"Um espaço reservado para falar das lembranças, histórias e episódios dos mais de 60 anos de Mil Milhas Brasileiras. E de outras coisas mais!"

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Maverick, Opala e Mustang na Mil Milhas de 1992


Um belo flagra dos treinos da 21ª edição da Mil Milhas de 1992, desta feita um registro feito na saída da curva do laranjinha. Na foto, o Ford Maverick nº 16 da tradicional equipe Automotor (neste ano com Ney Faustini ao volante), sendo seguido pelo Opala Stock Car "carenado" de Roberto "Coruja" Amaral, pelo Chevrolet Opala inscrito com o nº 31 e por ultimo, pelo Ford Mustang nº 10 de Denísio Casarini/Fábio Greco. Infelizmente, nenhum desses bólidos terminou entre os 10 primeiros colocados, sendo que o Mustang largou na 3ª posição e chegou a liderar a prova.



segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Carretera Chevrolet Corvette nº 82 - 1957


Hoje trazemos para vocês um close na usina de força da Carretera Chevrolet 1939 nº 82, utilizada pela dupla José Gimenez Lopes e Chico Landi na Mil Milhas de 1957. Trata-se de um motor V8 derivado do Corvette, com dupla carburação quádrupla, preparado nos EUA, que moveu o bólido vencedor na pista daquela edição. Cabe lembrar que o câmbio também era derivado do Corvette, enquanto os freios vieram de uma Ferrari.

Digo vencedor na pista, pois a carretera fora desclassificada na terça-feira depois da prova, em virtude de na 2ª volta da disputa, José Gimenez Lopes ter recebido sinalização para entrar nos boxes e efetuar o reparo de uma das lanternas traseiras. Porém, não parou e a prova seguiu, tendo o piloto Chico Landi até subido ao pódio como representante dos vencedores. Mas, como dito, o resultado acabou sendo anulado, ficando a vitória com a Carretera Ford nº 9 de Orlando Menegaz/Aristides Bertuol.



sábado, 9 de janeiro de 2021

Mil Milhas do Brasil 2021

Estimados leitores! A boa notícia para esse mês de janeiro, que todos nós esperamos que seja o primeiro de um ano muito melhor que o passado, é que teremos novamente a realização da nossa tradicional Mil Milhas do Brasil.

Mesmo com um cenário incerto e repleto de dificuldades, a organização da prova, capitaneada pela admirável e competente Elione Queiroz, manteve a firmeza demonstrada desde a realização da prova do ano passado, e assegurou o evento desse ano na data próxima ao aniversário da cidade de São Paulo.

E nessa expectativa e ansiedade para o final de semana dos dias 23 e 24, o blog da mil milhas terá publicações a cada dois dias até a realização da nossa querida prova. Iniciando a série, trago para vocês o FNM JK 2000 da dupla Fábio Steinbruch (in memorian) e Osvaldo de Barros, que utilizou esse clássico dos anos 60 na edição de 1993. Cabe ressaltar que a preparação do carro ficou a cargo da equipe de Renato Gouveia, tradicional participante com seu Chevrolet Camaro 1973.



sábado, 2 de janeiro de 2021

Protótipo Aldee RTT de Giuliano Losacco em 2002


O carro pode ser considerado um assíduo frequentador de nosso blog, pois em 03 (três) oportunidades já falamos sobre o Aldee RTT que atualmente pertence ao piloto Marco Scalamandré. Mas o registro de hoje é do ano de 2002, temporada em que o piloto Giuliano Losacco utilizou o Aldee no Campeonato Paulista de Automobilismo.

O início da empreitada se deu meio que por acaso. Luiz Otávio Paternostro, piloto com participações em diversas categorias nacionais e tio de Losacco, tinha adquirido o protótipo e feito apenas 01 prova. No início de 2002, o carro (com pneus e combustível para correr a temporada inteira) foi cedido por Pater ao Losacco, que venceu 15 das 19 corridas do Paulista de Força Livre e foi campeão da categoria naquele ano. E com algumas corridas na Stock Light em 2002, chegou à V8 no ano seguinte. E o resto é história...


domingo, 20 de dezembro de 2020

Carretera Chevrolet Corvette na Mil Milhas de 1961


Uma carroceria de um coupê antigo, aliviada ao máximo no peso, com um poderoso motor V8 (geralmente derivado do Chevrolet Corvette ou do Ford Thunderbird), domado por um câmbio de 4 marchas que resistisse ao tranco, além outras inovações mecânicas próprias (suspensão e acerto mecânico): Estava montada uma carretera para disputar uma prova de longa duração como as Mil Milhas Brasileiras.

