"Um espaço reservado para falar das lembranças, histórias e episódios dos mais de 60 anos de Mil Milhas Brasileiras. E de outras coisas mais!"
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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Américo Bertini - três vezes terceiro lugar

Junto com o saudoso Camilo Christófaro Júnior, o piloto Américo Bertini é quem possui mais terceiros lugares na história das Mil Milhas Brasileiras, sendo este o único lugar frequentado por ele no pódio geral da prova. A lista de resultados é a seguinte, todos obtidos a bordo de modelos Chevrolet Opala Stock Car:

1983 - 3º lugar, com José Munhoz e Camilo Christófaro Júnior;
1984 - 3º lugar, com José Bel Camilo e Camilo Christófaro Júnior;
1985 - 3º lugar, com Neimer Helal e Camilo Christófaro Júnior;
1989 - 3º lugar, com Camilo Christófaro e Camilo Christófaro Júnior.

Na Stock Car, a carreira de Bertini foi mais discreta, tendo disputado apenas 03 corridas na temporada de 1984 (duas em Interlagos e outra em Brasília), com dois pontos marcados, deixando-o na 25ª posição entre os 73 pilotos que disputaram corridas naquele ano.

Hoje, 28 de fevereiro de 2026, comemoramos 16 anos de Blog da Mil Milhas. Um marca temporal especial, já que assim passamos a ter idade para estrear no automobilismo (rsrsrsrs). Mais que isso, o aniversário deste ano foi generoso conosco, já que ultrapassamos as 500 postagens nessa trajetória, além de termos tido a possibilidade de fazer a cobertura in loco das Mil Milhas de 2026.

Só temos a agradecer, principalmente a quem nos visita, compartilha as matérias e ainda nos traz histórias para contarmos aqui. Gratidão, queridos leitores, é uma satisfação enorme poder escrever essas páginas.


Registro da prova de 1985


quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Escuderia Lobo nas Mil Milhas de 1983

Se durante muitos anos a imagem que o público e os competidores de provas em Interlagos tinham da Escuderia Lobo era do próprio Lobo do Canindé ao volante, a partir dos anos 80 essa realidade mudou, quando a mítica figura de Camilo Christófaro passou a chefiar as atividades de boxe.

Fora das pistas, Camilo participou ativamente na preparação dos carros de seu filho, Camilinho, e de outros pilotos de renome, obtendo grande sucesso. Isso aconteceu, por exemplo, na 13º edição das Mil Milhas Brasileiras, disputada em 30 de janeiro de 1983.

Embora a vitória na geral não tenha vindo, a Escuderia Lobo conquistou a terceira posição na classificação geral, com o Chevrolet Opala nº 17 de Camilo Christófaro Júnior, José Luiz Munhoz e Américo Bertini Neto, que ficou seis voltas atrás do Volkswagen Passat Hot Car nº 9 de Valdir Silva/Vicente Correa/Fausto Wajchemberg. E ainda, conquistou o 6º lugar na geral, desta feita com o Chevrolet Opala nº 28 de Johannis Likoropoulus e Antônio Alexandre Filho, que completou 193 voltas.




segunda-feira, 26 de agosto de 2024

Camilo Christópharo Júnior (Camilinho) - 1953 - 2024

Na última quarta-feira, dia 21 de agosto de 2024, o automobilismo brasileiro recebeu consternado a triste notícia do falecimento do piloto, preparador e chefe de equipe, Camilo Christópharo Júnior, o "Lobinho do Canindé". E por uma lógica que só a inteligência maior pode explicar, um dia antes (20 de agosto) completaram-se 29 anos do falecimento do Lobo do Canindé, Camilo Christópharo. A causa da morte foi um câncer descoberto recentemente, em estágio avançado (metástase), que não lhe deu maiores chances de defesa.

