"Um espaço reservado para falar das lembranças, histórias e episódios dos mais de 60 anos de Mil Milhas Brasileiras. E de outras coisas mais!"

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Subida da Montanha - Pico do Jaraguá

Bem, hoje irei falar um pouco sobre uma prova que reunia todos os anos (geralmente no mês de junho) verdadeiras jóias sobre rodas. Trata-se da Subida da Montanha, disputada na estrada que dá acesso ao Pico do Jaraguá, ponto mais alto da cidade de São Paulo (1.135 metros de altura). A primeira edição da prova foi disputada em 1978, e a organização há anos fica por conta do Auto-Union DKW Club do Brasil, fundado em 1979.

Em sua essência, o evento é uma reunião de colecionadores e amantes de carros antigos, tendo a participação de alguns carros modernos como exceção. O objetivo não é quebrar recordes, vencer o trecho sinuoso de estrada fazendo drift ou coisa do tipo (o percurso de 4,98 km tem ótima pavimentação, mas torna-se escorregadio pela sujeira trazida pelas folhas das inúmeras árvores ao redor, além das retas serem curtas e possuir muitas curvas fechadas), e sim tirar os clássicos da garagem e dar uma boa volta com eles e também reunir gente que fala e respira carros, com o espírito de confraternização. O clima é de encontro de amigos, e este é um dos motivos para o evento ser tão restrito. Além do mais, o local é uma área em meio à natureza, sob fiscalização dos órgãos ambientais (IBAMA) que marcam duro sobre os organizadores do evento. Para fechar a estrada e realizar a prova, é obrigatório especificar para quê, quem irá usá-la e por quanto tempo permanecerá interditada ao trânsito de pedestres e carros. E todo mundo sabe o quanto são exigentes essas coisas, pois são levados em conta os riscos que podem trazer ao meio ambiente e as consequências que podem ter se um acidente grave acontecer. Tanto que não é permitido que o público assista a prova, pois seria necessária a montagem de lances de arquibancadas em vários pontos.

Em todas as edições a prova reúne carros que marcaram época, e sempre estão presentes vários DKW, BMW, Alfa Romeo, Porsche, entre outros. E sempre algumas raridades dão o ar da graça na prova. Entre elas:

Jensen Interceptor II V8 6.3 1970
MG TC 1.2 1948
Lancia Delta Integrale 2.0 1992
Porsche 914 1.8 1973
Volkswagen SP2 1.7 1974
Lotus Elan 1.7 1973

Entre os competidores, alguns se tornaram figurinhas carimbadas na lista de inscritos. Entre eles está Luís Fernando Batista, mais conhecido como Batistinha, que há mais de uma década vem conseguindo ótimos resultados, com algumas vitórias e recordes. Tradicionalmente participa com um Ford Maverick GT 1974 (V8 5.0), mas já disputou (e venceu) a prova com outros carros. O retrospecto de Batistinha desde 2000 é o seguinte:

2000 - 1º colocado (2min49s) - Ford Maverick
2001 - 3º lugar
2002 - classif. não encontrada
2003 - 1º lugar (2min43s) - Ford Maverick GT 1974
2004 - 1º lugar (bateu o recorde com 2min40s) - Ford Maverick GT 1974
2005 - quebrou uma biela a três curvas do final com o Maverick 1974
2006 - 1º lugar (bateu o recorde em 3 segundos com 2min34s) - O asfalto da pista tinha sido recapeado naquele ano
2007 - 1º lugar (Bateu o recorde com o tempo de 2min33s) - Ford Maverick GT 1974
2008 - Não participou da prova pois estava com pneus slick e o traçado estava molhado
2009 - Não participou
2010 - 4º lugar com um Mini Cooper (3min12s) e 29º com um Ford Mustang 5.0 1995 (4min08s)

Outro competidor que sempre alcançou resultados expressivos é Euclides Aranha, mas conhecido como Kid, que já venceu a bateu recorde de tempo:

2002 - 1º lugar (2min40s) - De Tomaso Pantera .60 V8 1974 (recorde de tempo)
2003 - 2º lugar (2min48s) - Porsche 911 2.7 1974
2004 - não encontrado
2005 - não participou
2006 - não encontrado
2007 - não participou
2008 - não encontrado
2009 - 1º lugar (2min37s) - Porsche 911 T 3.6 1992
2010 - 2º lugar (2min57s) - Porsche 911 T 3.6 1992

