"Um espaço reservado para falar das lembranças, histórias e episódios dos mais de 60 anos de Mil Milhas Brasileiras. E de outras coisas mais!"
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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Gerações da Stock Car - 2020

Falar que a Stock Car e as 1000 Milhas possuem uma relação quase indissociável não é exagero. Desde 1981, ano em que fora disputada a primeira edição da prova após a criação da categoria, em praticamente todas as edições foram inscritos bólidos que já foram utilizados no certame nacional.

E na retomada da prova, iniciada com a edição de 2020, essa escrita não foi diferente. Na ocasião, foram inscritos os seguintes carros:

- Chevrolet Omega 6 cilindros nº 9 - Equipe Big Power - Ciro Paciello, Álvaro Vilhena e Evandro Camargo

- Chevrolet Colbalt V8 nº 25 - Equipe Absoluta - Ney Faustini, Ney de Sá Faustini e Marcos Philippi

- Chevrolet Vectra V8 nº 77 - Equipe 2 Go Racing - Edras Soares, Juarez Soares e Leandro de Almeida

- Chevrolet Astra V8 nº 63 - Equipe TransNew - Ricardo Rodrigues, Marcos Cassoli e Valter Barajas

Dos quatro stock's, o que obteve melhor colocação foi justamente o mais antigo deles (Omega), que terminou na quinta posição, após chegar a ocupar o terceiro posto durante a madrugada.


















quarta-feira, 1 de julho de 2026

Protótipo MRX Tubarão - 2020

Em 2020, sem sabermos que estávamos às vésperas de vivenciar uma epidemia mundial que mudaria o rumo de nossas vidas, nós, amantes do automobilismo, enchiamos os olhos com a notícia do retorno das Mil Milhas Brasileiras. A prova tinha sido disputada pela última vez em novembro de 2008, numa conjuntura muito diversa daquela vivida no início de 2020.

Um exemplo disso foi o avanço das transmissões automobilísticas pela internet, o que veio a ser um diferencial para as corridas de endurance, pois sempre foram estranguladas na tv aberta (e mesmo em canais fechados) em razão de evidentes questões comerciais e de programação.

Com toda esta expectativa, que acabou não sendo traduzida no número de carros inscritos (apenas 12 carros disputaram aquela edição, embora de alto nível), a pole position foi registrada pelo Protótipo MRX Tubarão IX nº 32 do trio Mauro Kern/Paulo Sousa/Tiel de Andrade, com o tempo de 1min36s460.

O carro foi preparado pela tradicional e vitoriosa equipe gaúcha MC Tubarão, e era movido por um poderoso Ford Duratec turbo. Mas foi justamente o motor que deu causa ao abandono do bólido (quebra da correia dentada), quando estava na liderança da prova e sob a condução do grande Tiel de Andrade. Em cerca de 1 hora de corrida, foram completadas 23 voltas.




 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Ginetta G55 - A vitória no retorno em 2020

O retorno das 1000 Milhas Brasileiras, em fevereiro de 2020, foi sem dúvida alguma um dos eventos mais comemorados neste espaço. Afinal, o Blog da Mil Milhas havia nascido 10 anos antes, numa época em que pensar em ter uma nova edição da prova, em um futuro próximo, era algo quase utópico.

Mas a prova voltou, surpreendendo positivamente a muitos de nós, apaixonados por automobilismo e, embora cercada de desconfiança por algumas pessoas, foi um sucesso. Tanto o é, que se hoje somos testemunhas de uma das melhores fases da história das 1000 Milhas, essa prova pode ser considerada a raiz de tudo.

O carro vencedor dessa prova, tema da postagem de hoje, é um personagem que também nasceu durante o hiato das 1000 Milhas. Lançada no ano de 2011, a Ginetta G55, produzida pela fabricante britânica Ginetta Cars, é uma evolução do modelo G50, com especificações para o regulamento FIA GT3. Impulsionada pelo motor Ford V6 5.7 litros, de cerca de 370 cavalos de potência, domados pelo câmbio Hewland sequencial, de seis marchas, a Ginetta acabou sendo inscrita na categoria GT4, junto com a Mercedes Benz AMG GT4 de Leandro Ferrari/Renato Braga/Flávio Abrunhoza/Marcelo Brisac.

