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quarta-feira, 6 de maio de 2026

A tríplice coroa do endurance brasileiro (?)

Quando falamos do endurance internacional, logo nos remetemos às tradicionais provas das 12 Horas de Sebring, 24 Horas de Daytona e a maior de todas, as 24 Horas de Le Mans. São provas com décadas de tradição, com exceção de Le Mans, que já possui uma história centenária (disputada desde o ano de 1923, com exceção de 1936 e do período de 1940 - 1948, em virtude da greve dos trabalhadores durante a Grande Depressão, e da 2ª Guerra Mundial, respectivamente), cuja importância as coloca como as três maiores competições de longa duração do esporte a motor.

Por isso, os vencedores das três provas (na classificação geral) são considerados detentores da Tríplice Coroa do Endurance, título não oficial que atualmente é atribuído a 11 (onze) pilotos. São eles:

1. Hans Herrmann: Alemão, vencedor das 12 Horas de Sebring em 1960 e 1968, 24 Horas de Daytona em 1968 e das 24 Horas de Le Mans em 1970, quando se aposentou das pistas.

2. Jackie Oliver: Inglês, vencedor das 12 Horas de Sebring em 1969, 24 Horas de Daytona em 1971 e das 24 Horas de Le Mans em 1969.

3. Jacky Ickx: Belga, vencedor das 12 Horas de Sebring em 1969 e 1972, 24 Horas de Daytona em 1972 e das 24 Horas de Le Mans em 1969, 1975, 1976, 1977, 1981 e 1982.

4. Hurley Haywood: Norte-americano, vencedor das 12 Horas de Sebring em 1973 e 1981, 24 Horas de Daytona em 1973, 1975, 1977, 1979 e 1991) e das 24 Horas de Le Mans em 1977, 1983 e 1994.

5. A. J. Foyt: Norte-americano, vencedor das 12 Horas de Sebring em 1985, 24 Horas de Daytona em 1983 e 1985) e das 24 Horas de Le Mans em 1967.

6. Alvah "AL" Holbert: Norte-americano, vencedor das 12 Horas de Sebring em 1976 e 1981, 24 Horas de Daytona em 1986 e 1987) e das 24 Horas de Le Mans em 1983, 1986 e 1987.

7. Andy Wallace: Inglês, vencedor das 12 Horas de Sebring em 1992 e 1993, 24 Horas de Daytona em 1990, 1997 e 1999 e das 24 Horas de Le Mans em 1988.

8. Mauro Baldi: Italiano, vencedor das 12 Horas de Sebring em 1998, 24 Horas de Daytona em 1998 e das 24 Horas de Le Mans em 1994.

9. Marco Werner: Alemão, vencedor das 12 Horas de Sebring em 2003, 2005 e 2007, 24 Horas de Daytona em 1995 e das 24 Horas de Le Mans em 2005, 2006 e 2007.

10. Timo Bernhard: Alemão, vencedor das 12 Horas de Sebring em 2008, 24 Horas de Daytona em 2003 e das 24 Horas de Le Mans em 2010 e 2017.

11. Nick Tandy: Inglês, vencedor das 12 Horas de Sebring em 2018, 2019 e 2020, 24 Horas de Daytona em 2025 e das 24 Horas de Le Mans em 2015.

Como visto, infelizmente ainda não possuímos pilotos brasileiros nesta lista, embora tenhamos vários nomes com vitórias nas 12 Horas de Sebring e nas 24 Horas de Daytona, com destaque para Pipo Derani e Felipe Nasr, os quais possuem reais chances de obter a tão sonhada vitória na classificação geral das 24 Horas de Le Mans.

Mas e no endurance brasileiro? Temos uma tríplice coroa nas corridas de longa duração? A resposta infelizmente é não, visto que não há nos registros do esporte a motor a instituição, ainda que informal, dessa honraria. Porém, e se pudéssemos fazer um ranking dos vencedores das mais tradicionais provas do endurance nacional, com o objetivo de atribuir esse posto? É sobre este ponto que vamos falar agora.

