"Um espaço reservado para falar das lembranças, histórias e episódios dos mais de 60 anos de Mil Milhas Brasileiras. E de outras coisas mais!"
Mostrando postagens com marcador Nascar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nascar. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de outubro de 2015

Campeonato Paulista de Automobilismo e suas diferentes categorias


Desde a inauguração de Interlagos, em 1940, que as corridas regionais de São Paulo movimentam o autódromo em vários fins de semana ao longo do ano. Durante todos esses anos, foram inúmeras as categorias que estrearam e se despediram no palco máximo do automobilismo brasileiro, constando nessa lista categorias de Fórmula, como Fórmula Ford Paulista, Fórmula Vê, Fórmula São Paulo, entre outras, e as inúmeras categorias de Turismo, como a CTC Pick-up (antiga DTM), Corsa Metrocar, Turismo 5000, Marcas e Pilotos, Força Livre, Stock Paulista e Speed 1600. Tal diversidade deveria ser considerada como um sinal de riqueza das competições, tendo em vistas que dão aos pilotos um grande leque de oportunidades e possibilidades de disputar uma categoria, num autódromo de nível internacional.

Entretanto, essa não é a realidade, pois há longos anos que o paulista de automobilismo sofre com a falta de apoio e divulgação, o que se reflete na "regra" das arquibancadas vazias durante essas provas. Outro ponto de descaso com os profissionais envolvidos, são os constantes fechamentos do autódromo para reformas, sempre em decorrência das exigências da F1. Neste ponto, abro uma parêntese para esclarecer que em momento algum estou a criticar ou minimizar a influência da F1 no circuito, pois como sabemos, a categoria é de suma importância para a manutenção e sobrevivência de Interlagos, levando em consideração os recursos que são movimentados em função do GP Brasil. No entanto, não se pode relegar a segundo plano a situação de tantos pilotos e equipes que sobrevivem das corridas locais. Nestes 75 anos de história, em muitos momentos foi o automobilismo local que manteve vivo o espírito do esporte a motor, nos momentos em que o cenário internacional não era dos melhores. Basta lembrar da época em que a F1 foi para o Rio de Janeiro, foi graças às categorias nacionais e ao automobilismo de São Paulo que Interlagos não foi loteado e vendido para interessados da construção civil. E hoje, após vários meses, a pista permanece fechada, paralisando as atividades de várias categorias locais. Logicamente que numa reforma em que há o recapeamento do traçado, seria burrice falar em liberação da pista. Mas sabemos que as obras deste ano estão concentradas na parte de apoio, sobretudo nos boxes e paddock. Será que não seria possível manter as corridas, até onde fosse possível? E não seria possível disputar as provas fazendo uso de estruturas de apoio provisórias, a serem montadas na parte do circuito antigo? Pois bem, acredito que esses questionamentos têm sido uma constante na vida das equipes e pilotos durante esse ano.

Como nem tudo é tristeza, aproveito esse momento para fazer uma retrospectiva fotográfica da história das categorias do paulista de automobilismo, como uma forma de mostrar a riqueza e diversidade que infelizmente não são devidamente valorizadas.










































domingo, 2 de agosto de 2015

Brad Keselowski "arrepiando" nos boxes em Pocono


Essa deve ser eleita a imagem do fim de semana das três divisões da Nascar em Pocono. Durante uma parada que deveria ser a mais rápida possível, pois a corrida estava em bandeira verde, Brad Keselowski deu um verdadeiro "strike" em dois dos seus mecânicos, fazendo a alegria dos fotógrafos de plantão. Quem não deve ter achado nada divertido foram os mecânicos atingidos. E o próprio piloto, pois recebeu uma punição em virtude de um dos pneus ter passeado livremente nos boxes. Felizmente, os dois mecânicos não se feriram.


sexta-feira, 24 de julho de 2015

Bobby Pierce e o show na Nascar Truck no oval de terra (Eldora)


Apesar do certo atraso, seria um desperdício não tecer comentários acerca da prova disputada na noite da última quarta - feira pela categoria Camping World Truck Series da Nascar, a popular "divisão das caminhonetes".

Desde 2013, a Nascar promove uma espécie de volta às origens no mês de julho, ao disputar a CarCash Mudsummer Classic, etapa realizada no Eldora Speedway, oval de terra com meia milha de extensão (0.804 km) localizado no Estado de Ohio, EUA, que foi inaugurado em 1954, e desde 2004 pertence ao tricampeão da Nascar Tony Stewart. A corrida em si tem peculiaridades, como a divisão em blocos de 60, 50 e 40 voltas, mas a pista de terra é a maior elas, o que permite um show de derrapagens e diversos toques (mais ainda do que os habituais nos ovais pavimentados). Mas na etapa desse ano, apesar da vitória de Christopher Bell, pela equipe de Kyle Busch, o grande nome foi, sem dúvida alguma, Bobby Pierce, piloto de 18 anos.

