"Um espaço reservado para falar das lembranças, histórias e episódios dos mais de 60 anos de Mil Milhas Brasileiras. E de outras coisas mais!"

sábado, 22 de dezembro de 2012

Os carros de Ingo Hoffmann na Stock Car Brasil - Parte IV


Encerrando a série sobre os carros utilizados por Ingo Hoffmann na Stock Car Brasil, seguem as fotos dos carros da temporada de 2000 até o última disputada por ele, em 2008. A partir de 2000, a Stock inicia uma nova fase, onde passa a utilizar bólidos concebidos exclusivamente para as pistas. São os famosos chassis tubulares com bolha de fibra de vidro. Em 2000, o propulsor utilizado foi o tradicional Chevrolet 4.1 de 6 cilindros, sendo substituído na temporada seguinte por um Chevrolet V8 similar ao utilizado na Nascar na época.

O resumo da carreira de Ingo na Stock é o seguinte:

12 títulos (1980, 1985, 1989 - 1994, 1996, 1997, 1998 e 2002)
3 vices (1986, 2000 e 2001)
76 vitórias (não venceu nos anos de 1979, 1982, 1995, 2007 e 2008)
83 pódios (49 vezes 2º lugar e 34 vezes 3º lugar)
61 poles
54 melhores voltas
30 temporadas (1979 - 2008)
332 corridas disputadas


2000 - Vice-campeão com 3 vitórias

2001 - 2 vitórias e o vice-campeonato

2002 - O 12º e último título, com 3 vitórias

2003 - 1 vitória e 2 pódios

2004 - 2 vitórias e 1 pódio

2005 - 1 vitória

2006 - 2 vitórias

2007 - 1 pódio

2008 - 1 pódio e 1 pole


Os carros de Ingo Hoffmann na Stock Car Brasil - Parte III


O ano de 1994 marcou a estréia do moderno Omega na Stock Car, aposentando o tradicional Opala depois de 15 temporadas e 147 corridas disputadas. O campeoníssimo Ingo Hoffmann, correndo sozinho a partir desse ano, foi também o primeiro piloto a se sagrar campeão pilotando o Chevrolet Omega.


1994 - O primeiro ano com o Omega. Ingo vence o campeonato, após 4 vitórias e 2 pódios

1995 - Um dos piores anos de Ingo na Stock. Nenhuma vitória e 2 pódios conquistados como melhores resultados. Neste ano, Ingo mudou de preparador, desfazendo a longa parceria com o preparador Giba. A nova estrutura não foi das mais eficientes e ele terminou na 6ª posição na tabela final.

1996 - Mudança de equipe: Ingo vai para a Action Power e volta a conquistar o título da Stock, com 4 vitórias

1997 - Mais um título na Stock e 3 vitórias no ano

1998 - Outro campeonato conquistado, após 7 vitórias na temporada

1999 - O último ano correndo com o Omega. Foram 4 vitórias no ano


Os carros de Ingo Hoffmann na Stock Car Brasil - Parte II


Na segunda parte da retrospectiva da carreira de Ingo Hoffmann na Stock, trago os bólidos utilizados nas temporadas de 1987 até 1993. Nesse período, a Stock Car correu com Opalas carenados, ou seja, o carro tinha mecânica e chassi do Opala, mas corria com uma carroceria carenada, afim de descaracterizar o veículo, já que a GM retirou o patrocínio que dava à categoria no fim de 1986. 

Algum tempo depois, a GM acabou voltando atrás, e a Stock teve o apoio da marca de volta, fato que dura até os dias atuais. Nesse período, Ingo foi muito superior aos concorrentes, onde perdeu o título em apenas duas oportunidades (1987 e 1988), porém, sem deixar de ganhar corridas em nenhum ano.

1987 - 3 vitórias

1988 - 1 vitória e 4 pódios

1989 - Mais um título e mais três vitórias na carreira

1990 - O campeonato só começa em agosto, devido a crise financeira no governo Collor. Ingo ganha 4 das 6 corridas do campeonato

1991 - O primeiro título em dupla com Ângelo Giombelli (5 vitórias)

1992 - O bi em dupla com Ângelo Giombelli (4 vitórias)

1993 - O terceiro e último título da parceria entre Ingo e Giombelli. A dupla foi desfeita no ano seguinte

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Os carros de Ingo Hoffmann na Stock Car Brasil - Parte I


Como lembrança dos 10 anos do último título de Ingo Hoffmann na Stock Car, postarei aqui fotos dos carros utilizados pelo grande "alemão" nas 30 temporadas que disputou na Stock Car. Começarei com a primeira fase da categoria, que vai do ano de estréia (1979) até o último ano em que foram utilizados Opalas genuínos, isto é, modelos com carroceria, chassi e mecânica dos carros de rua com as modificações necessárias para as pistas. Infelizmente não consegui encontrar alguma foto do carro utilizado na temporada de 1984.