Confesso a vocês que o aspecto mais difícil nesta missão é estabelecer, de forma equitativa, quais provas formariam a chamada tríplice coroa do endurance nacional. Isto porque, sem entrar no mérito de cada uma das provas disputadas no Brasil ao longo dos anos, muitas delas foram disputadas em um período de tempo limitado, ou sofreram com hiatos mais ou menos longos no decorrer da história.

Diante disso, e em virtude da ausência de disputas em um determinado período, pilotos que teriam chance de vencer algumas dessas provas ficaram impossibilitados de fazê-lo, o que por si só já dificulta estabelecer um critério mais justo e objetivo.

Entretanto, mesmo diante destes obstáculos, poderíamos citar como mais significativas as seguintes corridas:

1. 1000 Milhas Brasileiras: Disputada desde 1956, com algumas interrupções neste período (as maiores nos períodos de 1974 a 1980 e de 2009 a 2019), é a prova mais tradicional do automobilismo brasileiro, com 43 edições realizadas;

2. 500 Km de Interlagos/São Paulo: Disputada desde 1957, também com interrupções neste período (a maior entre 1983 e 1996), passou por alguns formatos ao longo dos anos (inicialmente era disputada apenas no anel externo de Interlagos). A partir de 1997, a corrida fora realizada no circuito completo, e entre 2014 e 2017, foi disputada no Autódromo Velo-Cittá, em Mogi Guaçu;

3. 25 Horas de Interlagos: Realizada apenas entre os anos de 1973 e 1975;

4. 24 Horas de Interlagos: Disputada nos anos de 1960, 1961, 1966 e 1970;

5. 12 Horas de Tarumã/Porto Alegre: Disputada desde 1962, com algumas interrupções neste período (a maior entre os anos de 1977 a 1983). As três primeiras edições (1962, 1963 e 1968) foram realizadas em circuito de rua na capital gaúcha, enquanto que nos anos de 1984, 1992 e 2022, o autódromo de Guaporé sediou a corrida;

6. 1000 km de Brasília: Disputada pela primeira vez em 1962, inicialmente nas ruas da recém-inaugurada capital do Brasil, sendo que a partir de 1974, foi realizada no Autódromo Internacional de Brasília/Nelson Piquet. A prova teve várias interrupções, enquanto que a última edição foi realizada no ano de 2005, totalizando 22 (vinte e duas) edições.

Diante desta subjetividade, estabelecemos que o mais próximo de um critério objetivo e equânime (muito longe de ser a útima palavra sobre o assunto), seria considerar nesta lista apenas pilotos que venceram pelo menos três das corridas listadas acima, sobretudo em circuitos diferentes. Apesar de termos deixados grandes nomes de fora da relação (pois não se enquadravam nesse critério), é certo que vencer pelo menos uma edição das maiores provas de longa duração de nosso automobilismo, não é um feito fácil de se obter.

E nossa apuração ficou da seguinte forma:

1. Paulo de Mello Gomes

- 1000 km de Brasília de 1974 (Ford Maverick, com Antônio Castro Prado), 1976 (Ford Maverick, com Bob Sharp), 1980 e 1981 (ambas em um Chevrolet Opala Stock Car, com João Carlos "Capeta" Palhares).

- 12 Horas de Tarumã de 1975 (Ford Maverick Divisão 1 nº 22, com José Carlos Pace)

- 25 Horas de Interlagos de 1975 (Ford Maverick Divisão 1 nº 22, com José Carlos Pace e Bob Sharp).

- 500 km de Interlagos de 2003 (Mercedes Benz CLK DTM nº 25, em trio com Pedro Gomes e Alcides Diniz).

- 1000 Milhas Brasileiras de 1985 (Chevrolet Opala Stock Car nº 12, em dupla com Fábio Sotto Mayor).


1000 km DF - 1981



1000 km DF - 1980


500 km de Interlagos - 2003


1000 Milhas Brasileiras - 1985



2. Wilson Fittipaldi Júnior

- 1000 km de Brasília de 1967 (Karmann Ghia Porsche 2.0, com José Carlos Pace).

- 12 Horas de Porto Alegre de 1968 (Volkswagen Fusca nº 7, com Emerson Fittipaldi).

- 25 Horas de Interlagos de 1974 (Chevrolet Opala nº 9, com Ingo Hoffmann e Reinaldo Campello).

