"Um espaço reservado para falar das lembranças, histórias e episódios dos mais de 60 anos de Mil Milhas Brasileiras. E de outras coisas mais!"

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Opala V8 Delgado's Motorsport em 1998


Uma das lendas de nossas pistas nos anos 90, o Opala preparado pela equipe Delgado's Motorsport já foi objeto de postagem nos primórdios desse blog, em meados de março de 2010. Mas nunca é demais falar sobre carros deste nível, e hoje, trago para vocês um registro do Opala na Mil Milhas de 1998.

Nessa época, o bólido ano 1983 já utilizava o motor V8 5.9 litros, utilizado na Nascar, com 600 cv e 55 kgfm de toque, alimentado por um carburador Quadrijet. Após largar do fim do grid, por não ter participado dos treinos (pois o quarteto de pilotos formado por Guido Borlenghi, Marco Antônio, Carlos Henrique Castrale e Arquimedes Delgado só decidiu participar da prova 02 dias antes), o Opala alcançou sem maiores esforços o 1º lugar da categoria e uma das 10 primeiras posições na geral.

Porém, com o amanhecer do dia, o V8 passou a apresentar problemas de superaquecimento, pondo em risco a sua própria existência, razão pela qual fora adotada a estratégia de dar 01 ou 02 voltas, parar e reabastecer o reservatório de água, como forma de manter a liderança na categoria. Porém, com cerca de 3 horas e meia para o fim da corrida, não seria possível manter a posição desta forma. No final, a 1ª posição na categoria foi perdida por cerca de 05 voltas, mas o V8 foi preservado.



sábado, 1 de junho de 2019

Mitsubishi 3000GT VR4 1992 "Cabra da Peste"


A mentalidade milenar japonesa possui a superação das adversidades e dos limites pessoais como um dos seus princípios basilares. Basta observar que o povo nipônico busca sempre a excelência em tudo que faz, tornando as dificuldades um verdadeiro combustível para a consecução de seus objetivos. Notadamente, é no setor industrial e tecnológico que essas características se tornam mais visíveis, de modo que o ramo automobilístico não foge à essa regra. Quem nunca admirou um esportivo japonês na vida, pelo seu design e desempenho, sobretudo aqueles fabricados nos anos 90? Mitsubishi, Nissan, Honda e Toyota são marcas que chancelam grandes clássicos sobre rodas. Mas hoje, nossa pauta será restrita a um modelo em especial, o Mitsubishi 3000GT VR4 1992 de Alexandre Vieira Zumba, o mais zerado e inteiro de Alagoas.

Alexandre, nascido na Capital Paulista, mas radicado em Maceió/AL há longos anos, conta que a paixão por automóveis surgiu de forma espontânea, visto que não possui familiares que possam ter influenciado esse gosto. Aliás, o interesse por automóveis vem desde criança, tendo começado com albuns de figurinhas de carros (guarda um deles até hoje, desde os 10 anos de idade), passando pelo video game, no clássico Gran Turismo! Desde então, sua atenção por esportivos japoneses só aumentou.

Com o passar do tempo e a chegada a maioridade, surgiu a oportunidade de adquirir o seu primeiro clássico japonês, cuja primeira escolha, naturalmente, foi um Mitsubishi Eclipse, de 2ª Geração (1995 - 1999), visto que o 3000GT era considerando um sonho distante em razão do preço e da escassez de exemplares. Mas depois de alguns anos juntando dinheiro, e algumas ofertas de Eclipses que não deram certo, veio a idéia: Por que não um 3000GT?

Após cerca de 02 anos acompanhando sites de anúncios, finalmente o veículo ideal fora encontrado, em meados de 2014, na cidade de São Paulo/SP. A busca se tornou longa em razão de ser um veículo repleto de recursos eletrônicos, à frente de seu tempo, pois no início dos anos 90, já contava com ar condicionado digital, active aero dianteiro (spoiler) e traseiro (aerofólio), tração nas 04 rodas, suspensão eletrônica, regulagem de ruído do escape, rodas traseiras esterçantes, entre outros. Portanto, encontrar um desses como todo o aparato tecnológico funcionando não é fácil. Mas Alexandre encontrou um exemplar nesse nível, de único dono, com cerca de 38.000 milhas rodadas (aproximadamente 61.000 km).

