Junto com o saudoso Camilo Christófaro Júnior, o piloto Américo Bertini é quem possui mais terceiros lugares na história das Mil Milhas Brasileiras, sendo este o único lugar frequentado por ele no pódio geral da prova. A lista de resultados é a seguinte, todos obtidos a bordo de modelos Chevrolet Opala Stock Car:
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Américo Bertini - três vezes terceiro lugar
quinta-feira, 2 de janeiro de 2025
Escuderia Lobo nas Mil Milhas de 1983
Se durante muitos anos a imagem que o público e os competidores de provas em Interlagos tinham da Escuderia Lobo era do próprio Lobo do Canindé ao volante, a partir dos anos 80 essa realidade mudou, quando a mítica figura de Camilo Christófaro passou a chefiar as atividades de boxe.
Fora das pistas, Camilo participou ativamente na preparação dos carros de seu filho, Camilinho, e de outros pilotos de renome, obtendo grande sucesso. Isso aconteceu, por exemplo, na 13º edição das Mil Milhas Brasileiras, disputada em 30 de janeiro de 1983.
Embora a vitória na geral não tenha vindo, a Escuderia Lobo conquistou a terceira posição na classificação geral, com o Chevrolet Opala nº 17 de Camilo Christófaro Júnior, José Luiz Munhoz e Américo Bertini Neto, que ficou seis voltas atrás do Volkswagen Passat Hot Car nº 9 de Valdir Silva/Vicente Correa/Fausto Wajchemberg. E ainda, conquistou o 6º lugar na geral, desta feita com o Chevrolet Opala nº 28 de Johannis Likoropoulus e Antônio Alexandre Filho, que completou 193 voltas.
segunda-feira, 26 de agosto de 2024
Camilo Christópharo Júnior (Camilinho) - 1953 - 2024
Na última quarta-feira, dia 21 de agosto de 2024, o automobilismo brasileiro recebeu consternado a triste notícia do falecimento do piloto, preparador e chefe de equipe, Camilo Christópharo Júnior, o "Lobinho do Canindé". E por uma lógica que só a inteligência maior pode explicar, um dia antes (20 de agosto) completaram-se 29 anos do falecimento do Lobo do Canindé, Camilo Christópharo. A causa da morte foi um câncer descoberto recentemente, em estágio avançado (metástase), que não lhe deu maiores chances de defesa.
Em diversas ocasiões, a carreira de Camilinho foi destaque em nosso blog, como no especial sobre sua carreira na Stock Car e o destaque para as quatro oportunidades em que alcançou a 3ª posição na classificação geral das Mil Milhas Brasileiras. E falar sobre a sua descendência no automobilismo, seria no mínimo redundante, diante dos grandes feitos de seu tio-avô Chico Landi, seu pai e da tradicional Escuderia Lobo, cujo nome foi inspirado em um pedido seu (O lobo veio de um desenho animado que Camilinho gostava quando criança, que terminou sendo pintado na carroceria da lendária carretera 18.
Fica aqui então a nossa homenagem para o grande ser humano e profissional que foi, que deixará muitas saudades em seus familiares, amigos, colegas de pista e admiradores, dentre os quais me incluo.
Um até logo, Camilinho. Agora você está ao lado do Lobo do Canindé, para matar as saudades.
quinta-feira, 31 de março de 2022
A estréia do Chevrolet Omega em 1993
Posso dizer com toda a segurança que o Chevrolet Opala é o maior clássico genuinamente nacional, tamanha a legião de fãs conquistada pelo modelo desde que o primeiro exemplar saiu da linha de produção, em 1968. Só que o fim da linha para o querido sedã (com variações de carroceria coupê e station wagon) ocorreu em 1992, quando deu lugar a um modelo muito mais inovador tecnologicamente, mas que carregava no cofre do motor, o DNA de seu antecessor. Trata-se do Chevrolet Omega.
Utilizado na Stock Car a partir de 1994, a Chevrolet utilizou o Omega na temporada 1993 como um protótipo de testes do que viria a enfrentar a partir do ano seguinte. E fez bonito, pois o exemplar tocado por Eduardo Pimenta e Camillo Christófaro Jr. venceu o Campeonato Paulista de Endurance daquele ano, conquistando a vitória na prova 300 Milhas de Interlagos.