Em diversas ocasiões, a carreira de Camilinho foi destaque em nosso blog, como no especial sobre sua carreira na Stock Car e o destaque para as quatro oportunidades em que alcançou a 3ª posição na classificação geral das Mil Milhas Brasileiras. E falar sobre a sua descendência no automobilismo, seria no mínimo redundante, diante dos grandes feitos de seu tio-avô Chico Landi, seu pai e da tradicional Escuderia Lobo, cujo nome foi inspirado em um pedido seu (O lobo veio de um desenho animado que Camilinho gostava quando criança, que terminou sendo pintado na carroceria da lendária carretera 18.

Fica aqui então a nossa homenagem para o grande ser humano e profissional que foi, que deixará muitas saudades em seus familiares, amigos, colegas de pista e admiradores, dentre os quais me incluo.

 Um até logo, Camilinho. Agora você está ao lado do Lobo do Canindé, para matar as saudades.




quinta-feira, 31 de março de 2022

A estréia do Chevrolet Omega em 1993

Posso dizer com toda a segurança que o Chevrolet Opala é o maior clássico genuinamente nacional, tamanha a legião de fãs conquistada pelo modelo desde que o primeiro exemplar saiu da linha de produção, em 1968. Só que o fim da linha para o querido sedã (com variações de carroceria coupê e station wagon) ocorreu em 1992, quando deu lugar a um modelo muito mais inovador tecnologicamente, mas que carregava no cofre do motor, o DNA de seu antecessor. Trata-se do Chevrolet Omega.

Utilizado na Stock Car a partir de 1994, a Chevrolet utilizou o Omega na temporada 1993 como um protótipo de testes do que viria a enfrentar a partir do ano seguinte. E fez bonito, pois o exemplar tocado por Eduardo Pimenta e Camillo Christófaro Jr. venceu o Campeonato Paulista de Endurance daquele ano, conquistando a vitória na prova 300 Milhas de Interlagos.

Mas o pontapé inicial dessa história ocorreu em janeiro de 1993, quando o carro foi inscrito nas Mil Milhas daquele ano. A preparação mecânica ficou a cargo da Escuderia Lobo, sendo obtidos cerca de 300 cavalos de potência, cujo trabalho fora suavizado pelo alívio de peso na carroceria (para-choques, para-lamas e capô foram trocados por peças feitas de fibra de vidro) de 400 kg.

Na prova, o Omega andou muito bem até enfrentar problemas com o tanque de combustível, instalado na posição entre eixos, cujas soldas acabaram soltando e provocando sério vazamento de combustível. Após algumas horas parado para reparos, a equipe mandou o bólido de volta para a pista, com tempo e performance suficientes para conquistar a 13ª posição na classificação geral, da prova que pela primeira vez era vencida por um exemplar da marca Porsche.

Em 1994, às vésperas de estrear pela Stock, o Omega foi novamente inscrito nas Mil Milhas, desta feita tendo como pilotos o trio Eduardo Pimenta/Camillo Christófaro Jr./José Barreiro. Ao final da disputa, 10ª posição na geral, com 321 voltas completadas.

E desde então, todas as edições posteriores tiveram ao menos 01 Omega, com exceção do ano de 2007 (neste ano apenas veículos importados competiram), sempre com boas atuações e confiabilidade, o que o torna um dos clássicos não só da indústria, mas também do automobilismo nacional.







quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Carretera Chevrolet Corvette de Camillo Christófaro

Queridos leitores. Trago para vocês uma foto exclusiva de um dos maiores carros do nosso automobilismo. Trata-se da Carretera Chevrolet Corvette nº 18 de Camillo Christófaro, o "Lobo do Canindé", que fora construída tendo como base o primeiro carro de Camillo, um Chevrolet 1937.

O bólido começou a ser construído em meados de 1963, e contava, além do poderoso motor Corvette 8 cilindros 5.4 litros alimentado por 4 carburadores duplos, com seção traseira (incluindo a suspensão completa) e câmbio da Ferrari 250 GTO, chassi encurtado em 18 centímetros e carroceria com teto rebaixado, com utilização de alumínio em vários pontos.