Dentre as várias carreteras famosas dos anos 50 e 60, trago hoje para nossos leitores o registro fotográfico da Carretera Chevrolet Corvette (V8 de 4.5 litros) da dupla Antônio Carlos Aguiar e Antônio Carlos Avallone, inscrita na prova de 1961 com o nº 58. Na corrida, a dupla alcançou a 8ª posição a classificação geral, com 189 voltas completadas.

Aguiar conquistou vários títulos no motociclismo, inclusive o campeonato brasileiro na categoria 500 cc em 1957, e prosseguiu com sua carreira no esporte a motor até meados de 1972. Já Avallone correu por mais alguns anos, inclusive com seu próprio carro, o protótipo que levava seu nome, inscrito pela última vez nas Mil Milhas no ano de 2001, quando quebrou na volta de alinhamento. Faleceu em janeiro de 2002.






domingo, 22 de novembro de 2020

Chevrolet Opala Divisão 3 em 1970


O regulamento da 11ª edição da Mil Milhas Brasileiras, disputada em 08 de dezembro de 1973, permitia a participação apenas de veículos de produção enquadrados nas categorias Divisão 1 e 3, sendo esta última a mais permissiva em termos de preparação.

Isto porque um Divisão 3 na época poderia ser equipado com pneus slick de maior largura, alterações na carroceria e mecânica (câmbio, motor e suspensão), enquanto que um carro inscrito na Divisão 1 utilizava preparação bem restrita e pneus radiais.

Nas fotos de hoje, trago para vocês o Chevrolet Opala Divisão 3 nº 58 de José Argentino e Raul Natividade, que durante a disputa perdeu o capô, o que deu uma cara ainda mais brava ao belo Opalão. O resultado final foi bem interessante, visto que o bólido terminou na 3º posição da classificação geral com 196 voltas completadas, atrás tão somente de 02 (dois) Ford Maverick, das duplas Bird e Nilson Clemente (nº 20) e Camilo Christófaro e Eduardo Celidôneo (nº 18).




segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Equipe Hot Car de Amadeu Rodrigues na Stock Car

Na noite do dia 31 de outubro de 2020, o automobilismo brasileiro perdeu um dos seus mais aguerridos personagens. Em virtude de um acidente rodoviário ocorrido próximo à entrada da cidade de Uberlândia/MG, o ex-piloto e atual chefe de equipe Amadeu Rodrigues nos deixou aos 65 anos de idade, quando regressava à São Paulo com integrantes de sua equipe, após disputar no Autódromo de Goiânia/GO uma das etapas do Brasileiro de Endurance.

A carreira de Amadeu no esporte a motor possui vários marcos importantes, tanto como piloto, como na chefia de sua própria equipe, a Hot Car, fundada em 1980, que teve participação em várias categorias. Já que outras publicações de maior gabarito falaram muito mais detalhadamente sobre o assunto, a nossa postagem de hoje ficará restrita à história da Hot Car na Stock Car.

A equipe estreou na categoria na temporada de 2001, ano que marcou a introdução dos motores V8 carburados, derivados da então Busch Series da Nascar (atual Xfinity Series). Naquela temporada, o carro da equipe foi pilotado inicialmente pelo pernambucano Adson Moura, que após 05 etapas, foi substituído por Tom Stefani. Em 2002, a equipe colocou 02 carros na pista, sendo o primeiro com Rodrigo Hanashiro (todas as etapas) e o outro com Hélio "Pingo" Saraiva, que disputou apenas as 02 primeiras provas daquele ano.

No ano seguinte, todos os esforços foram concentrados no carro do goiano Giuseppe Vecci, um belo Vectra com pintura prata e verde. Porém, em 2004, a equipe disputou apenas as 02 últimas corridas, com os carros de Wanderley Reck Jr. (11ª etapa) e Cláudio Caparelli (12ª etapa).

O ano de 2005 trouxe novamente a estratégia de se concentrar em apenas um carro, desta feita, sob o comando de Wagner Ebrahim. E assim apareceram os melhores resultados até então, os 02 quintos lugares obtidos nas etapas de Brasília/DF (7ª etapa) e Buenos Aires/ARG (10ª etapa).

Com a melhoria obtida na temporada anterior, a Hot Car passou preparar 02 carros, neste caso, os Astras de Geraldo "Mano" Rola e Popó Bueno. Embora os resultados de Mano Rola tenham sido discretos, Bueno trouxe uma evolução maior à equipe, frequentando em algumas oportunidades os 10 primeiros lugares da classificação final.

2007 foi a temporada que marcou o primeiro pódio de um carro da equipe. Tal marco fora conquistado na 9ª etapa, disputada no Autódromo Juan y Oscar Gálvez, em Buenos Aires/ARG, com o 3º lugar de Popó Bueno.