Mas o pontapé inicial dessa história ocorreu em janeiro de 1993, quando o carro foi inscrito nas Mil Milhas daquele ano. A preparação mecânica ficou a cargo da Escuderia Lobo, sendo obtidos cerca de 300 cavalos de potência, cujo trabalho fora suavizado pelo alívio de peso na carroceria (para-choques, para-lamas e capô foram trocados por peças feitas de fibra de vidro) de 400 kg.
Na prova, o Omega andou muito bem até enfrentar problemas com o tanque de combustível, instalado na posição entre eixos, cujas soldas acabaram soltando e provocando sério vazamento de combustível. Após algumas horas parado para reparos, a equipe mandou o bólido de volta para a pista, com tempo e performance suficientes para conquistar a 13ª posição na classificação geral, da prova que pela primeira vez era vencida por um exemplar da marca Porsche.
Em 1994, às vésperas de estrear pela Stock, o Omega foi novamente inscrito nas Mil Milhas, desta feita tendo como pilotos o trio Eduardo Pimenta/Camillo Christófaro Jr./José Barreiro. Ao final da disputa, 10ª posição na geral, com 321 voltas completadas.
E desde então, todas as edições posteriores tiveram ao menos 01 Omega, com exceção do ano de 2007 (neste ano apenas veículos importados competiram), sempre com boas atuações e confiabilidade, o que o torna um dos clássicos não só da indústria, mas também do automobilismo nacional.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022
Carretera Chevrolet Corvette de Camillo Christófaro
Queridos leitores. Trago para vocês uma foto exclusiva de um dos maiores carros do nosso automobilismo. Trata-se da Carretera Chevrolet Corvette nº 18 de Camillo Christófaro, o "Lobo do Canindé", que fora construída tendo como base o primeiro carro de Camillo, um Chevrolet 1937.
O bólido começou a ser construído em meados de 1963, e contava, além do poderoso motor Corvette 8 cilindros 5.4 litros alimentado por 4 carburadores duplos, com seção traseira (incluindo a suspensão completa) e câmbio da Ferrari 250 GTO, chassi encurtado em 18 centímetros e carroceria com teto rebaixado, com utilização de alumínio em vários pontos.
Ficha completa do carro disponível neste link
terça-feira, 10 de outubro de 2017
Série Nomes que fizeram/fazem a história da Stock Car - Parte XIV: Camilo Christófaro Júnior
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Festivais de Velocidade - CTA de São José dos Campos
Em maio de 2003 uma nova edição do Festival de Recordes foi realizada, na base de São José dos Campos. 46 carros foram inscritos no total, sem divisão em categorias, apenas com a distinção de carro de pista ou rua, para efeito de possíveis empates. Belas e potentes máquinas foram inscritas, em busca de grandes marcas de velocidade, fazendo um grande espetáculo. Entre os destaques estavam carros como:
Jaguar XJS Le Mans V12 7.0 1991 - Preparado pela empresa Lister, o carro inglês chamava atenção pelo tamanho do potente motor de 12 cilindros, auxiliado por duas turbinas e injeção de óxido nitroso (que não funcionou na volta do quilômetro lançado), que rendia cerca de 700 cavalos.
Porsche 993 1996 - Depois de ter quebrado o recorde nacional em 2002, o piloto Alejandro Sanchez realizou modificações em seu bólido alemão, a fim de obter mais potência e eficiência na transmissão de toda a força do motor 3.8 biturbo. Para tanto, o comando de válvulas foi trocado e as relações do câmbio foram alongadas. O resultado foi outro recorde, desta vez com a marca de 310.66 km/h.
Chevrolet Corvette ZR1 V8 6.0 - O Corvette da família Pimenta participou das medições de velocidade em São José dos Campos desde os anos 90, mas sua melhor marca foi registrada na última participação, em 2003. Na ocasião, o esportivo americano aparentava ter tudo para chegar perto do recorde de Alejandro Sanchez, pois em uma de suas passagens, chegou a passar da marca de 300 km/h. Mas infelizmente numa das medições, o capô de fibra se soltou, danificando o para-brisa e componentes do motor. Então a equipe teve a idéia de retirar todos os vidros, como forma de diminuir o arrasto aerodinâmico causado pela quebra do para-brisa. Entretanto, as marcas de velocidade pioraram um pouco, mas foram suficientes para a conquista da 4ª posição na prova. O V8 aspirado empurrava muito, e se não fosse o capô solto, era para brigar no mínimo pelo 2º lugar.