Ficha completa do carro disponível neste link


terça-feira, 10 de outubro de 2017

Série Nomes que fizeram/fazem a história da Stock Car - Parte XIV: Camilo Christófaro Júnior


Prosseguindo na série sobre os pilotos que escreveram seu nome na história da Stock Car, falaremos hoje de um piloto com sobrenome histórico no esporte a motor do Brasil. Trata-se de Camilo Christófaro Júnior, o Camilinho, filho do lendário Lobo do Canindé.

Sua história nas pistas começou em meados de 1973, nas provas de estreantes disputadas em Interlagos. Na Stock, fez sua estréia em 1979, mais precisamente na 8ª etapa, disputada em Interlagos, no dia 30 de setembro. Ao final da temporada, marcou 7 pontos.

Ausente entre as temporadas de 1980 e 1982, voltou à categoria em 1983, na 3ª etapa daquele ano, disputada em Interlagos. O saldo daquele ano foram 11 pontos marcados. Entre idas e vindas na categoria, disputou 33 provas, tendo como melhores resultados o 2º lugar conquistado em Interlagos e o 3º lugar em Guaporé, na temporada de 1993, quando correu em dupla com Paulo Gomes e terminou o campeonato na 6ª posição. A sua última prova na categoria fora a 1ª etapa de 1994, disputada em Goiânia, novamente em dupla com Paulão Gomes.

Em se tratando de Mil Milhas, o desempenho de Camilinho se mostra bem mais destacado. Foram várias participações, sendo a primeira em 1981, quando obteve o 6º lugar na geral, formando trio com José Carlos Dias e Cláudio Dudus na condução do Opala nº 17. Dentre as demais participações, sempre de Chevrolet Opala, podemos destacar:

1983 - 3º lugar, com José Munhoz e Américo Bertini;
1984 - 3º lugar, com José Bel Camilo e Américo Bertini;
1985 - 3º lugar, com Neimer Helal e Américo Bertini;
1989 - 3º lugar, com seu pai, Camilo Christófaro e Américo Bertini.

A última participação de Camilo em uma Mil Milhas ocorreu em 1994, quando disputou a prova em dois carros, um Opala, repetindo o trio de 10 anos antes (com José Bel Camilo e Américo Bertini) e no estreante Omega, com Dudu Pimenta e José Barreiro. O Opala terminou na 7ª colocação, com 323 voltas completadas, enquanto o Omega terminou em 10º, com 321 voltas.

A partir de então, passa a se dedicar totalmente à sua equipe, a Escuderia Lobo, que durante muito tempo disputou provas na Stock Light e no Paulista de Super Stock, enquanto que em meados de 2012, passou a chefiar a equipe oficial da Iveco na Fórmula Truck. Com os brutos, fora campeão brasileiro e sul-americano em 2013 com Beto Monteiro, e em razão da cisão da categoria, passou neste ano para a Copa Truck, quando venceu a Copa Centro-Oeste (torneio intermediário, formado pelas etapas de Goiânia e Campo Grande), novamente no apoio a Beto Monteiro.












segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Festivais de Velocidade - CTA de São José dos Campos


As provas de velocidade final sempre foram atraentes, sobretudo pelo desafio da velocidade e da superação de recordes. No Brasil, desde a década de 30, são realizadas provas desse tipo, sendo que a primeira tentativa de estabelecer o recorde de velocidade final em quilômetro lançado ocorreu em 1937, quando a equipe Alemã Auto Union veio para o Brasil para disputar o GP da Gávea, e aproveitou para levar seus Auto Union Type C para um trecho de reta em Jacarepaguá, em busca de estabelecer a melhor marca em quilômetro lançado no país.