Os pilotos responsáveis pela tocada do carro inglês foi o trio formado por Stuart Turvey, Renan Guerra e Esio Vichiesi, sob a estrutura da equipe Stillux Racing Team. Nos treinos classificatórios, conquistaram a terceira melhor marca, com 1min40s687. Na prova, o carro nº 16 seguiu de perto o pole position Protótipo MCR Tubarão nº 32 do trio Mauro Kern/Paulo Sousa/Tiel de Andrade, que após cerca de uma hora de disputa, teve que abandonar com problemas de motor.

Com o abandono do protótipo, a liderança permaneceu sob alternância entre a Ginetta nº 16 e a Mercedes nº 22, que por sua vez, por volta da sétima hora de corrida, começou a apresentar problemas nos freios, que fizeram com que a parada nos boxes fosse mais longa. A partir daí, a Ginetta não saiu mais da liderança, vencendo com cinco voltas de vantagem para a Mercedes.

Essa vantagem chegou a ser de seis voltas, mas a AMG GT4 voou baixo e conseguiu descontar uma delas. Ao final, foram 360 voltas completadas (por conta da limitação do tempo de prova em 11 horas), e a melhor volta fora marcada pela Mercedes AMG GT, com 1min40s418, na 222ª passagem.






segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Protótipos MRX - 2020

Dando continuidade à retrospectiva sobre as edições das Mil Milhas Brasileiras disputadas após a retomada da prova, no ano de 2020, falaremos sobre o Protótipo MRX, que se fez presente com 02 (dois) exemplares na edição realizada no dia 16 de fevereiro de 2020.

Mas antes de tudo, é preciso relembramos que o MRX é o sucessor do tradicional MCR, por sua vez lançado no ano de 1999, e que alcançou grande sucesso nas pistas, obtendo vitórias e títulos em provas importantes, como nas 12 Horas de Tarumã e nos campeonatos brasileiro e gaúcho de endurance. Mas essa é uma outra história, que merece um capítulo especial aqui no nosso blog.

Voltando ao MRX, o bólido de corrida foi lançado no ano de 2009 pela Metalmoro, construtora fundada em 1968 na cidade de Veranópolis (RS), e que se destaca pelo sucesso obtido tanto no kart quanto nas pistas ao longo dos anos. A carenagem de fibra de vidro possui semelhanças com o antigo MCR Turbo, sendo um carro apto a receber diversas motorizações (seja turbo ou aspirado), com posicionamento central. Ainda em 2013, foi lançado o MR18, que utilizava a base do MRX, mas com carroceria fechada.

Na prova de 2020, foram inscritos os MRX nº 56 dos quartetos Gustavo Simon, Rafael Simon, Rafael Cardoso e Sérgio Cardoso, equipado com motor Honda K20 2.0 16v (oriundo do Civic Si), e nº 72, de Carlos Antunes, Yuri Antunes, Mauro Auricchio e Lucas Marotta, por sua vez equipado com motor Opel C20XE 2.0 16v (derivado do Vectra GSI e Calibra).

Ao final das 360 voltas da corrida (limitada a 11 horas), o nº 56 terminou na 3ª posição, com 301 voltas completadas (melhor tempo de volta: 1min41s881, enquanto o nº 72 completou apenas 28 (melhor tempo de volta: 1min49s255).






sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Chevrolet Omega da Equipe Big Power - 2020

Na última live que fiz com meu irmão Rodrigo Carelli, do //blogdocarelli.blogspot.com, relembramos a evolução que as Mil Milhas Brasileiras teve desde a retomada da prova, no ano de 2020. E se os prognósticos se confirmarem, em 2024 teremos uma das maiores etapas dos quase 70 anos de história da competição.

Na ocasião (feriado do dia 02 de novembro), falamos sobre o aumento na quantidade de inscritos, no nível dos competidores e na repercussão em si da prova, que caminha de volta para o posto de destaque de onde não deveria ter saído nunca. Confiram neste link do canal Entusiastas Sobre Rodas, no Youtube.