Mantido para a temporada 2008, Popó Bueno conseguiu levar a Hot Car pela primeira vez aos playoff's, a etapa decisiva da temporada que era composta pelas 04 últimas corridas, na qual apenas os 10 melhores colocados disputavam o título (terminou na 7ª posição na geral). Já o outro carro da equipe fora dividido entre Juliano Moro e Mário Romancini (03 últimas corridas), sendo que o destaque ficou para a 6ª etapa, disputada em Interlagos/SP, em que Moro e Popó terminaram na 8ª e 9ª posições, respectivamente.

O último ano de Popó na equipe foi a temporada de 2009, quando dividiu o box com Norberto Gresse, então campeão da Stock Car Light. Neste ano, a vitória passou muito perto em Tarumã/RS, quando Popó Bueno foi 2º lugar naquela que foi a 11ª etapa.

Com a saída de Popó, a sua vaga fora ocupada em 2010 pelo ex F1 Antônio Pizzonia, enquanto o outro carro fora dividido entre Ricardo Sperafico (6ª e 7ª etapas) e Norberto Gresse (demais corridas). Neste ano, mais um pódio para a equipe, com o 3º lugar de Pizzonia na 5ª etapa, que teve como palco o circuito de rua montado em Ribeirão Preto/SP.

Na temporada de 2011, mudança total na dupla de pilotos, que passou a ser formada pelo bicampeão (2004 e 2005) Giuliano Losacco e Eduardo Leite. O melhor resultado foi o 4º lugar obtido por Losacco, na 11ª etapa, disputada em Brasília/DF.

Nos anos seguintes a Hot Car teve como duplas:

2012: Eduardo Leite e Diego Nunes

2013: Raphael Matos e Wellington Justino

A tão sonhada 1ª vitória veio em 2014, com o piloto Raphael Matos na 16ª etapa (2ª corrida) disputada em Santa Cruz do Sul/RS, ano em que Matos dividiu o box com Felipe Lapenna. Matos ainda registrou a melhor volta da 6ª etapa, realizada em Goiânia/GO.

Embora 2015 tenha sido um ano de resultados mais discretos, a movimentação se deu em razão dos diferentes pilotos que conduziram os carros da equipe. O titular Raphael Abbate teve como companheiros de equipe Fábio Fogaça (9 primeiras etapas), o primeiro estrangeiro a correr pela equipe, o argentino Mauro Gialombardo (10ª e 11ª etapas), e o pernambucano Beto Monteiro (12ª etapa).

De volta à equipe, Lapenna foi companheiro de equipe de Raphael Abbate na temporada de 2016, sendo que o destaque ficou com o 4º lugar obtido por Abbate na pista de Santa Cruz do Sul/RS, durante a 4ª etapa.

Os últimos anos não foram de grande destaque para a equipe, que teve os seguintes pilotos:

2017: Gustavo Lima e Sérgio Jimenez

2018: Rafael Suzuki (3º lugar em Cascavel/PR), Guilherme Salas (6 primeiras etapas), Renato Braga (6ª etapa), Nestor Girolami (7ª e 8ª etapa) e Ricardo Sperafico (9ª a 12ª etapas)

2019: Rafael Suzuki, Pedro Cardoso (8 primeiras etapas), Tuca Antoniazi (10ª a 12ª etapas) e Agustín Canapino (5ª etapa).

Na atual temporada, a Hot Car tem preparado apenas o carro de Tuca Antoniazi, que na rodada de Curitiba/PR, teve o apoio de equipes como a Ipiranga Racing (Andreas Mattheis) e pilotos como Vitor Genz e André Bragantini Jr. nos boxes, diante das dificuldades sofridas com a perda do chefe e os ferimentos sofridos por componentes da equipe. Aliás, a própria etapa recebeu o nome de GP Amadeu Rodrigues, e dentre as homenagens, tivemos o carro de Antoniazi correndo com o nº 2 (tradicional de Amadeu quando era piloto), 1 minuto de silêncio antes da corrida de sábado e as filhas de Amadeu recebendo o troféu de 1º lugar na corrida de sábado, vencida por Thiago Camilo.

Muita luz nessa nova jornada para você, Amadeu! E vida longa para a Hot Car!


Hélio "Pingo" Saraiva - 2002

Giuseppe Vecci - 2003

Geraldo "Mano" Rola - 2006

Popó Bueno - 2007

Juliano Moro - 2008

Mário Romancini - 2008

Norberto Gresse - 2009

Popó Bueno - 2009

Antônio Pizzonia - 2010

Giuliano Losacco - 2011

Eduardo Leite - 2011

Diego Nunes - 2012

Rafael Mattos - 2014

Raphael Abbate - 2015

Fábio Fogaça - 2015

Beto Monteiro - 2015

Mauro Giallombardo - 2015

Felipe Lapenna - 2016

Sérgio Jimenez - 2017

Guilherme Salas - 2018

Renato Braga - 2018

Nestor Girolami - 2018

Tuca Antoniazi - 2020

Agustín Canapino - 2019