidade de Brasília/DF, e sempre lhe contava histórias das corridas de inauguração da Capital da República, bem como das façanhas de Chico Landi.

Em 09 de setembro de 2001, se inscreveu para a disputa da prova 2 horas de Caruaru, primeira etapa da Copa Norte Nordeste de Endurance. No grid formado por 19 carros, divididos em 03 (três) categorias (05 protótipos, 11 turismo 1600 cc e 03 turismo acima de 2000 cc), Rômulo dividiu a tocada de um Chevrolet Opala 1972 4 portas com Márcio Souza Leão (que também correu em outro Opala, terminando no 4º lugar na classificação geral). O Opala utilizado pela dupla tinha preparação Stock Car, tendo sido preparado em 1997 para Márcio disputar o campeonato da época. Porém, para provas longas, o Chevrolet passou por algumas alterações, como tanque de combustível de maior capacidade, taxa de compressão do motor e suspensão.

A equipe era pequena, com tudo feito na raça, contando com a coordenação do próprio piloto, um mecânico e a prepação do Sr. Samuca (Samuel), grande nome do antigomobilismo de Alagoas e fundador da confraria "Cheiro de Môfo", que se reúne todas as quintas-feiras no tradicional Bairro de Jaraguá, em Maceió, para uma noite de muita conversa e risadas.

Largando dos boxes, pois a falta de recursos muitas vezes impedia a participação em todos os treinos, a dupla manteve um ritmo seguro e planejado, típico para uma prova de longa duração, terminando na 2ª posição da categoria turismo acima de 2000 cc, enquanto Márcio Souza Leão, em dupla com Moacir Maia, venceu a categoria (e obteve o 4º lugar na geral). A prova fora vencida pelo protótipo da dupla cearense Alexandre Romey/Tárfilo Pimentel.

Cabe lembrar que o Opala era tradicionalmente inscrito com o nº 18, em homenagem ao "Lobo do Canindé", Camilo Christópharo, um dos ídolos da equipe. Mas em virtude de um piloto ter feito sua inscrição primeiro, com o nº 18, desta vez o Opala teve que correr com o número 8.

Essa foi só uma das histórias que traremos ao blog sobre o automobilismo de Alagoas, mostrando que só pela iniciativa de correr, em um Estado com quase nenhuma ligação com o automobilismo, nossos pilotos já são dignos de todas as honrarias!


Rômulo Amorim e o Opala nos boxes do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Caruaru

A entrega do troféu, com Márcio Leão e Moacir Maia ao fundo
Indo para o Shakedown no Autódromo de Caruaru

Início da preparação do Opala


terça-feira, 24 de setembro de 2019

O passado e o presente em miniaturas 1:64


Modelos de sucesso (não estou falando só de vendas) deixam suas marcas na história automobilística e na memória dos entusiastas. Porém, alguns deles, não obstante a credencial de clássico advinda de um passado distante ou não tão distante, são renovados através de versões atualizadas ou mesmo de releituras.

No post de hoje, falaremos sobre o passado e o presente de alguns carros épicos, reproduzidos através de miniaturas na escala 1:64.


Ford Mustang: Lançado em 1964, o clássico dos clássicos da Ford ganhou a versão Mach 1 em 1969, que se tratava de um pacote de alta performance diferenciado. Essa versão fora oferecida até 1978, sendo relançada no período entre 2003 e 2004. Nas fotos, um exemplar de 1971 e um modelo 2018, de sexta geração, ambos da fabricante Hot Wheels.


Porsche 911 - O modelo mais vendido da marca Porsche teve sua produção iniciada em 1963, e em pouco tempo, alcançou grande sucesso também nas pistas. A produção segue ininterrupta, com várias versões e derivações. Em destaque, um modelo 1971, com caracterização de corrida, e um GT2 de rua, fabricados pela Hot Wheels.


Alpine 110 - A marca francesa Alpine produziu, entre 1961 e 1977, o modelo 110, com carroceria berlinetta e motor Renault. Essa receita foi suficiente para lhe conferir certo sucesso nas provas de Rally, bem como em disputas no asfalto, até mesmo no Brasil, nos anos 60. Em 2017, fora lançada uma nova versão, igualmente com motor Renault. Nas miniaturas, a versão mais antiga trata-se de um exemplar produzido pela também francesa Majorette, enquanto a releitura fora produzida pela Hot Wheels.