Passada a fase inicial, chegamos à década de 60, quando o Carcará (Protótipo DKW-Vemag 1000 cc de 104 hp) alcançou a média de 213 km/h num trecho da rodovia Rio - Santos (hoje Avenida das Américas, Barra da Tijuca, RJ) em junho de 1966. Em 1970, na ocasião da inauguração da raia olímpica da Marginal Pinheiros, foi realizada pelo jornal Estado de São Paulo uma outra prova de velocidade final, que por sua vez teve como vencedor o lendário Camilo Christófaro, no comando de sua tradicional carretera Chevrolet Corvette V8. A média de Camilão foi de 236,73 km/h, vencendo inclusive o carro mais rápido do mundo na época, o Lamborghini Miura P400S, que chegou a 224,41 km/h, num trecho de 3 km para acelerar, fazer a medição e desacelerar. Com o passar do tempo, as provas de medição de velocidade iam revelando novas marcas, cada vez mais altas. Entretanto, faltava uniformidade quanto à extensão da pista e regras da medição.

Essa uniformidade só foi alcançada na década de 90, quando o Auto Union DKW Clube do Brasil passou a promover o Festival de Recordes, disputado na pista da base aérea de São José dos Campos - pista com 60 m de largura e 3 km de comprimento, lisa e plana - cuja primeira edição data de 1994. Naquele ano, o vencedor foi o De Tomaso Pantera V8 6.6 - motor com cabeçotes e bloco de alumínio - de Edgar Mattar, que registrou 250,50 km/h de média  - ida e volta no quilômetro lançado, com 1 km para acelerar após largada estática e 1 km para desacelerar.

Em 1995 o vencedor foi novamente um Pantera, esse pertencente ao saudoso Fábio Steinbruch e que tinha motor V8 351 5.7 litros, com bloco original de ferro fundido. Relatos da época dão conta que o ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf, participou desta edição com um Mitsubishi (não foi possível apurar qual era o modelo), que alcançou a média de 231 km/h.

No ano de 1996, a melhor marca foi registrada pelo Opala V8 6.6 1983 de Guido Borlenghi, carro este que foi tema de umas das primeiras postagens deste blog. O propulsor, um V8 da Nascar, aliado ao alívio de peso e preparação de suspensão e câmbio, fez com que o Opalão chegasse a 274,60 km/h de média, o recorde nacional até então. Recorde este que durou até 2002, como veremos mais a diante. Neste ano, a prova teve 54 carros inscritos e alguns dos recordes registrados na ocasião perduraram durante muito tempo entre as 10 melhores marcas. Entre os concorrentes, estava Débora Correia, a única mulher que disputou a prova. Com seu Mitsubishi Eclipse, terminou na 26ª posição com a média de 212,5 km/h.

Em virtude dos acidentes aéreos com voos da TAM em 1996 (Fokker 100 voo TAM 402 em 31/10/1996) e 1997 (Fokker 100 voo 283 em 09/07/1997), a pista não foi mais liberada, pois as autoridades temiam novas ocorrências em que fosse necessário o uso emergencial da pista. Assim, outra edição do festival só foi disputada em junho de 2003.

Antes de 2003, mais precisamente em abril do ano anterior, a então estreante revista Full Power promoveu uma nova tentativa de quebra de recorde, com o piloto argentino radicado no Brasil, Alejandro Sanchez. Ao volante de um Porsche 993 biturbo 3.8 - com cerca de 700 cv de potência -, Alejandro obteve a média de 306,222 km/h na rodovia SP - 75, quebrando o recorde nacional.

