"Um espaço reservado para falar das lembranças, histórias e episódios dos mais de 60 anos de Mil Milhas Brasileiras. E de outras coisas mais!"

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Matéria da Revista Racing com o Corvette de Dimas de Mello Pimenta


Caros amigos leitores, sejam todos bem vindos. Me perdoem a ausência por tanto tempo aqui no blog, mas é que o bicho tá pegando na vida profissional e particular, e guerreiro não foge da luta, não pode correr, tem que encarar tudo de frente. Mas de uma coisa tenham certeza: Jamais deixarei de escrever por aqui, ainda que demore um pouco.

Hoje trago para vocês uma matéria da Revista Racing, que na verdade é uma contribuição do meu amigo Rodrigo Carelli, do blogdocarelli.blogspot.com, que sempre traz relíquias do automobilismo e matérias técnicas, para o nosso deleite, apaixonados por automobilismo.

Essa matéria trata-se de um teste feito pelo piloto Fábio Sotto Mayor, em Interlagos, com o Corvette de Dimas de Mello Pimenta, bólido que figurou por várias vezes em edições das Mil Milhas Brasileiras nos anos 90. Esse carro já foi objeto de matéria neste blog em janeiro de 2013, e durante muito tempo corri atrás de informações sobre ele. Enfim, hoje temos até a ficha técnica! Boa leitura!







segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Porsche GT3 Cup Endurance Series: Sobre um sábado incrível em Interlagos


Pelas razões que só Ele sabe, quis Deus que um apaixonado por automobilismo nascesse em um Estado que possui remotas ligações com o esporte a motor. Então, este que vos fala, sempre acompanhou o mundo da velocidade pela televisão, revistas e posteriormente pela internet.

O primeiro contato físico que tive com o mundo das corridas ocorreu em janeiro de 2006, às vésperas da edição comemorativa dos 50 anos das Mil Milhas Brasileiras, quando fui à São Paulo passar as férias de fim de ano (2005). Porém, a pouca idade à época não me permitiu uma maior desenvoltura na selva de pedra, então tive que me conformar com uma rápida visita ao templo do automobilismo (Interlagos, é claro!) e uma divertida bateria de kart no hoje fechado kart indoor de Jaguaré. Por pouco, não tive a sorte de ver os bólidos na pista.

No 10 de novembro deste ano, desembarquei no Aeroporto de Guarulhos para o início das tão sonhadas férias em São Paulo. Justamente na época do Salão do Automóvel, do GP Brasil de F1, Porsche Cup, e outras atrações que esta cidade gigante pode proporcionar.

Pois bem, hoje eu trago aos meus estimados leitores um capítulo desta minha experiência, mais especificamente o sábado 24 de novembro, que marcou a etapa de encerramento da temporada 2018 do Porsche GT3 Cup Endurance Series. E claro, esse dia em Interlagos não teria sido tão incrível se não fosse a parceria e apoio do meu amigo Rodrigo Carelli, criador do http://blogdocarelli.blogspot.com/, que tanto me ajudou e mostrou o caminho das pedras da velocidade. Rodrigão, tenha minha eterna gratidão!

Mas chega de papo, e vamos aos registros fotográficos deste sábado inesquecível:

Sylvio de Barros/Cacá Bueno

Matheus Coletta/Dennis Dirani

Rodolfo Toni/Danilo Dirani

Sun Moodley/Andrew Culbert e Manogh Maharaj

A dupla rockeira do campeonato: William Freire e Chico Horta!


Rodrigo Mello

Sérgio Jimenez

Foto histórica: Ao lado do grande Wilsinho Fittipaldi, bicampeão das Mil Milhas Brasileiras (1994 e 1995)

Paulo Totaro, dono de uma simpatia única

Falei para ele: Cacá, com você é assim (fazendo o 5 cinco com a mão), pois você é penta! Aí ele sorrindo, repetiu o gesto na foto. Não é por acaso que é um dos maiores nomes do automobilismo sul-americano!