O ano de 2005 foi um ano polêmico para a prova, e que talvez marcou o início de uma nova fase. A começar pela participação de um Fórmula Jr. da década de 60, com motor DKW de 70 cv e com peso total de cerca de 300 kg. O monoposto foi pilotado por Paulo Trevisan, importantíssimo colecionador e historiador do automobilismo brasileiro. E não é que o carrinho venceu a prova? Com o tempo de 2min36s, ele não só foi o mais rápido a cumprir o percurso, como bateu o recorde da época em 4 segundos. O tempo ainda ficou valendo por alguns dias, mas logo foi invalidado, dadas as particularidades e diferenças do bólido em questão em relação aos outros competidores. O vencedor então passou a ser o carioca Felipe "Ipe" Ferraiolo ( piloto da categoria Porsche GT3 Challenge, com várias poles e vitórias), que participou da prova com um Lancer Evolution VI Tommi Mäkinen ano 2000. A performance de Ipe foi impecável, além de contar pontos a favor ter um carro muito bem acertado e preparado com equipamentos de ponta (pneus e suspensão de competição, motor turbo e sistema de escapamento de alta performance), e o resultado foi o melhor tempo da prova (depois do Fórmula Jr.) com 2min37s, quebrando o recorde da época em 3 segundos.

Só que a partir desse ano começaram a ter muitas restrições aos carros modernos. De um lado fala-se que essas restrições são somente para beneficiar determinados pilotos que correm com carros antigos preparados e com condições de vitória, já que alguns são membros do clube organizador e disputam a prova a anos. Então, proibir a participação de carros mais novos seria uma forma de favorecer os mais antigos.

Por outro lado, opinião que julgo ser mais sensata, fala-se do perigo em abrir as inscrições para muitos carros modernos de alta performance, transformando a prova em um vale-tudo. É fácil de perceber o perigo que uma prova de subida de montanha oferece, pois não há espaço para grandes erros. Uma derrapada forte em um ponto errado da pista pode terminar em carro um destruído no fundo de um penhasco. E o pior, em ferimentos graves ou até mesmo na morte do piloto. A Subida da Montanha é muito diferente de um track-day disputado em um autódromo. Daí o porque de restringir a participação de determinados carros, pois muitos proprietários não têm a perícia que o alto desempenho de seus carros pode exigir em situações extremas. Ainda mais em uma pista sinuosa, com retas curtas e que não é permitido treinar, a não ser ilegalmente durante os dias que antecedem a prova. Outro ponto importante é que a prova não tem caráter desportivo ou de competição, e sim de confraternização e reunião de carros antigos. Se os organizadores forem abrir mão disso, vai vir gente treinar durante dia de semana (colocando em risco quem frequenta a estrada) e querendo dirigir como um James Dean dos dias atuais.

Para a prova ser realizada, como já citei, é necessário o cumprimento de vários requisitos de segurança, exigidos pela prefeitura, Corpo de Bombeiros, Ibama, etc. Se um acidente grave acontece, como ficará a situação dos organizadores perante esses órgãos? Então, restringir a participação de certos carros é uma forma de prevenir que acidentes aconteçam.

Infelizmente a prova não é disputada desde 2011, mas ficamos na torcida para que esse evento tão tradicional volte a acontecer. Então, seguem fotos de preciosidades que já deram as caras lá no Pico do Jaraguá nas diversas edições da prova:

DKW de Geraldo Casselli Jr.

Mini Cooper's na prova de 1990

Corvette 5.7 1975


BMW CSL 3.0 1973 - 3min19s em 2003






Alfa Romeo 155 1996 - 3min23s em 2010 (9º lugar)

Maserati Spyder 2005 - 3min21s  em 2010 (6º lugar)

Porsche 356 A 1957 - 3min56s em 2010

Ford Mustang 5.0 1967 - 3min40s em 2010



Raptor Motiva 1.6 2000 - 3min37s em 2010

Karmann Ghia 1600 1968 - 4min39s em 2010


Lotus Elan 1700 1973 - 3min24s em 2010 (10º lugar)

DKW Malzoni 1966 - 4min02s em 2010













Opala 4.1 1977 - Rodou na 1ª curva e marcou 3min57s em 2003



Porsche 911 1971 - 3min15s em 2003 (16º lugar)








Camaro 5.7 1973 - 3min24s em 2007

Toyota Supra 3.0 1993 - 3min02s em 2007 (6º lugar)

Porsche Carrera T 3.6 1995 - 2min42s em 2007 (2º lugar)


Datsun 240 Z 1973 - 3min15s em 2007 (8º lugar)

Golf VR6 1994 - 3min em 2007 (5º lugar)


Placa de participante da prova. Estava a venda no Mercado Livre até pouco tempo...