Em maio de 2003 uma nova edição do Festival de Recordes foi realizada, na base de São José dos Campos. 46 carros foram inscritos no total, sem divisão em categorias, apenas com a distinção de carro de pista ou rua, para efeito de possíveis empates. Belas e potentes máquinas foram inscritas, em busca de grandes marcas de velocidade, fazendo um grande espetáculo. Entre os destaques estavam carros como:

Jaguar XJS Le Mans V12 7.0 1991 - Preparado pela empresa Lister, o carro inglês chamava atenção pelo tamanho do potente motor de 12 cilindros, auxiliado por duas turbinas e injeção de óxido nitroso (que não funcionou na volta do quilômetro lançado), que rendia cerca de 700 cavalos.

Porsche 993 1996 - Depois de ter quebrado o recorde nacional em 2002, o piloto Alejandro Sanchez realizou modificações em seu bólido alemão, a fim de obter mais potência e eficiência na transmissão de toda a força do motor 3.8 biturbo. Para tanto, o comando de válvulas foi trocado e as relações do câmbio foram alongadas. O resultado foi outro recorde, desta vez com a marca de 310.66 km/h.

Chevrolet Corvette ZR1 V8 6.0 - O Corvette da família Pimenta participou das medições de velocidade em São José dos Campos desde os anos 90, mas sua melhor marca foi registrada na última participação, em 2003. Na ocasião, o esportivo americano aparentava ter tudo para chegar perto do recorde de Alejandro Sanchez, pois em uma de suas passagens, chegou a passar da marca de 300 km/h. Mas infelizmente numa das medições, o capô de fibra se soltou, danificando o para-brisa e componentes do motor. Então a equipe teve a idéia de retirar todos os vidros, como forma de diminuir o arrasto aerodinâmico causado pela quebra do para-brisa. Entretanto, as marcas de velocidade pioraram um pouco, mas foram suficientes para a conquista da 4ª posição na prova. O V8 aspirado empurrava muito, e se não fosse o capô solto, era para brigar no mínimo pelo 2º lugar.

De Tomaso Pantera GTS - Um belo esportivo italiano, o exemplar de Ricardo Malanga era muito bem montado, com equipamentos de primeira para dar alta performance ao V8. Mas esse carro foi protagonista de um incidente que deixou tristes todos os amantes de esportivos clássicos. Numa das puxadas, o radiador de óleo do câmbio de 5 marchas bateu no chão, pois ficava instalado em uma posição muito baixa. Alguns metros depois da largada, a embreagem simplesmente explodiu, quebrando o volante do motor e causando um pequeno incêndio, pois pedaços de peças cortaram uma mangueira de combustível, que caiu em partes quentes do motor. Felizmente os prejuízos não foram grandes, pois o fogo foi controlado rapidamente.

A última edição do evento foi realizada em outubro de 2006, e contou apenas com 18 carros, dos quais 13 fizeram medições oficiais (quilômetro lançado). O número baixo de participantes foi consequência da instabilidade do clima no dia da prova, o que afastou muita gente de correr. Entretanto, alguns carros conquistaram ótimas marcas, suficientes para levá-los ao ranking dos melhores. Vejamos:

Toyota Supra Turbo 3.0 1995 - Pilotado por Isnard Cardoso, o esportivo japonês alcançou a média de 293,57 km/h, ficando atrás apenas do Porsche recordista de Alejandro Sanchez, inclusive no ranking geral.

Jaguar Le Mans XJS V12 7.0 1991 - Novamente o Lister de Luiz Carlos Roque apareceu na prova de medição, e fez bonito, ao conquistar a 3ª marca com 269,63 km/h. Cabe ressaltar que este bólido registrou a maior velocidade final da prova, quando alcançou 312,69 km/h na volta. Entretanto, tal marca foi posta em dúvida, pois o próprio piloto afirma que a embreagem do Lister não estava funcionando corretamente, e assim, seria impossível atingir mais de 300 km/h.

