Historicamente, o automobilismo não é um esporte no qual questões políticas sejam discutidas ou mesmo expostas de forma aberta. Mas em pelo menos duas ocasiões, pudemos presenciar nas Mil Milhas Brasileiras manifestações de natureza política, tanto no âmbito interno, quanto a nível nacional.
A primeira ocasião que verificamos em nossas pesquisas, fora o manifesto da dupla Álvaro Guimarães/Wagner Augustin, que inseriu no vidro lateral traseiro de seu Volkswagen Hot Car nº 57 uma autêntica reclamação por eleições diretas no âmbito da CBA - Confederação Brasileira de Automobilismo, então dirigida por Joaquim Cardoso de Melo (gestão entre 1984 e 1987), e na FPA - Federação Paulista de Automobilismo, cuja gestão passaria a ser feita naquele ano por Marcos Augusto Corsini, tendo como vice Luiz Evandro "Águia" Campos.
A segunda oportunidade foi no ano de 1997, quando as Mil Milhas Brasileiras saíram de Interlagos pela primeira vez. Aquela edição foi disputada no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília - DF, e o protótipo AS - Vectra 2.0 do trio Vitor Meira/Athos Diniz/Alex Bachega, trazia adesivos de apoio à reeleição para cargos do executivo (prefeitos, governadores e presidente da república, junto com seus respectivos vices). A possibilidade de exercício de dois mandatos consecutivos veio a ser positivada com a aprovação da Emenda Constitucional nº 16, de 04 de junho de 1997. O protótipo largou na 4ª posição, tendo terminado a prova uma posição à frente.


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