E nesse clima, vamos continuar relembrando os carros, equipes e pilotos que fizeram essa história acontecer, começando pelo Chevrolet Omega Stock Car da tradicional Equipe Big Power, que disputou a prova em 2020, apesar de serem assíduos participantes das Mil Milhas, com nomes como Sandro Sanches, Ciro Paciello, Maurício Olio, Amaury Biem, entre outros.

Feras do campeonato paulista de automobilismo (historicamente na categoria stock paulista e mais recentemente na old stock) desde meados de 1989, a equipe do bairro do Canindé inscreveu o Omega azul nº 9 naquela edição, com o trio Ciro Paciello, Álvaro Vilhena e Evandro Camargo na pilotagem.

Seguindo uma tocada regular (era também o único competidor inscrito na categoria TN3), o valente bólido com a tradicional mecânica GM 4.1 6 cilindros chegou a ocupar a 3ª posição na geral, mas em virtude de problemas no diferencial (que precisou ser trocado), o carro passou várias voltas parado no box para reparo na parte da noite. Contudo, para a alegria dos fãs, a equipe resolveu colocá-lo de volta no final da prova, completando 125 voltas (o vencedor fechou em 360 no total, por conta da limitação de tempo), suficientes para deixá-lo na 5ª posição na geral.








domingo, 15 de janeiro de 2023

Retrospectiva Mil Milhas: 2020

Nestes dias que antecedem a realização de mais uma edição das Mil Milhas Brasileiras, vamos fazer uma pequena retrospectiva das edições que marcaram a retomada da prova, iniciada no ano de 2020, após o hiato entre 2009 e 2019.

Cercada de desconfiança e de um lamentável boicote por parte de muita gente do automobilismo, Elione Queiroz assumiu a chancela da prova, indo de encontro ao pessimismo e negatividade de pessoas que diziam que as Mil Milhas só podem ser organizadas pelas figuras tradicionais de sua história. Aquelas figuras dentre as quais algumas delas foram responsáveis por transformar em uma imensa confusão jurídica e contábil a marca Mil Milhas Brasileiras...

Neste cenário pré-pandemia de Covid-19 (a largada foi dada à meia-noite do dia 16 de fevereiro de 2020), contamos com a transmissão ao vivo da largada e das 02 (duas) horas finais da prova pelo saudoso canal Fox Sports, com a narração do expert Téo José e os comentários do mestre Edgard Melo Filho. Gente do ramo e que dispensa comentários acerca de sua competência e conhecimento do assunto.

Naquela edição, a pole position foi registrada pelo Protótipo MCR Tubarão nº 32 do trio Mauro Kern/Paulo Sousa/Tiel de Andrade, com o tempo de 1min36s460, o qual permaneceu na liderança da prova nas primeiras horas, quando era pilotado por Tiel de Andrade. Porém, algumas voltas depois teve que abandonar por problemas de motor, deixando a briga (acirrada, com disputas em curvas e freadas) pela liderança entre a Mercedes AMG GT nº 20 (Flávio Abrunhoza/Leandro Ferrari/Renato Braga/Marcelo Brisac, 2º lugar no grid com o tempo de 1min38s905) e a Ginetta G55 nº 16 (Stuart Turvey/Renan Guerra/Elzio Vichiesi, que registrou a marca de 1min40s687, logo em seguida), que permaneceu na frente a maior parte da prova. Mas cabe lembrar também que o Chevrolet Colbalt V8 nº 25 da equipe Absoluta (Ney Faustini/Ney de Sá Faustini/Marcos Philippi) também ocupou o topo do grid por algumas voltas.

Por volta das 07 horas da manhã, cerca de 06 (seis) carros permaneciam na pista, liderados pela Ginetta G55, seguida pela Mercedes AMG GT, que perdeu algumas voltas parada no box, por problemas de freio. Mas naquele momento a surpresa ficava por conta do Omega Stock Car 4.1 da Equipe Big Power, que chegou a ocupar a 3ª posição por alguns momentos, antes de sofrer com problemas no diferencial e voltar à disputa algum tempo depois. Após o pequeno susto em uma das paradas nos boxes pela manhã (um pequeno incêndio), a Ginetta G55 fora conduzida para a vitória da 37ª edição das Mil Milhas Brasileiras, colocando o trio Stuart Turvey/Renan Guerra/Elzio Vichiesi definitivamente na história da prova. A melhor volta fora marcada pela Mercedes AMG GT, com 1min40s418, na 222ª passagem.