Desde 2009, outros eventos, com regras e critérios diferentes, têm sido realizados no Brasil, como por exemplo o Driver Cup 3/4 Mile, na pista de testes da TRW, em Limeira (SP), e o Standing Mile, na pista da Embraer, localizada em Araraquara (SP). Nestas provas, as velocidades atingidas são bem maiores, porém, como dito anteriormente, os critérios de medição e distância cronometrada são diferentes, o que inviabiliza qualquer comparação. Entretanto, algumas medições têm sido feitas levando em consideração as regras do quilômetro lançado, tanto que o recorde de Alejandro e Porsche foi quebrado em 2012, pelo Nissan GT-R de Marcelo Magnani (328.98 km/h) e pelo Porsche 911 GT3 de André Navarro (326.775).

Quadro geral:

1. Marcelo Magnani - Nissan GT-R - 328.98 (Driver Cup 2012)
2. André Navarro - Porsche 911 GT3 Bi-Turbo - 326.775 - (Driver Cup 2012)

3. Alejandro Sanchez - Porsche 993 Bi-Turbo 3.8 1996 - 310.66 (2003)
4. Décio de Faria Lima Filho - Mitsubishi Lancer Evo VII - 290.887 (Driver Cup 2012)
5. André Carrilo - Chevrolet Corvette C6 Z06 - 290.491 (Driver Cup 2012)
6. Sidney Frigo - Lamborghini Superleggera - 289.340 (Driver Cup 2009)
7. Fábio Sotto Mayor - Opala Stock Car - 303.10 (1991)*
8. Isnard Cardoso - Toyota Supra - 293.57 (2006)
9. Antonio Luís de Freitas - Porsche 911 Bi-Turbo 3.8 - 283.64 (2003)
10. Alejandro Sanchez - Nissan 300ZX Bi-Turbo 3.0 - 280.50 (2003)
11. Dimas de Melo Pimenta Filho - Nissan GT-R - 279.023 (Driver Cup 2012)
12. Guido Borlenghi - Chevrolet Opala V8 5.9 1983 - 274.60 (1996) 
13. Geraldo Jafet Filho - Nissan 300ZX Bi-Turbo 3.0 1995 - 272.21 (1996) 
14. Fabio Steinbruch - De Tomaso Pantera 5.7 1974 - 270.25 (1996)
15. Luiz Carlos Roque - Jaguar XJS Lister Le Mans - 269.63 (2006) 
16. José Roberto Venezian - Porsche 993 BiTurbo 3.8 1995 - 267.16 (1996) 
17. Ricardo Malanga - Ford Mustang GT 6.6 1995 - 266.77 (1996) 
18. Dimas de Melo Pimenta - Chevrolet Corvette 5.7 - 264.20 (2003)
19. Bugatti EB 110 V12 Quadriturbo 263.97 (2002)** 
20. Francisco Lopes - Santa Matilde Turbo 4.1 1985 - 263.25 (1996) 
21. Alexandre Martins - Chevrolet Caravan Turbo 4.1 1978 - 261.72 (1996)
22. Antonio Luís de Freitas - Chevrolet Opala Turbo 4.1 1976 - 261.06 (1996)
23. Márcio Roberto Cardoso - Mitsubishi 3000 GT-VR4 - 260.06 (2006)
24. Roberto Sammed - Porsche 993 Bi-Turbo 3.8 - 259.07 (2003)
25. Julio Penteado - De Tomaso Pantera 7.0 1974 - 257.20 (1996)
26. Luis F. Batistinha - Ford Mustang GT 5.7 1966 - 256.32 (1996)
27. Pedro Ometto Neto - Lamborghini Diablo VT 5.7 1995 - 255.77 (1996)
28. Alberto Trivellato - De Tomaso Pantera 6.6 - 254.82 (2003)
29. Edgar Mattar - De Tomaso Pantera 6.6 1974 - 253.34 (1996)
30. Amir Efrahim - Alfa 164 Turbo 3.0 1994 - 252.45 (1996)