O carro não possui alterações significativas, pois o que já nasce bom não dá muita margem para ser alterado. Mas dentre as pequenas modificações realizadas, têm-se cabos de vela MSD (os originais do carro costumam durar pouco), velas Denso Iridium e um filtro esportivo K&N in box. E nada de mexer na partes estética, sob pena de heresia! Afinal, trata-se do Mitsu 3000GT mais zerado de Alagoas, um autêntico "cabra da peste" que bota muita gente mais jovem no bolso!

E para quem pensar que o Mitsu é filho único, saiba que Alexandre é um verdadeiro acumulador, rsrsrsrs. Ele e sua esposa, Mariana Ferro (que possui um Fusca Itamar 1994 de arrancada, cuja história já fora contada por aqui) possuem juntos 10 veículos, dos quais 08 são antigos. Além do Mitsubishi 3000 GT VR4 1992, possui também um VW Fusca 1970 (caracterizado de Herbie), uma Santa Matilde 4.1 ano 1982, um Ford Mondeo 1998 (seu primeiro carro, que conta com pàra-choques tuning e rodas de liga leve aro 17) e um Hyundai i30 2012 (utilizado no dia a dia). E há poucos dias atrás, Alexandre finalmente conseguiu adquirir o tão sonhado Mitsubishi Eclipse, ano 1998! Mas essa já é uma história para uma próxima postagem...

Ficha técnica básica:
Modelo: Mitsubishi 3000GT VR4 1992
Carroceria: Hatchback coupé esportivo 2 portas
Motor: 6 cilindros, 3 litros, 24 válvulas, aspirado
Transmissão: 5 marchas, câmbio manual, tração nas 4 rodas, esterçamento das 4 rodas




 



domingo, 12 de maio de 2019

Kombinado: Um verdadeiro lar a partir de uma Volkswagen Kombi


A relação entre homem e máquina, em muitos casos, vai muito além da simples utilização da criação como meio de transporte. Não raro, o automóvel liga-se ao seu dono como uma extensão da sua personalidade, refletindo seus gostos e preferências, de modo que é possível saber um pouco sobre o dono através do seu carro. E se essa ligação for tão forte que o carro possa servir até mesmo de recanto, abrigo, morada para o seu dono?

Por conta do seu espaço interno natural, a icônica Volkswagen Kombi proporciona experiências decorrentes de longas viagens e transporte de um maior número de passageiros. Afinal, quem nunca ouviu falar de alguém que pegou sua Kombi e caiu na estrada, numa aventura que pode ultrapassar semanas, meses e até mesmo anos?

No final do mês de janeiro deste ano, ao visitar uma exposição de Volkswagen's antigos, em uma revendedora da marca localizada aqui em Maceió, tive a oportunidade de conhecer um casal super simpático, que possui uma história muito interesssante com uma Kombi Flex ano 2010, modelo 2011.

Ronaldo Torres, mais conhecido como Nado Torres (ou Nado da Folha da Barra ou mesmo Nado do Kombinado), e sua esposa Euzenir Almeida (ou simplesmente Eu), nasceram em Maceió, capital alagoana, mas escolheram a paradisíca Barra de São Miguel (cidade litorânera situada a 33 km da capital) para viver e trabalhar, há 21 anos. Mas antes disso, Nado Torres morou nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro.

A idéia da Kombi surgiu diante da dificuldade enfrentada, sobretudo por turistas, na Barra de São Miguel, em relação à locomoção interna para os pontos turísticos da cidade e adjacências. Diante disto, Nado Torres pensou em colocar em prática a idéia de transportar os visitantes a partir dos hotéis e pousadas para os destinos escolhidos, em meados de 2012. E para tanto, a escolhida foi a tradicional Kombi, parceira tradicional do transporte de passageiros no Brasil durante décadas.

Porém, o orgão competente para conferir a permissão para o transporte lhe negou o pedido, sob o argumento de que o veículo não possui os itens de segurança necessários para o desempenho desta atividade, tais como freios ABS, air bag, entre outros. Mas nem por isso a Kombi ficou de lado, e com a idéia da esposa Euzenir, passou a abrigar o negócio culinário do casal (Tapiocaria, que havia funcionado de 2002 a 2007, encerrado em razão dos trabalhos com as Revistas Folha da Barra e Folha do Francês, das quais Nado Torres é editor), conhecido pela deliciosa tapioca. Com o passar do tempo, foram surgindo idéias quanto à transformação do veículo em uma Kombi Home, que na verdade, era um sonho de criança do proprietário. Surgia então o Kombinado (Kombi + Nado).