1979 - 2 pódios

1980 - Campeão, com 3 vitórias e 2 pódios

1981 - 1 vitória e 2 pódios

1982 - O ano mais apagado até então. Nenhuma vitória e somente 1 pódio

1983 - 2 vitórias

Outra foto de 1983

1985 - O bi-campeonato, com 6 vitórias e 1 pódio




1984 - 2 vitórias e 3 pódios


1986 - 3 vitórias, 1 pódio e o vice-campeonato da temporada

Outra foto de 1986

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Vencedores das Mil Milhas - 1987


Em 1987, a vitória das MIl Milhas Brasileiras ficou com a dupla Luiz Alberto Pereira/Marcos Gracia. A dupla, que dividiu a pilotagem do Opala Stock Car nº 67, venceu a 17 ª edição da prova (realizada em 25 de janeiro daquele ano) com 05 voltas de vantagem para outro Opala, o da dupla Walmir Benavides/Júlio Coimbra, após 12h28min47s80 de corrida. O grid de largada foi composto por 51 carros.

Pereira ainda conquistou o bi da prova no ano seguinte, em parceria com Zeca Giaffone e o vice em 1990, formando dupla com Chico Serra.



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Um clássico no meio do mais novos

Um veículo de 24 anos disputando uma Mil Milhas entre carros mais novos e ainda fazendo frente à eles? Esse fato ocorreu mais precisamente em 1995, quando os irmãos Douglas e Dener Pires prepararam um Porsche 911 T ano 1971 para disputar a 24ª edição da prova, realizada em 08 de Abril daquele ano. A preparação incluiu a troca do motor original por um 3.6 de 330 cv, derivado do modelo 964. A pilotagem ficou a cargo do trio André Lara Resende, Roberto Keller e Roberto Aranha. E o resultado foi animador: 3º lugar, atrás somente de outros dois modelos Porsche bem mais novos e com mais inovações tecnológicas.

O ótimo resultado levou os irmãos Douglas e Dener a trabalharem duro no carro durante meses, visando a próxima edição da prova. O carro recebeu diversos componentes - além da troca de motor por um mais potente - com o objetivo de torná-lo mais rápido e mais confiável para suportar as 12 horas de corrida e ter chances de levar o 1º lugar. Mais informações deste carro neste link e sobre a Mil Milhas de 1996 neste outro. Durante os treinos, o Porsche marcou o 2º melhor tempo, e na corrida assumiu a liderança logo na 1ª volta, vencendo a corrida após 12h12min15s. O trio do ano anterior - Lara, Keller e Aranha - foi reforçado com a participação do cineasta Walter Salles Jr.

Ausente em 1997, o carro voltou a ser inscrito na prova em 1998. Após largar na 2ª posição (com o tempo de 1min41s742), era um do favoritos à vitória, porém se envolveu em um acidente logo na 3ª volta da corrida, o que fez com perdesse tempo nos boxes para reparos emergenciais na carroceria, acabando com as chances de vitória. Na volta à disputa, acabou perdendo rendimento, e por conta de um incêndio na turbina abandonou a prova na 150º volta. Neste ano, a condução ficou por conta do quarteto André Lara Resende, Régis Schuch, Max Wilson e Flávio Trindade.

Em 2005, o Porsche voltava à ativa e com pintura azul, vermelha e prata que reproduzia a do Porsche 911 Carrera vencedor da Targa Florio de 1973. Conduzido pelo trio formado por Flávio Trindade, Maurizio Sala e Antônio Ermírio de Moraes Filho, o Porsche 911 - agora inscrito com o nº 71, em referência ao ano de fabricação do carro - largou na 15ª posição com o tempo de 1min43s741. A prova terminou para o Porsche às 04 horas da manhã, devido a um acidente sem maiores gravidades causado pela quebra da ponta de eixo da roda traseira esquerda, que se revelou subdimensionada para a maior aderência proporcionada pela suspensão, mais desenvolvida que a utilizada em 1996.







Largando na 2ª posição em 1998 (1º do lado direito da foto)

Liderando o pelotão na Mil Milhas de 1996



Em ação nos 500 Km de Interlagos

Inscrito com o número 69 nos 500 Km de Interlagos

domingo, 9 de dezembro de 2012

A Corrida do Milhão poderia ser ainda melhor


Na manhã de hoje foi realizada a última etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car, batizada de Corrida do Milhão, por conta do prêmio pela vitória. A prova foi repleta de surpresas, pois devido ao alto valor do prêmio ofertado ao vencedor, os pilotos se arriscaram mais porque apenas 7 deles ainda brigavam pelo título. O resto foi pau na máquina o tempo todo! Nem tanto...