De Tomaso Pantera GTS - Um belo esportivo italiano, o exemplar de Ricardo Malanga era muito bem montado, com equipamentos de primeira para dar alta performance ao V8. Mas esse carro foi protagonista de um incidente que deixou tristes todos os amantes de esportivos clássicos. Numa das puxadas, o radiador de óleo do câmbio de 5 marchas bateu no chão, pois ficava instalado em uma posição muito baixa. Alguns metros depois da largada, a embreagem simplesmente explodiu, quebrando o volante do motor e causando um pequeno incêndio, pois pedaços de peças cortaram uma mangueira de combustível, que caiu em partes quentes do motor. Felizmente os prejuízos não foram grandes, pois o fogo foi controlado rapidamente.
A última edição do evento foi realizada em outubro de 2006, e contou apenas com 18 carros, dos quais 13 fizeram medições oficiais (quilômetro lançado). O número baixo de participantes foi consequência da instabilidade do clima no dia da prova, o que afastou muita gente de correr. Entretanto, alguns carros conquistaram ótimas marcas, suficientes para levá-los ao ranking dos melhores. Vejamos:
Toyota Supra Turbo 3.0 1995 - Pilotado por Isnard Cardoso, o esportivo japonês alcançou a média de 293,57 km/h, ficando atrás apenas do Porsche recordista de Alejandro Sanchez, inclusive no ranking geral.
Jaguar Le Mans XJS V12 7.0 1991 - Novamente o Lister de Luiz Carlos Roque apareceu na prova de medição, e fez bonito, ao conquistar a 3ª marca com 269,63 km/h. Cabe ressaltar que este bólido registrou a maior velocidade final da prova, quando alcançou 312,69 km/h na volta. Entretanto, tal marca foi posta em dúvida, pois o próprio piloto afirma que a embreagem do Lister não estava funcionando corretamente, e assim, seria impossível atingir mais de 300 km/h.
Desde 2009, outros eventos, com regras e critérios diferentes, têm sido realizados no Brasil, como por exemplo o Driver Cup 3/4 Mile, na pista de testes da TRW, em Limeira (SP), e o Standing Mile, na pista da Embraer, localizada em Araraquara (SP). Nestas provas, as velocidades atingidas são bem maiores, porém, como dito anteriormente, os critérios de medição e distância cronometrada são diferentes, o que inviabiliza qualquer comparação. Entretanto, algumas medições têm sido feitas levando em consideração as regras do quilômetro lançado, tanto que o recorde de Alejandro e Porsche foi quebrado em 2012, pelo Nissan GT-R de Marcelo Magnani (328.98 km/h) e pelo Porsche 911 GT3 de André Navarro (326.775).