Por conta do regulamento, o tempo total de prova foi limitado a 11 horas, foram completadas 360 voltas das 373 necessárias para atingir a distância de 1000 milhas (373 x 4,309 km para cada volta em Interlagos, o que corresponde a pouco menos de 1.609 km ou 1000 milhas).


Fotos dos carros participantes:




1º – Esio Vichiese, Renan Guerra e Stuart Turvey (Ginetta G55 GT4) – 360 voltas em 11h01min00s312



2º – Leandro Ferrari, Flávio Abrunhoza, Marcelo Brisac e Renato Braga (Mercedes Benz AMG GT4) – a 5 voltas



3º – Gustavo Simon, Rafael Simon, Rafael Cardoso e Sérgio Cardoso (Protótipo MRX Honda 20v) – a 51 voltas




4º – José Vilela, Pipa Cardoso e Tinoco Soares (Protótipo Aldee Spyder VW 8v) – a 107 voltas




5º – Ciro Paciello, Álvaro Vilhena e Evandro Camargo (Chevrolet Omega 4.1) – a 125 voltas




6º – Marcelo Servidone, Luiz Finotti e Jorge Machado (Protótipo MCR VW 8v) – a 168 voltas



7º – Ney Faustini, Ney de Sá e Marcos Philippi (Chevrolet Cobalt Stock Car) – a 183 voltas



8º – Sérgio Martinez, Eduardo Pimenta e Luiz Oliveira (Protótipo Aldee Spyder VW 8v) – a 247 voltas




9º – Ricardo Rodrigues, Marcos Cassoli, Valter Barajas (Chevrolet Astra Stock Car) – a 325 voltas





10º – Carlos Antunes, Yuri Antunes, Mauro Auricchio e Lucas Marotta (Protótipo MRX Opel 16v) – a 332 voltas





11º – Edras Soares, Juarez Soares e Leandro de Almeida (Chevrolet Vectra Stock Car) – a 336 voltas





12º – Mauro Kern, Paulo Sousa e Tiel de Andrade (Protótipo MCR Tubarão IX Ford Duratec Turbo) – a 337 voltas

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Mil Milhas Brasileiras de 2020: O sonho voltou (?)


15 de fevereiro de 2020 pode ser sim considerada uma data histórica no automobilismo brasileiro. Após o hiato de quase 12 (doze) anos, o maior de sua história, diga-se de passagem, a prova Mil Milhas Brasileiras volta ao calendário nacional. Com muito esforço e desconfiança da parte de muita gente, Elione Queiroz assumiu a responsabilidade e realizou o evento, com uma organização e estrutura profissionais (dessa vez tinham banheiros disponíveis para o público, com água, inclusive...), diferente do que fomos testemunhas em algumas edições disputadas ao longo destes 64 anos.

Confesso que até então não a conhecia, mas, diante da determinação e firmeza demonstradas, Elione Queiroz entra para a vasta lista de mulheres que admiro. E dentre os motivos para tanto, eu destaco dois. O primeiro, por ela não ter dado ouvidos a quem "jogou água na cerveja" logo após o anúncio da prova, sob o argumento de que as Mil Milhas só podem ser organizadas pelas figuras tradicionais de sua história. Não estou aqui a desmerecer o indiscutível mérito de pessoas e clubes que fizeram parte do espetáculo, mas não podemos esquecer que todos os erros e enganos cometidos ao longo do tempo, desencadearam na confusão jurídica e contábil em que se transformou a marca Mil Milhas Brasileiras.

O segundo motivo é pela "tacada" certeira ao proporcionar a transmissão ao vivo da largada e das 02 (duas) horas finais da prova pelo Fox Sports, com a narração do expert Téo José e os comentários do mestre Edgard Melo Filho. Téo é narrador nato do automobilismo (igualmente talentoso nos outros esportes, obviamente), a voz marcante de anos e anos de Fórmula Indy e Fórmula Truck, e que nunca poderá se distanciar das transmissões do esporte a motor, para o bem do público. Acredito que sua saída do grupo Bandeirantes, que já não tem interesse pelo automobilismo como antigamente, e entrada no Fox Sports, foi um dos acontecimentos que representam a máxima de "encerrar um ciclo e começar outro ainda melhor". E nosso doutrinador Edgard, com sua experiência de pista e boxes, inclusive em edições da prova, foi a parceria perfeita para nos prender na frente da televisão quando apenas 04 (quatro) carros permaneciam rodando. E cá entre nós, mesmo diante dessas circunstâncias, os dois foram extremamente profissionais.

