O retorno das 1000 Milhas Brasileiras, em fevereiro de 2020, foi sem dúvida alguma um dos eventos mais comemorados neste espaço. Afinal, o Blog da Mil Milhas havia nascido 10 anos antes, numa época em que pensar em ter uma nova edição da prova, em um futuro próximo, era algo quase utópico.
Mas a prova voltou, surpreendendo positivamente a muitos de nós, apaixonados por automobilismo e, embora cercada de desconfiança por algumas pessoas, foi um sucesso. Tanto o é, que se hoje somos testemunhas de uma das melhores fases da história das 1000 Milhas, essa prova pode ser considerada a raiz de tudo.
O carro vencedor dessa prova, tema da postagem de hoje, é um personagem que também nasceu durante o hiato das 1000 Milhas. Lançada no ano de 2011, a Ginetta G55, produzida pela fabricante britânica Ginetta Cars, é uma evolução do modelo G50, com especificações para o regulamento FIA GT3. Impulsionada pelo motor Ford V6 5.7 litros, de cerca de 370 cavalos de potência, domados pelo câmbio Hewland sequencial, de seis marchas, a Ginetta acabou sendo inscrita na categoria GT4, junto com a Mercedes Benz AMG GT4 de Leandro Ferrari/Renato Braga/Flávio Abrunhoza/Marcelo Brisac.
Os pilotos responsáveis pela tocada do carro inglês foi o trio formado por Stuart Turvey, Renan Guerra e Esio Vichiesi, sob a estrutura da equipe Stillux Racing Team. Nos treinos classificatórios, conquistaram a terceira melhor marca, com 1min40s687. Na prova, o carro nº 16 seguiu de perto o pole position Protótipo MCR Tubarão nº 32 do trio Mauro Kern/Paulo Sousa/Tiel de Andrade, que após cerca de uma hora de disputa, teve que abandonar com problemas de motor.
Com o abandono do protótipo, a liderança permaneceu sob alternância entre a Ginetta nº 16 e a Mercedes nº 22, que por sua vez, por volta da sétima hora de corrida, começou a apresentar problemas nos freios, que fizeram com que a parada nos boxes fosse mais longa. A partir daí, a Ginetta não saiu mais da liderança, vencendo com cinco voltas de vantagem para a Mercedes.
Essa vantagem chegou a ser de seis voltas, mas a AMG GT4 voou baixo e conseguiu descontar uma delas. Ao final, foram 360 voltas completadas (por conta da limitação do tempo de prova em 11 horas), e a melhor volta fora marcada pela Mercedes AMG GT, com 1min40s418, na 222ª passagem.
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