"Um espaço reservado para falar das lembranças, histórias e episódios dos mais de 50 anos de Mil Milhas Brasileiras. E de outras coisas mais!"

sábado, 3 de dezembro de 2016

BMW M5 em 1994


A edição de 1994 da Mil Milhas Brasileiras ficou marcada tanto pelos grandes nomes do automobilismo mundial que disputaram a prova, quanto pelo carros inéditos que fora trazidos para Interlagos. Esta edição já fora assunto de uma matéria específica nos primórdios desse blog, em abril de 2012.

Entre as máquinas nunca antes vistas, estava a BMW M5 nº 77 trazida direto da Copa Supercar Norteamericana, equipada com motor 3.8 litros de cerca de 450 hp. A pilotagem ficou por conta do trio formado pelo brasileiro Edgard Pereira - campeão brasileiro de Kart e piloto das Fórmulas Ford e F3 Sulamericana entre 1989 e 1990, época de Rubens Barrichello e Christian Fittipaldi -, o italiano Luca Maggorelli - nunca encontrei nada a respeito desse piloto - e o norte-americano David Donohue - filho de Mark Donohue, falecido em 1975 após acidente sofrido no GP da Áustria daquele ano.

Nos treinos classificatórios, a BMW nº 77 alcançou o 7º posto, com o tempo de 1min49s398, enquanto que a pole position fora conquistada por Wilsinho e Christian Fittipaldi, à bordo de um Porsche 911 RSR , com o tempo de 1min43s438. Entretanto, o bólido alemão não chegou a completar a prova.



Piloto Edgard Pereira disputando a F-Ford em 1989. Foto: Acervo Equipe JIG Motores Especiais

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Gerson Borini e o Opala 4 portas na Mil Milhas de 1993


Falar que determinado piloto, disputou uma determinada edição da Mil Milhas Brasileiras, em um Opala é chover no molhado, certo? Mas se esse Opala for uma versão 4 portas? Tradicional participante da prova entre os anos de 1970 e 2005, o modelo da GM sempre foi utilizado em sua versão coupé ou duas portas, na sua maioria derivados da Divisão 3 e Stock Car. Mas no ano de 1993, a dupla formada por Gerson Borini e Luiz Henrique Alves inovou neste sentido.

É certo que na 10ª edição da prova, disputada em 1970, o piloto Carlos Alberto Sgarbi pilotou um Opala 4 portas. Entretanto, há de se considerar que o modelo havia sido lançado há pouco mais de 1 ano antes, e que aquela participação fora mais um teste em si, um verdadeiro experimento.

Já no ano de 1993, os pilotos Gerson Borini e Luiz Henrique Alves resolveram trocar o antigo Opala ano 1980 de 2 portas com o qual disputaram as provas de 1990 e 1992 por um monobloco novo, da versão 4 portas, o qual, por ser mais novo e possuir maior rigidez estrutural, fora capaz de baixar o tempo do antigo Opala em cerca de 2 segundos. Com essa receita, o bólido em questão fez 3 participações na prova - 93/95 - e fora posteriormente vendido para um piloto de Santa Catarina, que passou a utiliza-lo em provas de circuito de terra.

Abaixo fotos da prova de 1994, cedidas gentilmente pelo próprio piloto Gerson Borini:





sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Roberto Moreno e a estreia em uma categoria brasileira


Um dos grande nomes de nosso automobilismo, o carioca de nascimento e brasiliense de coração Roberto Pupo Moreno correu a primeira vez em solo brasileiro, por uma categoria oficial, apenas no ano de 1989, quando disputou o GP de Fórmula 1 pela equipe Coloni. Isto porque logo após deixar o kart, iniciou em 1979 sua carreira na Inglaterra, mas especificamente na Fórmula Ford, quando fora eleito a revelação do ano. Moreno viria a ser campeão da categoria já no ano seguinte.

Porém, a estreia em uma categoria nacional ocorreu somente na 11ª etapa da temporada 2005 da Stock Car, disputada no saudoso autódromo de Jacarepaguá - que ainda não havia sido "estuprado" pelas obras do jogos Pan - Americanos de 2007 - a bordo do Mitsubishi Lancer da equipe Katalogo Racing, a convite do proprietário, Fernando Parra. Na época, Moreno mostrou-se interessado em participar da categoria na temporada de 2006, porém não houve acordo com os patrocinadores.

Nos treinos classificatórios, registrou o 37º tempo, à frente de Luiz Garcia Jr. e Ariel Barranco. Entretanto, se envolveu num acidente com Sérgio Paese ainda na 2ª volta de corrida - a qual fora vencida por Giuliano Losacco, que inclusive havia largado na pole - e teve de abandonar. Na época, Moreno contava com 46 anos de idade. 

Já em 2007 e 2008, o piloto disputou provas no extinto campeonato GT3 Brasil, à bordo de uma Ferrari F430, em parceria com Carlos Crespo. Em 2007, disputou 06 corridas, tendo registrado 02 voltas mais rápidas e 01 pole position, pela equipe CRT. No ano de 2008, participou somente de 02 corridas, sem resultados expressivos, pela equipe Tigueis Super Stock.