Eu não poderia elaborar esse texto sem mencionar e agradecer ao meu amigo irmão que a pista me deu, Rodrigo Carelli (manda-chuva do blogdocarelli.blogspot.com), por toda a contribuição e apoio para que pudesse contar um pouco dessa história. Esse aficcionado por corridas e carros, que conheci falando justamente sobre automobilismo, acompanhou os preparativos da prova desde muito antes, logo após a divulgação, e esteve em Interlagos durante os treinos e acompanhando a prova integralmente do paddock (com direito ao pódio). Ou seja, teve o prazer de viver uma madrugada de Mil Milhas, com aquele charme que só Interlagos possui. Graças ao Rodrigão, posso compartilhar com vocês essas fotos de alta qualidade e ainda, um relato da disputa que ele me enviou pelo whatsapp, o qual vou tentar reproduzir ao máximo agora:

A pole position foi registrada pelo Protótipo MCR Tubarão nº 32 do trio Mauro Kern/Paulo Sousa/Tiel de Andrade, com o tempo de 1min36s460, seguido dos igualmente favoritos Mercedes Benz AMG GT nº 20 de Flávio Abrunhoza/Leandro Ferrari/Renato Braga/Marcelo Brisac, com 1min38s905, e da Ginetta G55 nº 16 do trio Stuart Turvey/Renan Guerra/Elzio Vichiesi, que registrou a marca de 1min40s687.

Após 02 (duas) voltas de apresentação atrás do carro madrinha, uma belissíma Mclaren 570s GTS,  a liderança da prova, nas primeiras horas, permaneceu com o MCR Tubarão - então pilotado por Tiel de Andrade - que algumas voltas depois teve que abandonar por problemas de motor, deixando a briga (acirrada, com disputas em curvas e freadas) pela liderança entre a Mercedes AMG GT e Ginetta G55, que permanceu na frente a maior parte da prova. Mas cabe lembrar também que o Chevrolet Colbalt V8 da equipe Absoluta também ocupou o topo do grid por breve momento.

Por volta das 07 horas da manhã, cerca de 06 (seis) carros permaneciam na pista, liderados pela Ginetta G55, seguida pela Mercedes AMG GT, que perdeu algumas voltas parada no box, por problemas de freio. Mas naquele momento a surpresa ficava por conta do Omega Stock Car 4.1 da Equipe Big Power, que chegou a ocupar a 3ª posição por alguns momentos, antes de sofrer com problemas no diferencial e voltar à disputa algum tempo depois. Após o pequeno susto em uma das paradas nos boxes pela manhã (um pequeno incêndio), a Ginetta G55 fora conduzida para a vitória da 37ª edição das Mil Milhas Brasileiras, colocando o trio Stuart Turvey/Renan Guerra/Elzio Vichiesi definitivamente na história da prova. A melhor volta fora marcada pela Mercedes AMG GT, com 1min40s418, na 222ª passagem.

Cabe ressaltar, que por questões de regulamento, o tempo total de prova é limitado em 11 horas, de modo que das 373 voltas necessárias para atingir a distância correspondente a 1000 milhas (373 x 4,309 km para cada volta em Interlagos corresponde a pouco menos de 1.609 km ou 1000 milhas), foram completadas 360.

Enfim, amigos, as Mil Milhas Brasileiras saíram do papel e seus organizadores mostraram que com perseverança e determinação, o cenário desfavorável pode muito bem ser revertido. Fico na expectativa que a próxima edição, anunciada para o dia 25 de janeiro de 2021 (data tradicional da prova), seja disputada e traga um grid ainda maior para Interlagos, aumentando o brilho desse espetáculo do nosso automobilismo. Grande abraço a todos!

Resultado completo da prova neste link