Com a companheira de todas as horas concordando com a idéia, Nado começou a realizar as modificações no veículo, em meados de 2017, sendo o primeiro passo a pintura em duas cores, conhecida com saia-e-blusa (verde metálico e branco perolizado), feita pela oficina de um casal amigo, localizada na capital alagoana. O projeto dos móveis internos foi elaborado pelo próprio dono, ao passo que a construção e instalação ficou a cargo de uma empresa de móveis planejados.

Dentre as modificações, Nado refez toda a instalação elétrica do veículo, tendo instalado climatizador (no teto que ele mesmo cortou), bagageiro (que inclusive lhe causou certo prejuízo, pois a primeira empresa contratada não executou o serviço correto), rádio amador PX, cama, frigobar, fogão, sanitário e pia. Para prover a demanda por água, fora instalado um reservatório feito em fibra, com capacidade para 80 litros, cuja instalação e distribuição de água é totalmente na parte interna do veículo.

Para o futuro, o plano é instalar uma placa solar que irá alimentar uma bateria estacionária, fornecendo a força necessária para alimentar o frigobar (220v), além da direção elétrica, que tornará a condução e manobras bem mais cômodas. E por falar em condução, a Kombi já foi colocada na estrada em algumas viagens mais curtas, para fins de teste, sendo que a mais longa dela teve início aqui em Maceió e terminou no km 0 da BR-101, em Touros - RN (total de 1.610 km), sem qualquer problema por parte do veículo. Mas as viagens mais longas dependem, ainda, da aposentadoria da Eu, o que deixará o casal mais livre para viajar.

E o Kombinado é figura famosa nas redes sociais, tendo suas histórias compartilhadas através de dois perfis no Instagram (@kombinadooficial e @folhadabarra), canal no Youtube, e inclusive em matéria exibida no programa local Pajuçara Auto, no mês de abril de 2019, que pode ser conferida através deste link.

Bem, caros leitores, sem dúvidas temos uma história muito legal, e que me interessou desde o primeiro instante, ao conhecer esse casal gente fina e sempre solícito a fornecer informações e contar sua história! E além disso, caiu muito bem para representar a postagem de nº 300 deste humilde blog que nasceu em fevereiro de 2010.








sexta-feira, 26 de abril de 2019

Protótipo Aurora nos 500 km de Interlagos de 1997


É certo que o Protótipo Aurora não é assunto novo neste blog, pois em nossos primórdios, mais precisamente em fevereiro de 2011, o bólido teve um post dedicado somente a ele. A matéria em questão pode ser conferida neste link.

Mas falando novamente no Aurora, trago para vocês um registro do mesmo durante sua participação na 17ª edição dos 500 km de Interlagos, prova disputada no dia 08 de agosto de 1997, quando a prova voltou ao calendário, após 15 anos de ausência. Naquele ano, 22 carros compuseram o grid, sendo que o vencedor fora o Porsche GT3 3600 da dupla Antônio Hermann/André Lara Rezende.





Foto gentilmente cedida pelo grande Rodrigo Carelli do //blogdocarelli.blogspot.com

sábado, 13 de abril de 2019

Miniaturas Pick-up's Ford 1:64


Salve salve amigos leitores! No mês passado dediquei uma postagem sobre miniaturas de pick-up's da marca Chevrolet que adquiri para minha coleção, na escala 1:64. Hoje, trago para vocês os exemplares da marca Ford, no mesmo seguimento.


Ford F-100 Van 1955 2ª geração da Matchbox - Essa miniatura ficou bem legal nesse azul claro, cor de época, com detalhes cromados.



Ford F-100 1956 Custom 2ª geração - Miniatura fabricada pela Hot Wheels, com suspensão dianteira mais baixa e capô rasgado, deixando o blower exposto.

Os detalhes em cromado contrastam com o verde fosco da carroceria, dando um visual legal.

Um barato dessa mini é o detalhe da carroceria, que expõe a suspensão e transmissão.

Ford F-100 1969 5ª geração - Essa mini, fabricada pela Greenlight, possui configuração original, com pneus faixa-branca e pintura saia-e-blusa.

A capota marítima é um dos poucos itens mais modernos que esse exemplar possui, pois trata-se de um veículo original.

Cofre do motor aberto, expondo o belo V8 pintado de azul.

