No início dos anos 2000, o gás natural veicular, popularmente conhecido como GNV, era a mais nova alternativa na busca pela redução do consumo do etanol e da gasolina. Utilizado sobretudo por quem lidava com o transporte de cargas e de passageiros, o considerável investimento inicial com a instalação do chamado kit gás era realizado na expectativa do retorno ao longo do tempo, mediante a atrativa diferença entre o valor do metro cúbico e do litro dos combustíveis tradicionais.
E como sempre, o esporte a motor foi utilizado como laboratório para o desenvolvimento de novas tecnologias e aprimoramento dos recursos já existentes. Essa iniciativa partiu, inicialmente, da própria Petrobrás, que firmou parceria com a saudosa categoria Pick-up Racing, para a utilização do combustível nos carros da categoria entre 2002 e 2005. Era uma novidade ver as Ford Ranger, Chevrolet S10 e Dodge Dakota equipadas com dois cilindros de gás na caçamba, sendo que a parada nos boxes durante as corridas era para liberar o fluxo de gás do segundo cilindro (através de uma válvula que ficava na parte superior da coberta da caçamba).
Outra categoria que também utilizou o gás natural como combustível foi a Copa Turismo GNV, que utilizava veículos como o Volkswagen Gol, Chevrolet Celta e Peugeot 206, todos com motores de 1,6 litros. O certame era promovido pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Automobilístico (IBDA), contando com apoio da Petrobrás, Inflex (fornecedora dos cilindros de gás, fabricados na Argentina), Jumper e Oyrsa (fabricante dos redutores).
Os carros se dividiam em três categorias: CTI (carros com injeção eletrônica), CTA (carros com carburador), e CTN (carros fora de linha), tendo sido disputadas três temporadas (2004 a 2006). A preparação ficava por conta de nomes como João Finardi, Osvaldo Krause, Beto Cazuni, Marcão, Nelson Car, Edi, Dudu e Rodrigo Bonora.
Entre os pilotos, estavam nomes como José Cordova, Fabrício Lançoni, Jair Bana, Gastão Weigert e Fábio Ebrahim (vice campeão em 2006). A primeira prova foi disputada no dia 23 de maio de 2004, no saudoso Autódromo Internacional de Curitiba, e contou com 18 pilotos inscritos. Foram duas baterias com o total de 30 voltas. Ao final da temporada, foram registrados 41 pilotos participantes, que podiam optar pela disputa em dupla.
Em 2005, a Força Livre Motorsport firmou parceria com o IBDA, organizando o Paranaense de Motovelocidade junto com a Copa Turismo GNV, o que tornou o evento ainda mais atrativo para o público.
No ano de 2007, a categoria perdeu apoio, transformando-se na Copa Turismo Injetado, momento em que os veículos passaram a ser movidos a etanol, com alimentação por injeção eletrônica da marca nacional Fueltech. Em 2008, a Copa Turismo Injetado virou Copa Turismo Show, sendo extinta no ano seguinte.
Os campeões da categoria foram:
2004 - Cristian Mohr (SC)
2005 - Sanito Cruz Jr. (PR)
2006 - Anderson Deola da Silva (SC)
Temporada 2005:
1ª etapa: Sanito Cruz Jr. (primeira bateria), Jair Bana/Roberto Baú (segunda bateria) e Max Mohr (geral)
2ª etapa: Christian Mohr (primeira bateria) e José Cordova (segunda bateria e geral)
3ª etapa: Natálio Stica/Aloysio Ludwig (primeira bateria) e Fabrício Lançoni (segunda bateria e geral)
4ª etapa: Natálio Stica/Aloysio Ludwig (primeira bateria) e Márcio Sarot (segunda bateria e geral)
5ª etapa: Fabrício Lançoni (primeira, segunda bateria e geral)
6ª etapa: Sanito Cruz Jr. (geral)
7ª etapa: Sanito Cruz Jr. (primeira bateria) e Giovani Cilia (segunda bateria)
8ª etapa: não encontrado
Nenhum comentário:
Postar um comentário