1000 Milhas Brasileiras de 1994 (Porsche 911 RSR GT Le Mans n° 7 com Christian Fittipaldi) e de 1995 (Porsche 993 nº 1 em trio com Antonio Hermann e Franz Konrad).


1.000 km de Brasília 1967 - os três Karmann Ghia Porsche da Equipe Dacon chegando nas três primeiras posições. Os carros eram pilotados por: Rodolpho Olival Costa e Lian Duarte (n.12); Emerson Fittipaldi Francisco Lameirão (n.7); e por Wilson Fittipaldi e José Carlos Pace (n. 77)

12 Horas de Porto Alegre - 1968

25 Horas de Interlagos - 1974 


1000 Milhas Brasileiras - 1995 (Foto: Zé Carlinhos)


1000 Milhas Brasileiras - 1994

3. Bird e Nilson Clemente

- 24 Horas de Interlagos de 1970 (Chevrolet Opala nº 80).

- 25 Horas de Interlagos de 1973 (Ford Maverick Divisão 3 nº 20, em trio com Clóvis de Moraes).

- 500 km de Interlagos de 1973 (Ford Maverick Divisão 3 nº 20).

- 1000 Milhas Brasileiras de 1973 (Ford Maverick Divisão 3 nº 20).


500 km de Interlagos - 1973

Pódio dos 500 km de Interlagos - 1973


24 Horas de Interlagos - 1970


1000 Milhas Brasileiras - 1973


24 Horas de Interlagos - 1970

4. Xandy Negrão

- 1000 km de Brasília de 1984 (Volkswagen Voyage nº 70, em dupla com Jayme Figueiredo), 2003 (Porsche 911 GT3 nº 21, com Luiz Paternostro e Paulo Bonifácio) e 2004 (Audi TT-R nº 9, com Guto Negrão e Xandynho Negrão).

- 500 km de Interlagos de 2004 (Audi TT-R nº 9, com Guto Negrão).

- 1000 Milhas Brasileiras de 2003 (Porsche 911 GT3 nº 9, com Ingo Hoffmann, Fernando Nabuco e Ricardo Etchenique) e 2005 (Audi TT-R nº 9, com Guto Negrão, Xandynho Negrão e Giuliano Losacco).


1000 km DF - 2004


1000 km DF - 2003


1000 Milhas Brasileiras - 2005


1000 Milhas Brasileiras - 2003


1000 km DF - 1984


5. Luiz Pereira Bueno

- 1000 km de Brasília de 1968 (Interlagos Bino Mark II, em dupla com José Carlos Pace).

- 500 km de Interlagos de 1966 (Alpine A110 1.3), 1970 (Interlagos Bino Mark II nº 47) e 1971 (Porsche 908/2 3.0, com Luiz Lian Duarte).

- 1000 Milhas Brasileiras de 1967 (Interlagos Bino Mark I nº 21, em dupla com Luiz Fernando Terra Smith).


1000 km DF - 1968
(Foto gentilmente cedida por Rodrigo Carelli)


Mil Milhas Brasileiras - 1967


500 km de Interlagos - 1970 (foto: Blog do Saloma)


6. José Carlos Pace

- 1000 km de Brasília de 1967 (Karmann Ghia Porsche 2.0, com Wilson Fittipaldi Júnior), 1968 (Interlagos Bino Mark II, em dupla com Luiz Pereira Bueno) e de 1969 (Alfa Romeo GTA 2000, com Marivaldo Fernandes)

- 12 Horas de Tarumã de 1975 (Ford Maverick Divisão 3 nº 22, com Paulo Gomes. Foi a última vitória de Moco).

- 25 Horas de Interlagos de 1975 (Ford Maverick Divisão 3 nº 22, com Paulo Gomes e Bob Sharp).

7. Guto Negrão

- 1000 km de Brasília de 2004 (Audi TT-R nº 9, com Xandy Negrão e Xandynho Negrão).

- 500 km de Interlagos de 2004 (Audi TT-R nº 9, com Xandy Negrão).

- 1000 Milhas Brasileiras de 2005 (Audi TT-R nº 9, com Xandy Negrão, Xandynho Negrão e Giuliano Losacco).