Primeiro porque essa prova marcou a sua estreia na categoria, depois de correr por alguns anos nas categorias Dirty Late Model (carros com carenagens um tanto quanto esquisitas, que disputam provas em ovais de terra). A estreia já começou muito bem, haja vista que logo de início Pierce conquistou a pole. Durante a prova, chegou a liderar 39 voltas das 154 completadas (houve prorrogação de 04 voltas por conta de um acidente ocorrido nas últimas voltas, o que é previsto no regulamento da categoria). Mas o espetáculo mesmo foi dado nas últimas 15 voltas, quando Pierce deu um toque no muro da curva 04, fazendo com que sua pick-up Chevrolet nº 63 ficasse bastante avariada na caçamba, ou melhor, bem torta mesmo! Mesmo assim, o jovem estreante continuou sua caça ao líder, se posicionando bem perto deste, ao ponto de dar várias atravessadas buscando o traçado alternativo, na intenção de dar um bote final nas últimas curvas. E por muito pouco ele não conseguiu isso. É claro, todos nós sabemos que num oval pavimentado, onde a aerodinâmica tem influência muito maior no desempenho, ele não teria conseguido manter a performance e, consequentemente, a 2ª posição. Mas, considerando que o garoto era um estreante, é de se parabenizar o seu apetite em correr e alcançar um bom resultado, correndo como um verdadeiro veterano. Se Bobby Pierce se manter na categoria e disputar as provas restantes dessa temporada, com certeza é um nome a ser observado.

Enfim, nos anos de 2012 e 2013, acompanhei às corridas da Nascar Truck com mais frequência, por conta das participações de Nelsinho Piquet e Miguel Paludo. Confesso que de fato uma corrida realizada em um oval é tanto quanto esquisita, para muitos entediante. Principalmente nos ovais curtos, onde a impressão é de que os carros estão andando o tempo inteiro em curvas. Confesso que não tenho muito ânimo em assistir corridas disputadas em pistas como Bristol, Iowa, Phoenix, entre outros. Mas o automobilismo americano tem seu charme e encanto próprios, principalmente nos ovais mais longos, como Daytona, Indianápolis e Talladega, e assim desperta nosso interesse. Portanto, vale a pena assistir a reta final da temporada da Indy e esperar pelo chase da Nascar.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Miguel Paludo e a "Nascar Bus"




A brincadeira deve ter sido no mínimo divertida, hein? Miguel Paludo em corrida disputada com antigos ônibus escolares no Charlotte Motor Speedway em Julho desse ano.

domingo, 28 de outubro de 2012

Mais uma memorável atuação brasileira na Nascar

 

Em uma de suas melhores corridas disputadas na categoria Camping World Truck Series da Nascar, Nelsinho Piquet foi o 2º colocado na 19ª etapa da temporada, disputada no oval curto (apenas 800 metros) de Martinsville, neste sábado. Após largar na 4ª posição, Nelsinho fez uma corrida segura, procurando poupar o carro para o final, e esteve na maioria do tempo entre os 5 primeiros.

Mostrando que está cada vez mais adaptado ao automobilismo Norte-Americano, Nelsinho ousou nas tentativas de ultrapassagem, merecendo destaque na cobertura oficial da prova, onde suas manobras foram mostradas várias vezes. Ao fim das 200 voltas da prova, o 2º lugar teve sabor de vitória, pois o 1º colocado foi Denny Hamlin, que compete regularmente na Sprint Cup e disputa do título deste ano. Entre os pilotos que competem regularmente na Truck Series, Nelsinho foi o melhor colocado.

Miguel Paludo tinha tudo para alcançar o Top Ten, mas a posição de largada ruim (20ª posição, devido às condições desfavoráveis da pista nos treinos classificatórios) aliada à erros nos pit-stops, fez com ele perdesse todo o progresso alcançado na pista. Uma rodada no fim da corrida fez com que caísse para 17º, mas nas 7 voltas finais conseguiu avançar 2 posições e terminar em 15º, matendo o 10º lugar na classificação do campeonato.

Muita boa sorte para os pilotos brasileiros na Nascar. É um horizonte novo que se abre para o automobilismo brasileiro, calejado de tentativas de recuperar o domínio na F1 de outrora. O automobilismo não se resume à F1, existem muitas categorias onde o talento brasileiro pode alcançar o lugar mais alto do pódio.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Ponto para o talento Brasileiro!