Ford F-150 SVT Lightning - Persegui esse exemplar por algum tempo, até que encontrei esse "loose" na internet. Trata-se de um exemplar bem detalhado, da Matchbox, com faróis pintados e emblemas.

As rodas grandes, capota marítima e lanternas cristal compõem o visual esportivo dessa versão criada pela divisão SVT - Special Vehicle Team.

domingo, 31 de março de 2019

O passado e o presente de um carro: Protótipo Berga (Aldee) e as Mil Milhas de 2001

O protótipo Aldee (sigla formada pelas iniciais da empresa do seu criador, Almir Donato Equipamentos Especiais) estreou nas Mil Milhas Brasileiras no ano de 1990, ainda na versão de rua adaptada para as pistas (motor VW 1.6). A partir de 1992, o bólido recebeu várias alterações, tornando-o um modelo destinado para competições, e que fez muito sucesso nos anos 90 e início dos anos 2000. Posteriormente, foi substituído pela sua versão aberta (monoposto), o Spyder, lançada em 1998. Mas essa história foi melhor contada neste outro post, e hoje vamos nos deter em um exemplar específico, a partir das informações e fotos gentilmente cedidas pelo piloto campeão e restaurador de mão cheia, Rodrigo Garcia (Instagram: rogarcia88 e www.ultimateesteticaautomotiva.com.br).

Na 29a edicão, disputada em janeiro de 2001, o trio de pilotos formado por Carlos Teixeira, Valmir Ross e Renato Marlia se inscreveu em um Aldee RTT (posteriormente chamado de prototipo Berga, já com motor 2.2, alimentado por dois carburadores Weber 50), tendo alcançado a 5a posição na classificação final e 2a na categoria 1, com 342 voltas completadas. E tudo isto em meio a Porsche, BMW e protótipos abertos bem mais leves e potentes. Na ocasião, a preparação ficou a cargo do mago dos aspirados, Adilson Teixeira, da AT Autosport.

Após a prova, esse carro foi utilizado pelo piloto Giuliano Losacco em 2002, no Campeonato Paulista de Força Livre, tendo vencido 15 das 19 etapas do certame, e ao final, veio o título. Posteriormente, o bólido passou pelas mãos de 02 colecionadores, que o utilizavam apenas para treinos em pista. Porém, de 2008 a 2016 permaneceu parado, até que o piloto Marco Scalamandré o resgatou e restaurou, trazendo-o de volta às pistas. E com vitórias, haja vista que fora campeão da liga Paulista desportiva em 2017.


Mil Milhas de 2001


Nova pintura
Recém resgatado





Autódromo Fazenda Capuava, setembro de 2016




Interlagos

1ª etapa da Liga Paulista 2017 - Venceu após largar na última posição

quinta-feira, 14 de março de 2019

Miniaturas Pickup's Chevrolet 1:64


Já tem um certo tempo que não falo aqui no blog sobre miniaturas. Mas sempre é tempo de retomar a pauta, até porque a coleção não pára de crescer (sério, isso é um verdadeiro vício, rsrsrsrs). Hoje trago para vocês, queridos leitores, algumas minis na escala 1:64 que adquiri nos últimos tempos, na linha Pickup Chevrolet.

GMC Syclone 1991 da Johnny Lightning - Persegui essa miniatura durante anos, pois havia adquirido uma GMC Typhoon da mesma fabricante. Então sempre quis formar a dupla, numa relação nos moldes D20 e Bonanza.

Essa linha tem vários detalhes de pintura, além de contar com pneus de borracha.

Chevrolet 1952 "envelopada" da Hot Wheels - Bela mini, com estilo moderno (suspensão rebaixada, rodas grandes pintadas e pintura grafiti).

No Brasil, esse modelo é também conhecido como "boca de bagre".

Chevrolet Stepside 1975 da Matchbox - Uma das minhas fabricantes preferidas, que traz miniaturas em combinações bem próximas dos modelos originais.

As rodas com aros azuis, na cor da carroceria, e o engate abaixo do pàra-choque traseiro, dão um charme a mais ao modelo.

Chevrolet C10 1967 da Johnny Lightning - Edição comemorativa dos 100 anos da Chevrolet (Centennial), com bela pintura preta e rodas cromadas, além de suspensão baixa, que se assemelha ao estilo DUB, febre no início dos anos 2000.

Como era de se esperar da fabricante, os detalhes de pintura são muitos, além de contar com cromados, emblemas e pneus de borracha.