Cartaz da prova de 2004

Credencial de 2009


Diversas fotos da prova nos anos de 1985 a 1987 e do ano de 1996
(retiradas de http://classicpresscenter.com/blog/2014/01/20/subida-da-montanha-nos-anos-80/)
























segunda-feira, 21 de abril de 2014

Audi RS2 na Mil Milhas de 2003

Lançada em março de 1994, a Station Wagon Audi RS2 é uma verdadeira "loba em pele de cordeiro". Por mais que a carroceria lhe dê a identidade de carro familiar, o desempenho é digno de um carro com "genética" esportiva. Debaixo do capô, um 2.2 litros, de 5 cilindros e 20 válvulas, auxiliado por um turbocompressor e intercooler (resfriador de ar para a admissão), era capaz de gerar 315 cavalos e levá-la dos 0 a 100 km/h em menos de 6 segundos. Para passar essa potência para o chão, câmbio manual de 6 marchas e tração integral nas 4 rodas. Foram produzidos cerca de 2900 exemplares da RS2, e cerca de 60 vieram para o Brasil. Enfim, um verdadeiro esportivo que só tem seu lugar ameaçado em minha garagem (rsrsrsrs, sonhar é de graça e faz bem à saúde) pela sua sucessora, a RS4, lançada em 2001.

Na 31ª edição da Mil Milhas Brasileiras, disputada em janeiro de 2003, uma RS2 mostrou sua cara e aguentou as quase 12 horas de disputa, chegando ao final com as marcas da madrugada de Interlagos, mas firme e forte. Na ocasião, a SW alemã foi pilotada pelo quarteto José Roberto Venezian/Denis de Freitas/Juliana Carreira/Luís Carreira Júnior (então campeão da Copa Clio, categoria que havia estreado em 2002). No grid, marcou o 49º tempo (dos 60 carros que marcaram tempo) com 2min00s545. Já na corrida, o desempenho foi melhor, pois a posição final na classificação geral foi o 15º lugar (com 301 voltas completadas) e o 4º lugar na categoria 1, perdendo para 3 Porsches GT3 (inclusive o vencedor na geral) e para a rival Marea Weekend Turbo, na época uma veterana na prova.





sexta-feira, 11 de abril de 2014

Giuliano Losacco na abertura da Stock Car em 2014


Apesar de a corrida que marcou a abertura da temporada 2014 da Stock Car ter acontecido há mais de 2 semanas atrás, não esqueci de comentar (só faltou tempo!) sobre a participação do bicampeão da Stock Giuliano Losacco, que formou dupla com o estreante Rafael Suzuki num dos carros da equipe de Duda Pamplona, a Pro GP.

Infelizmente os resultados nos treinos e na corrida não foram dos melhores, mas simplesmente afirmar isso é ser no mínimo injusto. É necessário citar que os pilotos enfrentaram muitos problemas de instabilidade e falta de equilíbrio nos freios durante os treinos, e que tais problemas só foram solucionados após o treino de classificação, o que comprometeu o desempenho na prova. Apesar de largar lá atrás (32º lugar), a Rafael Suzuki fez um ótimo trabalho, galgando várias posições, tanto que foi para os boxes quando ocupava o 10º lugar. Mas um problema durante a parada obrigatória fez com que todo o trabalho fosse jogado fora. Cumprindo a 2ª parte da corrida, Losacco imprimiu bom ritmo, mas não conseguiu ir além do 25º lugar. 

Confira a declaração de Suzuki depois da prova:

Rafael Suzuki: “De uma forma geral, o fim de semana foi bem complicado. Conseguimos resolver os problemas nos freios apenas no sábado à noite, e não tivemos a chance de conferir como estava o desempenho do carro em pista seca hoje. Mas a performance na chuva foi bem legal: larguei lá atrás, atrasamos a parada e entreguei o carro em décimo, e até chegamos a sonhar em marcar um ponto. Infelizmente, o motor apagou durante o pit-stop, e perdemos 40s além do normal nessa parada. Foi uma pena, mas valeu muito pelo aprendizado que nós tivemos aqui ao longo do fim de semana em Interlagos. Certamente que essa experiência vai ser muito útil no decorrer da temporada.”