Quadro geral:
1. Marcelo Magnani - Nissan GT-R - 328.98 (Driver Cup 2012)
2. André Navarro - Porsche 911 GT3 Bi-Turbo - 326.775 - (Driver Cup 2012)
9. Antonio Luís de Freitas - Porsche 911 Bi-Turbo 3.8 - 283.64 (2003)
12. Guido Borlenghi - Chevrolet Opala V8 5.9 1983 - 274.60 (1996)
13. Geraldo Jafet Filho - Nissan 300ZX Bi-Turbo 3.0 1995 - 272.21 (1996)
14. Fabio Steinbruch - De Tomaso Pantera 5.7 1974 - 270.25 (1996)
17. Ricardo Malanga - Ford Mustang GT 6.6 1995 - 266.77 (1996)
18. Dimas de Melo Pimenta - Chevrolet Corvette 5.7 - 264.20 (2003)
21. Alexandre Martins - Chevrolet Caravan Turbo 4.1 1978 - 261.72 (1996)
22. Antonio Luís de Freitas - Chevrolet Opala Turbo 4.1 1976 - 261.06 (1996)
24. Roberto Sammed - Porsche 993 Bi-Turbo 3.8 - 259.07 (2003)
25. Julio Penteado - De Tomaso Pantera 7.0 1974 - 257.20 (1996)
26. Luis F. Batistinha - Ford Mustang GT 5.7 1966 - 256.32 (1996)
27. Pedro Ometto Neto - Lamborghini Diablo VT 5.7 1995 - 255.77 (1996)
28. Alberto Trivellato - De Tomaso Pantera 6.6 - 254.82 (2003)
29. Edgar Mattar - De Tomaso Pantera 6.6 1974 - 253.34 (1996)
30. Amir Efrahim - Alfa 164 Turbo 3.0 1994 - 252.45 (1996)
31. Renato Rossini Gouveia - Chevrolet Camaro LT 5.7 1973 - 252.37 (1996)
33. Fernando Luiz - Chevrolet Camaro Z28 5.7 1993 - 250.17 (1996)
34. Eduardo Bernasconi - Nissan 300ZX BiTurbo 3.0 - 248.05 (2003)
35. Adriano Baccari - Chevrolet Camaro Z28 5.7 - 245.30 (2003)
36. Geraldo Jafet Filho - Lister Jaguar Le Mans V12 6.0 - 244.85 (2003)
37. Roberto Sammed - Ferrari 355 TS 3.5 1995 - 244.15 (1996)
38. Alfredo Borba Filho - Chevrolet Camaro SS 5.7 1968 - 242.51 (1996)
39. Leopoldo Alves - Dodge Viper R/T 8.0 1995 - 241.53 (1996)
40. Ruy Carlos de Araújo - Ford Mustang GT 5.0 1968 - 239.76 (1996)
42. Norman Casari - Casari Ford V8 4.8 - 238.98 (1991)*
43. Sergio Mattos - Ford GT 40 5.0 - 238.16 (1972)***
44. José A. Marx - Porsche 993 Turbo S 3.6 - 237.37 (2003)
45. Camilo Christofaro - Carretera Chevrolet Corvette 4.5 - 236.74 (1970)**
46. Luis Pereira Bueno - Porsche 908/2 V8 3.0 - 236.51 (1972)***
47. Euclides Aranha - De Tomaso Pantera 5.7 1972 - 236.11 (2003)
48. Silvio Robles - BMW M5 V8 - 233.6 (2003)
50. Mario Hoffsteter - Ferrari 355 3.5 - 230.41 (2003)
51. Ingu Gil - Chevrolet Camaro Z28 5.7 - 230.40 (1996)
52. Luis F. Batistinha - Ford Maverick GT 5.0 - 230.19 (2003)
53. Alexandre F. Costa - Ford Maverick GT 5.0 - 228.28 (1996)
54. Silvio R. Foz - Toyota Supra Turbo 3.0 - 228.28 (1996)
55. Amir Efrahim - Subaru Impreza Turbo 2.2 - 228.19 (2003)
56. Marcelo Romero - Chevrolet Corvette 5.7 - 228.06 (1995)
57. Fernando C. Ferreira - Chevrolet Camaro Z28 5.7 - 227.78 (1996)
59. José A Marques - Porsche 911 Turbo 3.3 - 227.56 (1996)
60. Roberto “Coruja” Amaral - BMW M5 3.5 - 224.86 (1995)
61. Alberto Trivellato - Chevrolet Chevette 4.1 - 224.86 (1996)
62. Alcides Diniz - Lamborghini Miura P400 4.0 - 224.41 (1970)**
63. Fabio Steinbruch - Dodge Challenger 426 7.0 - 224.13 (2003)
64. Marcelo Aldino - Chevrolet Camaro Z28 - 223.4 (2003)
| Lamborghini do saudoso Alcides Diniz na prova da marginal Pinheiros |
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| Santa Matilde de Franciso Lopes, em 1996 |
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| Reportagem retirada da Revista Full Power nº 02, de maio de 2002 (Editora B7) - Todos os direitos reservados ao Autor |
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| Bugatti EB 110 V12 - Um "patinho feio" que andava muuito, graças às quatro turbinas que sobrealimentavam o motor |





















