O último final de semana automobilístico já está na história. Com a 2ª vitória de Nelson Ângelo Piquet na Camp Word Truck Series, ou a categoria das caminhonetes da Nascar, conquistada sábado no circuito oval de Las Vegas e a primeira vitória brasileira no forte Campeonato Alemão de Turismo (DTM), conquistada na manhã de domingo por Augusto Farfus Jr. à bordo de sua BMW, o automobilismo brasileiro parece tomar o rumo das vitórias nas competições em carros de turismo.

Quem sabe esse não seja o início de uma nova era do nosso esporte a motor, que passa por um momento delicado (fazendo uso de eufemismo) nas categorias de base e monopostos, e que atualmente não apresenta as mesmas expectativas de outrora no cenário internacional. Essa pode ser a hora de levar o talento Brasileiro aos pódios de outros certames ainda não valorizados devidamente pelo público brasileiro.

terça-feira, 24 de julho de 2012

A inversão e os rumos do Automobilismo Brasileiro

Não sou jornalista esportivo, tão pouco exerço alguma função no meio automobilístico (infelizmente!). Sou apenas um entusiasta desse maravilhoso esporte, que acompanho desde os 7 anos de idade. Por acompanhar há um bom tempo várias categorias, sejam elas de monoposto, turismo, trucks ou arrancada, me proponho a falar sobre algumas impressões que tive durante esse tempo.

Hoje o automobilismo brasileiro vive uma crise em termos de formação de novos pilotos. O país, tido antes como um celeiro de pilotos de competição, hoje corre o risco de não ter nenhum brasileiro disputando a categoria máxima do automobilismo num futuro próximo. Isso ocorre muito em função do kartismo passar por uma fase deficiente, onde os custos altíssimos acabam afastando muito talentos latentes e outros que acabam por abandonar a carreira após alguns anos. Além dos custos, a desorganização e inércia das federações de automobilismo, além da entidade maior (CBA), são fatais para o desenvolvimento do automobilismo de base no país, que foi o responsável por hoje termos 8 títulos na F1, 5 títulos na Indy (4 títulos na categoria de acesso) e 6 vitórias na maior corrida do automobilismo americano (500 milhas de Indianápolis).

Mas parando para pensar, a gente vê que muitas coisas que dão certo por muito tempo, acabam sofrendo mudanças em um determinado momento da vida, ou até mesmo sofrem o fim. Nada funciona da mesma forma o tempo todo. E o automobilismo não foge à essa regra. No ano de 1970, pudemos ter a honra de ver o primeiro piloto brasileiro a vencer uma corrida na Fórmula 1: Emerson Fittipaldi. Até então, o Brasil já tivera quatro representantes (Chico Landi, Gino Bianco, Hermando da Silva Ramos e Fritz d'Orey) na Fórmula 1, porém nenhum deles tinha vencido alguma corrida ou disputado um campeonato regularmente. Com a contratação de Fittipaldi pela lendária equipe Lotus, do mago da engenharia automotiva Colin Chapman, o Brasil viu sua bandeira figurando entre outras tradicionais no maior campeonato do automobilismo mundial. E com a primeira vitória de Fittipaldi, em 1970, no circuito Norte-Americano de Watkins Glen, foi iniciada uma forte tendência pela formação de pilotos de fórmula no país, tendência essa que dura até os dias de hoje, porém com menor força se comparada à outros tempos. Os títulos de 1972 e 1974 de Emerson, só vieram a fortalecer o desejo de tornar o Brasil um país formador de campeões de Fórmula 1. Emerson Fittipaldi abriu os caminhos da Europa para os brasileiros, que posteriormente ainda conquistariam mais 6 títulos e vários recordes, alguns vigentes até hoje, com Nelson Piquet e Ayrton Senna. 

Após o fim do projeto Copersucar, a equipe brasileira de F1 chefiada pelos irmãos Fittipaldi, Emerson continuou fazendo história, ao abrir o caminho do automobilismo norte-americano, tão desconhecido no Brasil até então, onde foi bicampeão das 500 milhas de Indianápolis e campeão da Fórmula Indy, e abriu caminho para as conquistas de Gil de Ferran, Helio Castroneves, Cristiano da Matta e Tony Kanaan.

Mas voltando aos dias atuais, o que presenciamos é a substituição do automobilismo de monoposto pelas corridas de turismo e campeonatos de stock cars. Por conta da crise das categorias de monoposto, muitos pilotos que fizeram carreira nas diversas F3, na Fórmula Indy, Fórmula 1, na antiga Fórmula 3000 (hoje GP2), entre outras, estão procurando cada vez mais campeonatos como a Stock Car V8, GT Brasil, Brasileiro de Marcas, entre outros, até mesmo a tão distante Nascar, onde em junho deste ano, Nelson Angelo Piquet, conquistou a pole position e a vitória na etapa extra-campeonato da Nationwide (categoria de acesso da Sprint Cup), disputada no tradicional circuito de Elkhart Lake, EUA. Essas foram a primeira vitória e pole position de um piloto Brasileiro em uma categoria principal Nascar, sem contar com o título da temporada 2011 conquistado por Pietro Fittipaldi, de apenas 15 anos, (neto de Emerson) na categoria Limited Late Model, uma espécie de divisão da Nascar que corre apenas no estado da Carolina do Norte.