Essa foi a 116ª prova de Losacco na Stock, torço para vê-lo de volta ao grid ainda nessa temporada. Ainda tem uma vaga em aberto na RC3 Bassani, quem sabe ele não fecha? Gostaria também de vê-lo no Brasileiro de Marcas, onde ele já participou de corridas em 2011. Mas tem horas que acho que ele não tem mais planos de competir. De 2007 a 2012 na Stock foram anos de muito trabalho e resultados abaixo do talento dele. Isso desmotiva muito. Mas enfim, é um grande piloto e uma grande pessoa, e que merece e muito voltar a ocupar as primeiras posições, e quem sabe o lugar mais alto do pódio!





terça-feira, 1 de abril de 2014

Miniatura de Tomaso Pantera GTS 1974 escala 1:43


Compartilho hoje com os leitores as fotos de uma miniatura de minha coleção na escala 1:43. Trata- se do italiano De Tomaso Pantera GTS ano 1974, esportivo que foi fabricado entre 1971 e 1991, e que foi projetado pelo designer americano Tom Tjaarda. Conheci esse modelo há cerca de 10 anos atrás, lendo matérias sobre eventos de carro antigos, como a Subida da Montanha, realizada no Pico do Jaraguá em São Paulo. Me tornei fã do carro e tempos depois adquiri essa miniatura por ser semelhante ao De Tomaso 7.0 de Júlio Penteado, recordista de velocidade no antigo Festival de São José dos Campos, realizado na base aérea da Aeronáutica.





terça-feira, 25 de março de 2014

Estrangeiros na Stock Car Brasil


Pilotos estrangeiros foram discretos na Stock Car. Essa é a conclusão que se tira ao analisar o histórico de participações dos pilotos de outros países na categoria nacional.

A 1ª e mais destacada participação foi do piloto português Pedro Queiroz Pereira, também conhecido por aqui como "PQP". Ele participou das temporadas de 1982 a 1984, e teve como melhor resultado um 4º lugar na 5ª etapa da temporada de 1983, disputada em Interlagos. Ainda participou de provas de longa duração, correndo com Opalas:

1000 Milhas: 1984 (em trio com Ingo Hoffmann e Affonso Giaffone Jr.) e 1986 (9º lugar em trio com Reinaldo Campello e Luís Osório)

1000 Km de Brasília: Correu em 1981 e 1984

Sua participação fez surgir a idéia de levar a Stock para correr em Portugal, fato que ocorreu em 1982, com duas etapas realizadas no autódromo do Estoril, e que contou com a participação de pilotos portugueses:

Pedro Vilar
Manuel Fernandes
Ernesto Neves
Rufino Fontes
Joaquim Moutinho
Manuel Breyner

Os destaques ficaram por conta do 7º lugar de Moutinho na 1ª corrida e do 10º lugar de Fernandes na 2ª.

Em 1995, os francês Didier Jaumont e o inglês George Wadell estavam inscritos para a corrida de Goiânia, numa época em que a Stock corria com o Chevrolet Omega. No ano seguinte, Wadell participou da temporada da Stock Light, conseguindo duas vitórias, na etapa de Interlagos e de Goiânia. Em outra participação em corridas no Brasil, correu as 2 horas de Brasília de 1996, em dupla com Maurício Slaviero num Porsche 911 GT2.

Entre os anos de 1999 e 2001, o suíço Hansruedi Wipf disputou provas da Light, obtendo um 5º lugar como melhor posição em uma corrida. Participou também de 2 edições da 1000 Milhas (1996 e 2001).

Em novembro de 2004, na etapa final (disputada em Interlagos) daquela temporada, o piloto argentino Emiliano Spataro (campeão da F3 Sulamericana Light de 1995) testou o Astra da equipe Nascar Competições, do ex-piloto Aloysio Andrade. Ainda naquela etapa, o compatriota de Spataro, Gabriel Furlán (tetracampeão da F3 Sulamericana) disputou a prova pela equipe Scuderia 111, terminando na 22ª posição, uma volta atrás do vencedor Thiago Camilo, que na ocasião vencia a sua 1ª prova na Stock Car V8.