8. Xandynho Negrão

- 1000 km de Brasília de 2004 (Audi TT-R nº 9, com Guto Negrão e Xandy Negrão).

- 1000 Milhas Brasileiras de 2005 (Audi TT-R nº 9, com Guto Negrão, Xandy Negrão e Giuliano Losacco).

- 12 Horas de Tarumã de 2003 (Protótipo MCR Volkswagen, com Luiz Paternostro, Giuliano Losacco e Juliano Moro).

9. Ingo Hoffmann

- 25 Horas de Interlagos de 1974 (Chevrolet Opala nº 9, com Wilson Fittipaldi Júnior e Reinaldo Campello).

- 500 km de São Paulo de 2015 (Mitsubishi Lancer, com Guilherme Spinelli e Leandro de Almeida).

- 1000 Milhas Brasileiras de 2003 (Porsche 911 GT3 nº 9, com Xandy Negrão, Fernando Nabuco e Ricardo Etchenique).


500 km de São Paulo - 2015

10. Henrique Assunção

- 12 Horas de Tarumã de 2016 (Protótipo MCR GrandAm Lamborghini V10, com Fernando Fortes, Fernando Poeta, Pedro Queirolo, Anderson Toso e Marcelo Santana).

- 500 km de São Paulo de 2016 (Protótipo MRX, com Emílio Padron e Fernando Fortes).

- 1000 Milhas Brasileiras de 2023 (Protótipo AJR Ford nº 175, com Emilio Padron, Fernando Ohashi e Fernando Fortes) e 2025 (Protótipo AJR Ford nº 75, com Cristian Rocha, Pietro Rimbano e Cassiano Trem).


12 Horas de Tarumã - 2016


500 km de São Paulo - 2016


1000 Milhas Brasileiras - 2023

11. Fernando Fortes

- 12 Horas de Tarumã de 2016 (Protótipo MCR GrandAm Lamborghini V10, com Henrique Assunção, Fernando Poeta, Pedro Queirolo, Anderson Toso e Marcelo Santana).

- 500 km de São Paulo de 2016 (Protótipo MRX, com Henrique Assunção e Emílio Padron).

- 1000 Milhas Brasileiras de 2023 (Protótipo AJR Ford nº 175, com Emilio Padron, Fernando Ohashi e Henrique Assunção).


Diante dos dados indicados acima, podemos concluir que Paulão Gomes, tetracampeão da Stock Car e vencedor em outras categorias nacionais, é o piloto brasileiro mais vitorioso quando falamos nas mais tradicionais corridas de longa duração em nosso país. Para além disso, cabe fazer uma menção honrosa ao segundo lugar na classe e sétimo na classificação geral obtidos por Paulão nas 24 Horas de Le Mans de 1978, quando formou trio com Mário Amaral e Alfredo Guaraná Menezes, em um Porsche 935-77, movido pelo motor 3.0 L F6 turbo.

Porém, é indispensável lembrar que a melhor colocação de um brasileiro nas 24 Horas de Le Mans até o presente momento, foram os segundos lugares na classificação geral conquistados pelo saudoso José Carlos Pace em 1973, quando dividiu a tocada da Ferrari 312 PB-73 nº16 com o italiano Arturo Mezario, da equipe oficial da marca italiana, e por Lucas di Grassi em 2014, ano em que correu no Audi R18 e-tron quattro nº 1 (motor v6 4.0 turbodiesel) da equipe Audi Sport Team Joest. Os demais integrantes do time foram nada mais nada menos que Tom Kristensen e Marc Gené.

Então é isso, meus amigos. Ao grande Paulo Gomes e aos igualmente grandes pilotos dos quais falamos, nossas homenagens por suas inesquecíveis conquistas!

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Américo Bertini - três vezes terceiro lugar

Junto com o saudoso Camilo Christófaro Júnior, o piloto Américo Bertini é quem possui mais terceiros lugares na história das Mil Milhas Brasileiras, sendo este o único lugar frequentado por ele no pódio geral da prova. A lista de resultados é a seguinte, todos obtidos a bordo de modelos Chevrolet Opala Stock Car:

1983 - 3º lugar, com José Munhoz e Camilo Christófaro Júnior;
1984 - 3º lugar, com José Bel Camilo e Camilo Christófaro Júnior;
1985 - 3º lugar, com Neimer Helal e Camilo Christófaro Júnior;
1989 - 3º lugar, com Camilo Christófaro e Camilo Christófaro Júnior.