É certo que o Volkswagen Golf foi lançado em 1974, estando na sétima geração (lançada em 2012). Mas em se falando de Brasil, só viemos a conhecer o hatch médio alemão em 1995, importado do México, quando já estava na terceira geração. As minis em destaque são da espanhola Guisval (verde, versão VR6 mk3) e Hot Wheels (Gulf mk7).


Volkswagen Fusca - O "besouro" é igual água, pois é conhecido nos "quatro cantos do mundo". Nas fotos, um modelo "split window" ano 1950 da Greenlight, bem detalhado, com abertura do capô e tampa traseira, e a segunda versão do New Beetle, lançada em 2011, sendo a mini produzida pela Welly.


domingo, 15 de setembro de 2019

O Piloto Elisio Netto


O talento para uma atividade ou esporte não possui preferência de endereço, classe social ou gênero, pois não são raros os exemplos de grandes nomes que nasceram em lugares ou condições que nada lhes favorecia na carreira. Como pensar que uma cidade do interior, pequena e distante da capital do estado, como Dois Riachos/AL, poderia ter uma Rainha do Futebol como Marta? E um mecânico australiano filho do dono de uma mercearia, que se tornaria tricampeão de Fórmula 1 e o único da história a vencer o campeonato como piloto dirigindo seu próprio carro? Todo o mérito para Sir. Jack Brabham.

A matéria de hoje é sobre o jovem Elisio Alves de Moraes Netto, de apenas 18 anos, que desde o ano passado, tem frequentado as primeiras posições do grid da categoria Fórmula Vee, coms resultados expressivos. Nascido em Arapiraca (segunda maior cidade do Estado de Alagoas), Elisio começou a se interessar pelo esporte a motor a partir da influência de seu pai, que sempre acompanhava as corridas de Fórmula 1 exibidas durante a madrugada.

O interesse só cresceu com o passar do tempo, e o primeiro contato com o automobilismo veio com a pilotagem de um kart amador na praça Ceci Cunha (Deputada Federal assassinada a tiros em dezembro de 1998, na noite de sua diplomação), em Arapiraca/AL. Depois disso, em 2017, vieram as participações nos campeonatos Sergipano, Baiano e Paraibano de Kart, sendo que os resultados mais destacados foram obtidos em Sergipe, com o 3º lugar na tabela final em duas ocasiões.

O próximo passo veio com a Fórmula Vee Júnior (categoria retomada em 2011 e disputada em Interlagos), e desde 2018, já são 05 (cinco) vitórias em Interlagos, com o vice-campeonato no ano de estréia. Além do Fórmula, Elisio já teve a oportunidade de guiar no Marcas de Pilotos do Nordeste, com resultados destacados. Como planos para o futuro próximo, estão as categorias Fórmula 4 Brasil e a Stock Car Light.

O maior desafio, conta o piloto, é a falta de patrocínio, pois no Nordeste ainda se sobrepõe a mentalidade de que apoio ao esporte é um gasto, e não um investimento. Como dizem os norte-americanos, "vença no domingo e venda na segunda"! Mas na contramão dessa mentalidade arcaica, a Farmácia São Tiago acredita no potencial do jovem Elisio, e o tem apoiado nesta temporada. E os convites para novos patrocinadores estão abertos!

Boa sorte piloto, você é um orgulho para o Estado de Alagoas!

Instagram: @pilotoelisionetto






sábado, 24 de agosto de 2019

Fiat 147 em 1985

Amado por uns, odiado por outros, vítima de piadas de parte do público... o Fiat 147 divide opiniões desde o seu lançamento, ocorrido no ano de 1976. Mas a verdade tem que ser dita: Foi o pequeno Fiat que preparou o terreno para o lançamento do Uno, ocorrido em 1984, que é inegavelmente um grande clássico da indústria automobilística brasileira.

E desde pouco depois do seu lançamento, o 147 passou a registrar participações em diversas categorias do esporte a motor, seja em corridas de curta ou de longa duração. Dentre estas, podemos citar a Mil Milhas de 1985, quando o amarelinho nº 26 "frente alta" pilotado por José David/José "Coelho" Romano/Marcelo Rebizzi terminou na 10ª posição na classificação geral, com 181 voltas completadas, fazendo frente a carros muito mais potentes.