Queridos leitores! Na última postagem aqui no blog, falei que teria uma surpresa para vocês na próxima matéria que escreveria aqui. E não poderia ser diferente, pois essa a matéria de nº 500 postada aqui nesse espaço, cuja história começou em 28 de fevereiro de 2010. Pois bem, ainda que com alguns dias de atraso (tenho me virado em cinco dublês nos últimos dias), trago para vocês a primeira cobertura das 1000 Milhas Brasileiras feita no local.
Digo a vocês que levei 20 anos para realizar esse sonho, pois o contato mais próximo que tinha tido com a prova havia sido em janeiro de 2006. Naquela época, pela primeira vez, estava passando as férias em São Paulo/SP, e no domingo que antecedeu a prova, tive a oportunidade de ir ao Autódromo de Interlagos. Não tive a sorte de ver os carros na pista, e fui apenas até a região do S do Senna e das arquibancadas cobertas.
A prova seria realizada no sábado à tarde, e terminei acompanhando aqui de Maceió/AL pelo live timing do icônico site Speedonline, da autoridade Jorge Kraucher, a quem tenho como uma das primeiras e das mais importantes fontes de informações históricas das 1000 Milhas.
Ficou um forte desejo de um dia poder acompanhar a prova ao vivo, ter contato com os carros e pilotos, e resistir ao máximo ao sono e cansaço na maratona de cerca de 12 horas de prova. E esse desejo ficou por um longo período ainda mais longe de ser realizado, pois a prova sofreu um longo hiato de quase 12 anos sem ser realizada, em virtude de questões burocráticas e jurídicas em torno dos direitos de realização.
E isso me faz lembrar que em novembro de 2018, estávamos eu e meu irmão Rodrigo Carelli na arquibancada descoberta de Interlagos, durante os 500 km da Porsche Endurance Cup (etapa de encerramento da temporada), fazendo conjecturas sobre a possibilidade de um dia termos a prova de vota.
Como um alinhamento dos planetas e combinação precisa dos astros, o retorno das 1000 Milhas ocorreu em fevereiro de 2020, cercado de desconfiança, grid diminuto, mas abrindo caminho para aquela que está sendo uma das melhores fases dos 70 anos da prova, que serão completados em novembro desse ano, mês em que houve a primeira disputa, no ano de 1956.
Com a imprescindível parceria e compreensão da minha esposa Belisa, embarcamos junto com nosso pequeno (Ricardo Filho) para São Paulo/SP na madrugada de sexta-feira, e durante os treinos que aconteciam na tarde daquele dia, tive o primeiro contato com a corrida. Fui me encontrar com os amigos Rodrigo, Paulo Abreu e Zé Carlinhos, que desde cedo estavam no autódromo, além de pegar a minha credencial de imprensa.
Sobre a credencial, nem nos meus melhores sonhos de adolescente poderia conceber essa possibilidade, que gracas ao Canal Entusiastas Sobre Rodas, pude obtê-la junto à organização de imprensa e marketing da prova, através de Ronaldo Arrighi e do amigo Léo Jacomassi. Gratidão a todos vocês, vou guardá-la pelo resto da vida junto com outras que espero ter.
Em razão de compromissos familiares, não acompanhei o restante dos treinos e não vi a pole position na geral conquistada pela Ligier JS P320 nº 22 da Equipe GForce Motorsport. Pilotado pelo quarteto Rafael Brocchi, André Moraes Jr., Flávio Abrunhoza e Daniel Lancaster, o bólido marcou o tempo de 1min28s801.
Cheguei em Interlagos por volta de 18:30 do sábado, e já tive o prazer de encontrar os amigos Rodrigo Carelli, Paulo Abreu, Zé Carlinhos e Matheus Furlan no paddock, não podendo deixar de registrar esse momento, além das belezas sobre rodas que ia encontrando pelo caminho.
Só que entrar na sala de transmissão para falar com o Léo Jacomassi e dar de cara com Luiz Salomão, Luiz Fernando Batista e Flávio Gomes juntos, é para deixar qualquer fã de automobilismo paralisado. E esse time ainda ganhou o reforço de peso de Maurício Marx, Jan Balder e Luiz Evandro Águia.
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| Rodrigo Carelli |
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| Momento fã com o escritor, comentarista e jornalista Rodrigo Mattar |
Rodrigo e eu nos comprometemos em acompanhar a corrida inteira, o que incluía o warmup, o grid walk e a premiação dos melhores colocados em cada categoria. E assim fizemos, começando pelo warmup e depois pelo grid walk, onde tive a grata surpresa de encontrar a Regina Calderoni (primeira mulher a disputar a Stock Car Brasil, em 1984) e o Eduardo Bernasconi (que também disputou a prova), o manda-chuva da saudosa revista Fullpower, que foi a minha formação de base no automobilismo, a partir de 2003 (tenho a minha coleção guardada até hoje).
Para maiores detalhes sobre o passeio pelo grid, vejam também os vídeos que fizemos no Canal Entusiastas Sobre Rodas no Youtube (parte 1 e parte 2).
Na próxima postagem, falarei sobre a disputa da prova, desde a largada até o pódio.


































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