Na Stock Car, a carreira de Bertini foi mais discreta, tendo disputado apenas 03 corridas na temporada de 1984 (duas em Interlagos e outra em Brasília), com dois pontos marcados, deixando-o na 25ª posição entre os 73 pilotos que disputaram corridas naquele ano.

Hoje, 28 de fevereiro de 2026, comemoramos 16 anos de Blog da Mil Milhas. Um marca temporal especial, já que assim passamos a ter idade para estrear no automobilismo (rsrsrsrs). Mais que isso, o aniversário deste ano foi generoso conosco, já que ultrapassamos as 500 postagens nessa trajetória, além de termos tido a possibilidade de fazer a cobertura in loco das Mil Milhas de 2026.

Só temos a agradecer, principalmente a quem nos visita, compartilha as matérias e ainda nos traz histórias para contarmos aqui. Gratidão, queridos leitores, é uma satisfação enorme poder escrever essas páginas.


Registro da prova de 1985


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Mil Milhas 70 anos - César Bocão Pegoraro - 1985

Um dos grandes pilotos de monopostos que o Brasil teve nos anos 80, César Pegoraro, o Bocão, também marcou presença nas Mil Milhas Brasileiras. Embora só tenha participado de uma edição, mais especificamente a 15ª, disputada em 25 de janeiro de 1985, esse episódio da sua rica carreira não poderia passar despercebido.

Conforme matéria do enciclopédico Blog do Sanco, do grande Leandro Sanco, Bocão formou trio nessa corrida com Giuseppe Marinelli e Leonel Friedrich, e ao que sua memória indica, largou da 36ª posição no grid formado por 52 carros. Após cerca de 40 minutos de corrida, sob forte chuva, Bocão alcançou a ponta na categoria Marcas e Pilotos e a manteve até após as 02:00 da manhã, quando houve a quebra do câmbio. Após os reparos, o valente Oggi ainda retornou à pista para terminar na 18ª posição na geral e em 4º na categoria.

Bem, meus amigos, essa foi a nossa última postagem antes das Mil Milhas 2026. Na próxima, que será a postagem de número 500 desse blog, trarei uma novidade para vocês.





quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Mil Milhas 70 anos - Credenciais, flâmulas e cartazes

No primeiro dia do ano, o nosso passeio sobre a história das Mil Milhas Brasileiras será feito de uma forma diferente. Vamos relembrar algumas edições da prova através de credenciais, flâmulas e cartazes de divulgação dessa senhora de quase 70 anos de idade.





















quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

O único 2º lugar de Zeca Giaffone - 1985

Se nos anos 80 as Mil Milhas Brasileiras tivessem sobrenome, esse por certo seria Giaffone. Das cinco edições disputadas naquela década, Affonso venceu a edição de 1981 e Zeca, além de 1981, venceu também em 1984, 1986, 1988 e 1989.

Só que quando não esteve no ponto mais alto do pódio, a única vez que Zeca terminou entre os três primeiros foi na XV edição, disputada em 25 de janeiro de 1985. Logo de cara, aquela corrida foi marcada pela alteração do procedimento na largada, pois, em virtude do impressionante acidente do ano anterior, a largada foi no esquema Le Mans (com os carros alinhados na lateral da pista, dispostos na posição de 45º uns dos outros), sendo com um piloto ao volante, enquanto outro atravessava a pista para acionar a chave geral do carro.

A dupla Paulo Gomes/Fábio Sotto Mayor dominou as Mil Milhas de 1985 do início ao fim, pois além de largar da pole position, liderou a prova de ponta a ponta, culminando com a quebra do recorde de duração (11h45min09s), sendo os primeiros a terminarem abaixo das 12 horas.

Para Zeca e Affonso, restou a conquista do segundo lugar após 202 voltas, duas voltas atrás dos vencedores, e cinco de vantagem para o trio que terminou no terceiro lugar (Camilo Christófaro Jr., Américo Bertini e Neimer Helau, com o Opala Stock Car nº 18 da Escuderia Lobo).