Na temporada de 2005, o argentino Esteban Tuero, com passagem pela Fórmula 1, participou de duas corridas da categoria, correndo em Curitiba e depois em sua terra natal, na 1ª prova oficial da Stock Car fora do Brasil (as provas de 1982 foram extra campeonato). Em Curitiba correu em um Mitsubishi Lancer da equipe Nascar (Aloysio Andrade) para conhecer o equipamento, e na Argentina correu com um terceiro Astra da equipe Medley - Mattheis, como forma de promover a corrida no país. Apesar de ter abandonado as duas provas, seu desempenho nos treinos foi ótimo, pois marcou o 11º tempo em Curitiba e o 5º em Buenos Aires. Além disso, deu orientações valiosas para que Giuliano Losacco vencesse a prova no circuito Oscar Galvez, importante para sua caminhada em direção ao título daquela temporada. Nos testes coletivos realizados após a última etapa daquela temporada, em Interlagos, Esteban chegou a treinar com o equipamento da A. Mattheis, o mesmo com o qual competiu na Argentina. Entre os quatro pilotos que testaram pela equipe (Giuliano Losacco, Tony Kanaan, Guto Negrão e ele), Esteban ficou atrás apenas de Losacco, que obteve o melhor tempo entre todos os pilotos.

No ano de 2006, o piloto Tercetti Jr. (EUA) constava na lista de inscritos para a temporada de estreia da extinta Stock Jr., porém não obtive registros de que ele tenha disputado corridas. Nos testes coletivos ao fim daquela temporada, o piloto argentino Henry Martin testou em Interlagos com o Lancer da equipe AMG Motorsport, que no ano seguinte teve Ingo Hoffmann e Lico Kaesemodel como pilotos. Nos dois treinos em que participou, o argentino obteve as marcas de 1min40s687 e 1min42s146.

No fim de 2008, o piloto inglês Stuart Turvey completou 40 voltas com um Astra da equipe Hot Car em teste realizado no Autódromo de Londrina. na ocasião, o inglês utilizou apenas pneus usados, mas seu desempenho não decepcionou: Os tempos marcados por ele eram suficiente para colocá-lo entre os 3 melhores do grid da Copa Vicar, antiga Stock Light. O piloto declarou na época que sua intenção era participar da última etapa daquele campeonato e disputar a temporada de 2009 completa. Mas infelizmente o teste foi seu único contato com a categoria.

E na Corrida do Milhão de 2011, realizada em Interlagos, o canadense Jacques Villeneuve disputou a prova em um Peugeot.  Sua corrida teve como ponto alto a liderança na volta 24, mas logo depois teve que ir para os boxes para a troca de pneus. Após voltar para a pista, se manteve no meio do pelotão e terminou na 18ª posição.

Com a corrida especial na qual os pilotos formaram duplas, na abertura da atual temporada, o número de estrangeiros aumentou em grandes proporções, já que foram vários os pilotos do certame nacional que convidaram pilotos estrangeiros. Os parceiros estrangeiros foram:

Juan Manuel "Pato" Silva (ARG) - Turismo Carretera (campeão em 2005) e Rally Dakar
Álvaro Parente (POR) - Mundial de Endurance e Blancpain GT Series
Miguel Molina (ESP) - DTM
Craig Dolby (ING) - Mundial de Endurance
Diego Aventín (ARG) - Turismo Carretera (campeão em 2013)
Dean Canto (AUS) - V8 Supercars (bicampeão da divisão nacional - 2000 e 2005)
Alessandro Pier Guidi (ITA) - United Sportscar (venceu as 24 horas de Daytona em 2014 na categoria GTD)
Gabriel Ponce de Léon - (ARG) - TC 2000 (tricampeão - 2001, 2003 e 2005)
Mauro Giallombardo (ARG) - Turismo Carretera (campeão em 2012)
Mark Winterbottom (AUS) - V8 Supercars (campeão da divisão nacional em 2003)
Roberto Merhi (ESP) - DTM (campeão da F3 Européia em 2011)
Jeroen Bleekemolen (HOL) - Blancpain GT Series e Mundial de Endurance (bicampeão da Porsche Supercup - 2008 e 2009)

Em relação aos destaques estrangeiros na prova, "os pilotos importados" começaram a dar as caras já no sábado, quando Juan Manuel Silva, o Pato Silva, marcou o melhor tempo na classificatória, com 1min40s003, superando até mesmo seu parceiro de carro, o pentacampeão da Stock Cacá Bueno, que tinha alcançado somente a 9ª posição.