Alguns fatores ainda atrapalham o bom andamento das corridas da Stock Car. No caso em questão, o tempo foi um deles. A corrida de hoje teve 50 minutos de duração, 10 a mais que o habitual. O acréscimo de tempo foi uma providência louvável, porém não o suficiente. Se por acaso a prova tivesse pelo menos 60 minutos de duração, a parada nos pits para reabastecimento e provável troca de pneus ( o desgaste teria mais influência da tocada do piloto, pois o asfalto de Interlagos é novo, pouco abrasivo) seria um fato certo. Mas a dúvida se o combustível seria suficente para chegar até o final prejudicou a corrida de muita gente. Ainda foi feita uma tentativa de dar uma mãozinha aos pilotos, com a entrada do safety car por mais de uma situação, que ao meu ver, poderia ter sido dispensado em pelo menos um momento. E acrescente-se a isso o fato de que a pista continuou com vários pontos com pedaços dos carro, o que mostra que mesmo com o safety car, a limpeza da pista não foi o objetivo principal.

Ainda ao que diz respeito ao combustível, comentou-se na transmissão que não era necessário o carro ter uma amostra de etanol para análise ao fim da prova. Então a corrida é vale - tudo? Quem quisesse correr escondido com gasolina pura (maior octanagem) poderia então? Ou isso foi algo programado, sabendo que o combustível poderia não ser suficiente para chegar ao final sem parar?

Mas a maior crítica que tenho a fazer é em relação à subordinação da organização em relação à emissora de TV, o que compromete e muito a dinâmica da prova. Uma corrida de 50 minutos já não tem muito tempo para estratégias e disputas, imagine os habituais 40 minutos. Será que os telespectadores não têm o direito de assistir ao pódio, ouvir o que os primeiros colocados têm a dizer sobre a prova? Hoje nem o resultado final foi mostrado! Até que ponto é vantajoso se submeter a tantas exigências de tempo? Há anos a Formula Truck mantêm contrato com a Band e o retorno para os patrocinadores é enorme, todos os anos. Porque não procurar outro canal e iniciar uma nova fase na categoria? É aquela história de perder um pouco hoje, para ganhar muito mais amanhã.

E por fim, acredito ter sido uma injustiça o que foi feito com o piloto Fábio Fogaça. Ainda que ele já tenha certa experiência em carros de turismo, não lhe foi dada a permissão de fazer testes extras com o equipamento da Stock, ao contrário do que foi dado aos pilotos oriundos da Indy. Assim como Helinho Castroneves, Rubinho, Tony Kanaan e Raphael Mattos, Fogaça também estreva na categoria.

Ex - Fórmula Indy na Stock Car


Tendo em vista as estréias de Tony Kanaan e Raphael Matos na etapa de Brasília da Stock Car, resolvi fazer um levantamento dos pilotos que já correram na categoria máxima dos monopostos nos Estados Unidos. Essa lista inclui pilotos que correram na Fórmula Indy antes e depois da cisão de 1996 (IRL e Champ Car) e outros que correram na categoria de acesso, a Indy Lights.

Os pilotos:

Antônio Pizzonia
Raul Boesel
Roberto Pupo Moreno
Rubens Barrichello
Enrique Bernoldi
Bruno Junqueira
Max Wilson
Jacques Villeneuve
Christian Fittipaldi
Tarso Marques
Chico Serra

Participaram também de corridas na Fórmula 1, assunto do qual falei anteriormente. Informações sobre eles em:

http://blogdamilmilhas.blogspot.com.br/2012/11/ex-f1-na-stock-car-brasil.html

Os demais que correram na Indy e na Stock Car são:

Airton Daré - Disputou a temporada de 2004 pela equipe de Afonso Giaffone. Marcou 14 pontos e conquistou 01 pole position. Ainda chegou a marcar a melhor volta da 7ª etapa, disputada em Curitiba.
Raphael Matos - Disputou a etapa de Brasília (Largou em 27º e chegou em 23º) e a Corrida do Milhão (Largou em 23º e chegou no ótimo 9º lugar) em 2012
Tony Kanaan - Disputou a etapa de Brasília (largou em 30º e chegou em 19º) e a Corrida do Milhão (Largou em 26º e chegou em 31º, após abandonar em razão de uma batida com Diego Nunes) em 2012
Vitor Meira - Estreou na atual temporada, pela equipe de Duda Pamplona, marcando 45 pontos e tendo como melhor resultado o 8º lugar conquistado na 2ª etapa, realizada em Curitiba.
Gualter Salles - Estreou na Stock em 2002, correndo até 2007. Teve como melhor resultado um pódio em 2003, esse que foi seu melhor ano na Stock, conquistando 58 pontos. Em 2006 foi destaque na mídia pelo incrível acidente sofrido na etapa da Argentina e por ter marcado a melhor volta da corrida posterior ao acidente, realizada em Jacarepaguá.
Thiago Medeiros - Disputou provas em 2007 e 2008. Não marcou pontos
Mário Romancini - Disputou as 03 últimas corridas de 2008 (DSQ, 20º e 22º)
Ricardo Sperafico - Estreou em 2007, e tem como melhores resultados 02 segundos lugares (Rio de Janeiro em 2007 e Curitiba em 2009). Já conquistou 03 poles.
Luiz Garcia Jr. - Disputou provas em 2005, tendo como melhor resultado um 17º lugar em Brasília. Não marcou pontos.
Hélio Castroneves - Disputou a Corrida do Milhão, largando na 22ª posição e chegando em 14º lugar.