Dessa forma, vejo que na realidade ocorre somente uma benéfica mudança de rumo no automobilismo Brasileiro. O país, que aprendeu a gostar do automobilismo com as corridas de monospostos, hoje tem o o cenário mais favorável para a conquista de novos espaços em campeonatos de turismo. Atualmente, temos dois Brasileiros com chances reais de vitória na Truck Series e em médio prazo na Nationwide (Nelsinho Piquet e Miguel Paludo), outro brasileiro disputando o grande Campeonato Alemão de Turismo numa equipe de ponta (Augusto Farfus) e tantos outros espalhados por outras categorias e até mesmo em provas de longa duração. Porque não pensar em termos pilotos brasileiros conquistando campeonatos na Nascar, no DTM, na V8 Supercars da Austrália e na tradicional 24 horas de Le Mans, onde o Brasil nunca foi vencedor e nunca deu a merecida atenção à mais famosa prova de longa duração do mundo? É hora de pensar que o automobilismo não se resume à F1, e que há categorias tão importantes quanto (do ponto de vista esportivo, midiático e até mesmo financeiro) a serem exploradas. Hoje, o momento é de direcionar o esforços e investimentos para campeonatos que ainda não somos familiarizados, para que num futuro próximo, possamos ter campeões mundiais também em categorias de turismo e stock car, repetindo o sucesso nacional nas corridas de monoposto dos anos 70, 80 e 90.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Coisas de corridas









Já dizia Fangio: "Carreras son carreras". Isso é uma máxima e hoje, por mais de uma vez, ela se confirmou.

500 Milhas de Indianápolis 2011. Corrida histórica, 100 anos de prova celebrados e 95 edições disputadas. Domínio inicial do canadense Alex Tagliani e da dupla Scott Dixon e Dario Franchitti com os carros da Ganassi. Brasileiros escalando posições no meio do grid (sobretudo Tony Kanaan), mas longe dos ponteiros. Nas últimas voltas, a liderança surpreendente de Danica Patrick, que deu lugar a Bertrand Baguette cerca de 10 voltas depois. A vitória parecia ter dono, quando Baguete foi aos boxes faltando 4 voltas. Seria então a 3ª vitória do Escocês voador? Não. A conta da Ganassi deve ter sido para 495 Milhas e Franchitti se arrastava na pista para não ter uma pane seca.

Finalmente o vencedor estava definido: JR Hildebrand. Um americano, vencendo as 500 Milhas, coisa quem não acontecia desde 2006 com Sam Hornish Jr. O público estava de pé, aplaudindo cada passagem de Hildebrand. A equipe já comemorava, e acho que até ele mesmo. Bandeira branca de última volta, curvas 1, 2, 3, 4 e... Bateu! Luciano da Valle já soltava a tão conhecida frase de Téo José: Não perde mais! Mas ao ver o retardatário Charlie Kimball na última curva, Hildebrand se afobou, tentou passá-lo e acabou saindo do traçado, indo parar na sujeira. O resultado, invariavelmente é o muro. E foi o que aconteceu. E para acrescentar mais emoção ainda à prova, Hildebrand cruzou a linha de chegada em 2º, se arrastando pela pista com o carro em frangalhos. Se Dan Wheldon estivesse um pouco mais distante, Hildebrand tinha ganho a prova mesmo assim. Mas corridas são corridas, e a vitória ficou com Wheldon. A sua 2ª nas 500 Milhas. E todas as glórias para ele. 500 Milhas é sinônimo de surpresa. Até mesmo na última volta ou na última curva. Ontem foi mais uma delas. Em 1989 Al Unser Jr. e Emmo Fittipaldi duelaram até a batida de Jr., na penúltima volta.

Mas o domingo ainda reservou outra supresa. Na Coca Cola 600, etapa da Nascar disputada no circuito oval de Charlotte, a liderança mudou de mãos na última curva. Dale Earnhardt Jr., filho do heptacampeão falecido em 2001 liderava a prova até a última curva, quando ficou sem combustível e deu a vitória a Kevin Harvick. Dale quebraria o hiato de 105 provas se vencer na categoria.

E como não lembrar do GP da Europa de 2005? Kimi Räikkönen liderava até a última volta, quando a suspensão da Mclaren estourou, fazendo cair um vitória quase certa. E quem comemorou foi Fernando Alonso, quem ao fim da temporada, seria o campeão.