31. Renato Rossini Gouveia - Chevrolet Camaro LT 5.7 1973 - 252.37 (1996)
32. David Lopes - Opel Calibra - 251.27 (2006)
33. Fernando Luiz - Chevrolet Camaro Z28 5.7 1993 - 250.17 (1996)
34. Eduardo Bernasconi - Nissan 300ZX BiTurbo 3.0 - 248.05 (2003)
35. Adriano Baccari - Chevrolet Camaro Z28 5.7 - 245.30 (2003)
36. Geraldo Jafet Filho - Lister Jaguar Le Mans V12 6.0 - 244.85 (2003)
37. Roberto Sammed - Ferrari 355 TS 3.5 1995 - 244.15 (1996)
38. Alfredo Borba Filho - Chevrolet Camaro SS 5.7 1968 - 242.51 (1996)
39. Leopoldo Alves - Dodge Viper R/T 8.0 1995 - 241.53 (1996)
40. Ruy Carlos de Araújo - Ford Mustang GT 5.0 1968 - 239.76 (1996)
41. Mário Fernal - Porsche 993 Bi-Turbo 3.8 - 239.60 (2006)
42. Norman Casari - Casari Ford V8 4.8 - 238.98 (1991)*
43. Sergio Mattos - Ford GT 40 5.0 - 238.16 (1972)*** 
44. José A. Marx - Porsche 993 Turbo S 3.6 - 237.37 (2003)
45. Camilo Christofaro - Carretera Chevrolet Corvette 4.5 - 236.74 (1970)** 
46. Luis Pereira Bueno - Porsche 908/2 V8 3.0 - 236.51 (1972)*** 
47. Euclides Aranha - De Tomaso Pantera 5.7 1972 - 236.11 (2003)
48. Silvio Robles - BMW M5 V8 - 233.6 (2003) 
49.Adriano Baccari - Chevrolet Camaro Z28 5.7 - 230.85 (1996)
50. Mario Hoffsteter - Ferrari 355 3.5 - 230.41 (2003)
51. Ingu Gil - Chevrolet Camaro Z28 5.7 - 230.40 (1996)
52. Luis F. Batistinha - Ford Maverick GT 5.0 - 230.19 (2003)
53. Alexandre F. Costa - Ford Maverick GT 5.0 - 228.28 (1996)
54. Silvio R. Foz - Toyota Supra Turbo 3.0 - 228.28 (1996)
55. Amir Efrahim - Subaru Impreza Turbo 2.2 - 228.19 (2003)
56. Marcelo Romero - Chevrolet Corvette 5.7 - 228.06 (1995)
57. Fernando C. Ferreira - Chevrolet Camaro Z28 5.7 - 227.78 (1996)
58. Marco Antônio Pellucio - Audi RS2 - 227.75 (2006)
59. José A Marques - Porsche 911 Turbo 3.3 - 227.56 (1996)
60. Roberto “Coruja” Amaral - BMW M5 3.5 - 224.86 (1995)
61. Alberto Trivellato - Chevrolet Chevette 4.1 - 224.86 (1996)
62. Alcides Diniz - Lamborghini Miura P400 4.0 - 224.41 (1970)** 
63. Fabio Steinbruch - Dodge Challenger 426 7.0 - 224.13 (2003) 
64. Marcelo Aldino - Chevrolet Camaro Z28 - 223.4 (2003)

* Recordes estabelecidos em trechos de 4 km de extensão

** Recordes estabelecidos na prova da marginal Pinheiros, em trecho de 3 km.

*** Recordes estabelecidos em trecho de 2 km de extensão

Lamborghini do saudoso Alcides Diniz na prova da marginal Pinheiros
Santa Matilde de Franciso Lopes, em 1996



Reportagem retirada da Revista Full Power nº 02, de maio de 2002 (Editora B7) - Todos os direitos reservados ao Autor
 Prova de 2003:















Prova de 2006:


















Bugatti EB 110 V12 - Um "patinho feio" que andava muuito, graças às quatro turbinas que sobrealimentavam o motor