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"Tamo junto" meu grande!

Mais fotos e com qualidade ainda melhor, confira no Blog do Carelli, através deste link

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Bruce Dickinson e a Porsche 911 GT3 Cup


Líder de uma das maiores bandas (e melhores também, sou fã confesso desde os 14 anos, rsrsrsrs) de heavy metal de todos os tempos, o britânico Bruce Dickinson, em maio de 2018, aproveitou a estada na Capital Paulista, em virtude de compromissos ligados a divulgação de sua autobiografia, para participar de um treino com um Porsche 911 GT3 3.8 da categoria disputada em nosso país desde o ano de 2005.

E não era um Porsche comum: Inscrito com o famigerado nº 666 (the number of the beast) e decorado com o logo da banda e a figura do mascote Eddie, Bruce conheceu o traçado de Interlagos como passageiro de Dennis Dirani por 02 voltas e, após o reconhecimento, acelerou por cerca de 30 minutos na pista paulistana. Após descer do carro, se disse encantado coma  pista, tendo afirmado que a forte freada do S do Senna e subida da junção  - onde chegou a rodar uma vez - eram os pontos mais desafiadores do circuito.


(c) Porsche 911 GT3 Cup



Denner Pires e Bruce Dickinson

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Martín Palermo, Roberto "Pato" Abbondanzieri e a Top Race V6: Quando o automobilismo e o futebol se misturaram


O ex-atacante argentino Martín Parlermo era conhecido como "El Loco", tamanha a sua capacidade de protagonizar lances incríveis dentro de campo. Artilheiro histórico do Boca Juniors, vencedor dos mais importantes campeonatos da América do Sul e chuteira de ouro em outros campeonatos, Palermo ainda teve tempo para gravar o seu nome no livro dos recordes de forma negativa, quando perdeu 03 (três) pênaltis em um mesmo jogo, durante a Copa América de 1999, em partida disputada contra a Seleção Colombiana de Futebol.

Roberto Abbondanzieri, o "Pato", também teve seus maiores momentos de glória no futebol com a camisa do Boca Juniors, ao ganhar todos os títulos possíveis para um time Sul-Americano, sendo, ainda, campeão da Copa Libertadores da América com o Internacional de Porto Alegre-RS em 2010. Com suas brilhantes defesas, foi durante o início dos anos 2000, um dos melhores goleiros das Américas.

Aposentados do futebol quase à mesma época (Palermo se aposentou no Boca em 2011 e Pato em 2010, no Internacional), os ex-atletas resolveram disputar, no ano de 2011, a categoria argentina Top Race Series, uma espécie de grid B da Top Race V6, cuja fórmula de disputa (carrocerias tipo bolha montadas sob chassis tubular) se assemelha com a Stock Car Brasil. Para tanto, lhes fora concedida uma licença provisória pelo Automóvil Club Argentino (ACA), para a etapa disputada no autódromo Oscar y Juan Gálvez, situado na capital Buenos Aires. 

A referida etapa, chamada de corrida do ano e disputada no traçado nº 08, fez parte da programação automobilística que incluiu uma etapa da Fórmula Truck. No grid de 33 carros, Pato e Palermo tiveram atuação discreta, terminando a corrida na 16ª e 19ª posição, respectivamente, ambos correndo a bordo do modelo Chevrolet Vectra. E assim, dois dos grandes ídolos do futebol argentino registraram mais uma façanha em suas vidas, desta vez sobre quatro rodas.



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terça-feira, 9 de outubro de 2018

As (quase) vitórias de Djalma Fogaça nas Mil Milhas Brasileiras


Caros leitores, é muito bom estar de volta a este espaço, depois de um hiato de alguns meses, em razão de impasses pessoais que tive que enfrentar. Porém, felizmente tudo nessa vida está em constante mutação, e só permanece em nosso caminho aquilo que é realmente necessário.