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Ford Corcel I nas Mil Milhas de 1973

 
Flagras do Ford Corcel I nº 48 na 11ª edição da prova Mil Milhas Brasileiras, disputada em 09 de dezembro de 1973 no autódromo de Interlagos. Com o grid formado basicamente por VW's, Opalas e Maverick's, preparados sob o regulamento da Divisão 3, o modelo Ford pilotado por Jerônimo e Francisco Pereira destacou-se mais pelo exclusivismo do que pelo desempenho.

Após largar na 56ª posição, com o tempo de 04min19s, o Corcel completou apenas 34 das 201 voltas totais da prova, suficientes para deixá-lo na 48ª posição na classificação geral, num grid de 64 carros.
 



terça-feira, 25 de outubro de 2016

George Wadell e a Stock Car Brasil


Olá estimados leitores! Depois de quase 04 (quatro) meses com as máquinas paradas, este blog volta à ativa. Todo esse tempo fora bem corrido para mim - aliás, todo o ano de 2016 tem sido - por conta de compromissos da faculdade, trabalho, prova da OAB e o TCC. Mas a correria passou, e as coisas estão ficando em seu devido lugar.

Pois bem, no retorno do nosso blog, divido com vocês um episódio da história da Stock Car Brasil ocorrido há 20 (vinte) anos: A primeira vitória de um estrangeiro na categoria, em que pese ter sido na categoria B, posteriormente chamada de Light, e quando de seu "assassinato", era chamada de Copa Montana.

O feito fora alcançado pelo piloto escocês George Wadell, que havia estreado na categoria principal no ano anterior, na etapa de Goiânia. Wadell, que competia pela Escuderia Lobo de Camilo Christópharo, falecido no ano anterior, carregava o tradicional nº 18 do Lobo do Canindé, com o qual fez história nos anos 50 e 60. Largando na 15ª posição na geral, o escocês ocupava a 2ª posição até o início da ultima volta, quando após duelar com Pedro Pimenta, tomou a liderança na reta oposta para não mais perdê-la. Na classificação geral, chegou na 7ª posição. Naquele ano, o piloto venceria novamente na categoria, na etapa disputada em Goiânia.









 
Fotos retiradas do vídeo compartilhado por Alessandro Neri em seu canal no youtube.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Coleção miniaturas 1:64 - VW Sharan


Olá caros leitores. Compartilho com vocês mais uma aquisição para a minha coleção de miniaturas na escala 1:64 da marca Volkswagen. Neste caso, trata-se da minivan Sharan, de primeira geração, fabricada pela montadora alemã entre os anos de 1995 e 2000, e reestilizada em 2003.
 
A miniatura em questão foi feita pela igualmente alemã Siku, e possui bom nível de detalhes, inclusive com abertura do porta-malas.
 
Aos poucos a coleção vai ficando bem diversificada, pois afinal essa sempre foi a intenção!
 
 


 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Série Nomes que fizeram/fazem a história da Stock Car - Parte XI: Aloysio Andrade Filho


Aloysio Andrade Filho sem dúvidas é um dos nomes mais tradicionais da Stock Car Brasil, seja na história dentro das pistas ou no comando dos boxes. Nascido no dia 04 de junho de 1950, na Capital Paulista, disputou sua primeira corrida na categoria em 1981, mais precisamente na última etapa daquele ano, sendo que havia sido campeão da 1ª edição do Torneio Corcel II. Porém, depois da experiência de 1981, só voltou a disputar outra prova da Stock em 1986.

Seus melhores resultados foram 02 segundos lugares, obtidos em Jacarepaguá - 2ª etapa de 1988 - e Londrina - 2ª etapa de 1993 -, sendo estes também seus únicos pódios na categoria. Em relação às posições de largada, conquistou 01 pole, na etapa de Jacarepaguá no ano 2000. As melhores colocações em classificações finais foram os 8º lugares conquistados nas temporadas de 1992 e 1997. Entre Opala, Omega, Vectra V6 e V8 e Astra V8, disputou 174 corridas na categoria.

Sempre correu com seu próprio esquema de boxes, mas em meados de 2000, criou a Nascar Motorsport (que disputou a Stock até o ano de 2008), quando passou a dividir o boxe com outros pilotos, entre eles, Ricardo Etchenique. E foi a criação da equipe que motivou o seu gradativo afastamento das pistas, dando lugar a pilotos como Wagner Ebrahim, Felipe Maluhy e Valdeno Brito. A última corrida de Aloysio Andrade na Stock foi a etapa disputada em Brasília, no ano de 2004.

Na Mil Milhas, o piloto também fez algumas participações, estreando no ano de 1973, a bordo de VW em dupla com Ney Faustini, tendo a dupla terminado na 38ª colocação, com 68 voltas completadas. Os melhores resultados foram o 8º e 6º lugar obtidos em 1984 e 1985, respectivamente, sendo ambas as participações em dupla com Ciro Aliperti Jr., em um Ford Escort. A última vez que disputou uma Mil Milhas, após longos anos de ausência, foi em 2006, quando repetiu a antiga parceria com Aliperti Jr., desta vez no protótipo MCR GT1. No entanto, a corrida foi curta, terminando com apenas 18 voltas completadas, numa prova que teve largada durante o dia.


Beretta-Chevrolet na Mil Milhas de 1994 - em trio com Bobby Nogueira e Ciro Aliperti Jr.



Em Jacarepaguá, no ano 2000
A bordo do MCR GT1 na Mil Milhas de 2006