Na corrida com pista molhada e com um acidente envolvendo Denis Navarro, Max Wilson e Vitor Genz pouco tempo depois da largada, o que provocou a intervenção do safety-car por várias voltas, os destaques entre os pilotos estrangeiros foram:
  • O Holandês Jeroen Bleekemolen, que formou dupla com o Paraibano Valdeno Brito, chegou na 2ª posição, seguindo o vencedor Rodrigo Sperafico de perto por várias voltas;
  • O terceiro lugar do Argentino Mauro Giallombardo, correndo em dupla com Marcos Gomes;
  • O quarto lugar do Australiano Mark Winterbottom, que fez dupla com Sérgio Gimenez;
  • O quinto lugar do Italiano Alessandro Pier Guidi, que correu em dupla com Daniel Serra.
E ainda houve tempo para um toque entre os pilotos convidados da Red Bull, Pato Silva e Alessandro Pier Guidi, no "S" do Senna. Já outros pilotos "de fora" tiveram resultados mais discretos:
  • Álvaro Parente: Não chegou a pilotar, pois enquanto o carro estava sob a pilotagem de Denis Navarro, sofreu um toque, rodou e por último levou uma forte batida na saída do S do Senna;
  • Dean Canto: Não chegou a pilotar, pois enquanto o carro estava sob a pilotagem de Max Wilson, se envolveu no acidente com Denis Navarro;
  • Miguel Molina ficou na 13ª posição, em dupla com Nonô Figueiredo;
  • Craig Dolby terminou na 8ª posição, correndo em dupla com Tuka Rocha;
  • Diego Aventín foi o 16º, com Ricardo Zonta
  • Gabriel Ponce de Léon terminou no 10º lugar, com Popó Bueno
  • Pato Silva foi o 7º, com Cacá Bueno.





Astra de Esteban Tuero na Argentina
Astra de Gabriel Furlán em Interlagos, 2004

Furlán nos boxes da Scuderia 111

Joaquim Moutinho, no Estoril
Pedro Queiroz Pereira (foto retirada do blog: ruiamaraljr.blogspot.com)
Pedro Queiroz Pereira em Interlagos, 1981 (foto retirada de: ruiamaraljr.blogspot.com)
Pedro Queiroz Pereira em 1983
Jacques Villeneuve em 2011
Jeroen Bleekemolen em 2014
Mauro Giallombardo
Mark Winterbottom
Pato Silva, o pole da corrida
Alessandro Pier Guidi

segunda-feira, 17 de março de 2014

Peugeot 504 pick-up Rally


Nunca tinha visto foto ou registro de que algum exemplar da Pick-up Peugeot 504 já tinha disputado provas de Rally. Me lembro que até alguns anos atrás não era raro encontrar uma rodando nas ruas, servindo muito bem ao propósito de sua criação, que era o transporte de cargas. Era engraçado o som do motor, que mais parecia uma batedeira ou enceradeira! Mas infelizmente, a concorrência veio muito mais forte, e aliada à sofrível assistência técnica e reposição de peças por parte da Peugeot na época, a pick-up francesa perdeu o espaço que conquistou e deixou de ser trazida para cá, em meados de 1999.

Mas ficam as imagens da francesa competindo em provas na terra, pelas quais fiquei vidrado.







sexta-feira, 7 de março de 2014

Ford Courier em 2003 e 2005








A pequena pick-up (digo pequena pelo porte, se comparada as outras picapes da marca) da Ford estreou nas pistas na temporada de 2001, com o advento da DTM Pick-up, que inicialmente corria apenas em Interlagos. Depois passou a ser preliminar da Fórmula Truck, e por fim voltou a correr somente em Interlagos já com o novo nome de CTC Pick-up, que durou até meados de 2007.

Em 2003, a Courier fez suas estreia na Mil Milhas. O quarteto responsável pela pilotagem do carro era formado por Evandro Guerra, Marcos Guerra, Luiz Henrique e o Português Ruy Vasco. Na classificatória, tiveram como melhor tempo a marca de 2min03s110, que correspondeu à 54ª posição entre os 62 carros que marcaram tempo e os 68 que largaram. Na prova, foram 159 voltas completadas e a 44ª posição na classificação final.

No ano de 2005, uma Courier era inscrita novamente na disputa. Pilotada pela dupla Daywis Teixeira e Francisco Moreira, a pick-up chegou a ser o carro mais lento da pista em alguns momentos. Tanto que foi o penúltimo carro dos 58 que marcaram tempo. O tempo na classificatória foi de 2min03s368. Na disputa, completou 184 voltas, suficientes para levá-la até a 37ª posição.