Neste retorno, trago para vocês o registro de participações destacadas do grande Djalma Fogaça nas Milhas, conhecido também como "Caipira Voador", que fez muito sucesso nos monopostos no início dos anos 90, e que em meados de 1997, aportou na antiga Fórmula Truck para fazer história com suas performances destacadas, brigando por vitórias e títulos com grande nomes da categoria.

Essa história começa em 1995, quando Fogaça disputou a prova a bordo de um AS Vectra, protótipo cujo AS do nome homenageia o tricampeão de F1 Ayrton Senna, fazendo com Renato Russo. No grid, a marca de 1min45s031 foi suficiente para a 5ª posição no grid. Contudo, quando estava na  terceira posição, o protótipo apresentou problemas mecânicos, tendo que abandonar a prova.

Na prova de 1996, o prenúncio de uma provável vitória: Pole position, com o tempo de 1min45s859. Em parceria com Fábio Sotto Mayor, vencedor da Mil Milhas de 1985, Fogaça liderou a corrida até ter o AS Vectra apresentar problemas no câmbio.

Em 1998, após a ausência de 1997, nova expectativa de vitória. Formando trio com Otávio Mesquita e Mário Covas Neto, Fogaça largou da 16ª posição do grid, com o tempo alto de 1min51s730. na corrida, um tocada segura permitiu que o trio alcançasse a 3ª posição na geral, com 367 voltas completadas, atrás apenas do AS Vectra vencedor e do Porsche 911 GT2 da equipe Konrad.

Porém, o detalhe mais valioso dessa prova fora o gesto de altruísmo feito pela equipe de Fogaça. O AS Vectra do trio vencedor (formado por Tom Stefani, André Grillo e Júlio Fernandes), já no fim da corrida, sofreu uma quebra em um dos triângulos da suspensão traseira, o que forçaria o abandono do bólido enquanto liderava com folga em relação ao Porsche. Diante disso, a Fogaça e sua equipe cederam a peça sobressalente à equipe Texaco do AS Vectra, possibilitando o prosseguimento na disputa e a consequente vitória. Não poderia ser diferente em se tratando do grande Djalma Fogaça. E como diz Alex Dias Ribeiro, você pode ser um campeão mesmo sem vencer. E nesse dia, ele foi.

1998

Durante a prova de 1996

Nos boxes, durante os treinos para a prova de 1996

1995

Largada de 1995

sexta-feira, 25 de maio de 2018

GP de Mônaco de Fórmula 1


Acompanho a Fórmula 1 desde os idos de 1998, quando tinha apenas 07 (sete) anos de idade. E quando digo acompanhar, é seguir mesmo (tipo um relação pré-Instagram), acompanhar todos os noticiários, sobretudo aquele resuminho que o Fantástico sempre fazia, ainda que tivesse assistido toda a corrida pela manhã. Eram tempos de poucas possibilidades, e internet para mim sequer era um sonho, pois não a conhecia, rsrsrsrsr.

Confesso que no auge da minha infância, não sabia a importância do GP de Mônaco para a categoria, ou melhor, para o automobilismo como um todo, considerando que trata-se de uma das "pernas" da chamada Tríplice Coroa do Automobilismo, tão difícil que fora conquistada apenas por um piloto, o mestre Graham Hill, em que pese outros terem conquistado duas "pernas". São eles: Tazio Nuvolari, Maurice Trintignant, A.J. Foyt, Bruce McLaren, Jochen Rindt, Jacques Villeneuve e Juan Pablo Montoya.

Há de se considerar que a ausência de interese pelo GP de Mônaco se deu também pelo fato de que minha geração não teve o prazer de acompanhar as corridas (e vitórias) de Senna no principado, que somente aumentaram o brilho desta etapa.

Mas com o passar do tempo, vamos aprendendo o valor das coisas, e hoje, o GP de Mônaco é uma das etapas mais esperadas do ano. E estando na véspera dele, nada melhor que relembrar alguns episódios. Como dizia o saudoso Goulart de Andrade, "vem comigo!", mas sem obedecer a uma ordem cronológica ou de preferência.


2001 - Após registrar a pole position no treino de classificação, David Coulthard teve problemas na volta de apresentação, motivo pelo qual fora obrigado a largar do fundo do grid. Na escalada do grid, rumo às primeira posições, encontrou o brasileiro Enrique Bernoldi com sua Arrows-Asiatech pelo caminho, e que, em toda a sua razão, não cedeu de graça a posição para o escocês, porquanto estavam em plena disputa na pista. A perseguição durou 35 voltas, e no final da prova, Bernoldi ainda levou uma bronca, sem qualquer motivo, de um enfurecido Ron Dennis.
1992 - Uma das vitórias mais marcantes de Senna, não só em Mônaco, mas em toda a sua carreira na Fórmula 1. A bordo de uma Mclaren que já não era tão dominante,  Senna, que tinha largado na 3ª posição, tomou a ponta na volta 70, quando Mansell foi aos boxes com a suspeita de um furo no pneu. A partir de então, viu a Williams do Inglês descontar a desvantagem a passos largos, e nas últimas 03 voltas, o carro azul, branco e amarelo estava em seu retrovisor o tempo inteiro. Mas a vitória ficou mesmo com a Senna, a 5ª e penúltima no principado.
1965 - Apesar de não ter sido a primeira vitória de Graham Hill em Mônaco, mas sim a 3ª do total de 05, essa foi a única ocasião em que ele registrou um hat-trick (pole, volta mais rápida e vitória), correndo pela BRM.
1972 - Não somente marcante para o piloto Jean-Pierre Beltoise, que venceu sua única corrida na categoria, o Gp de 1972 marcou também a última vitória da equipe BRM, campeão de pilotos (com Graham Hill) e de construtores em 1962.
1992 - Em mais uma façanha obtida com carros complicados, o mago do acerto e da mecânica Roberto Pupo Moreno consegue a inédita classificação para a carroça da Andrea Moda, ainda que no último lugar do grid. A corrida durou apenas 11 voltas, pois o motor Judd não aguentou a exigência. Porém, Moreno mais uma vez escrevia seu nome na história da categoria.
1984 - A primeira participação de Senna no GP de Mônaco. Em meio à forte chuva, ele fez várias ultrapassagens, andou mais do que o seu Toleman permitia, e só não venceu porque o belga Jack Ickx decretou o final da corrida, sob a desculpa de que as condições climáticas não permitiam a continuidade da prova com a segurança mínima, apesar de a chuva estar mais amena na ocasião, em comparação com o início da prova.
1998 - Primeira e única vitória de Mika Hakkinen em Mônaco, sendo também um hat-trick. No fim do ano, fora campeão da categoria.
1987 - Primeira das 06 vitória de Ayrton Senna nas ruas de Mônaco, sendo a única pela equipe Lotus. Marcou também a primeira vitórias de um bólido com a suspensão ativa, bem como fora também o melhor resultado de Nelson Piquet no circuito, ao terminar na 2ª posição.

domingo, 6 de maio de 2018

Miniaturas na escala 1:64 - Chevrolet Cruze e G20


Por um descuido meu, acabei não falando na última postagem sobre duas miniaturas na escala 1:64 que adquiri para a coleção, ambas da marca Chevrolet e produzidas pela Greenlight. Trata-se de um Cruze 2013 e uma van G20 1977.

O Cruze, de primeira geração, está com a linda caracterização de um táxi carioca, além de ter um ótimo nível de detalhes para a sua escala reduzida. Já a Chevy G20 está com a caracterização da série Black Bandit, lançada no ano de 2004, e conta igualmente com muitos detalhes de pintura. Seguem as fotos: