"Um espaço reservado para falar das lembranças, histórias e episódios dos mais de 60 anos de Mil Milhas Brasileiras. E de outras coisas mais!"

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Vitórias em Família













Tem parente que a gente quer ver bem distante, de preferência só em foto. Mas nada melhor que reunir a família em ocasiões especiais. Uma prova de longa duração, com a Mil Milhas de Interlagos, é uma delas.

Reuniões de família ocorreram várias vezes na história da prova, e em algumas delas, tiveram o lugar mais alto do pódio como fruto dessa união. A primeira vitória em família ocorreu em 1970, com os irmãos Abílio e Alcides Diniz. Dividindo a condução de uma Alfa Romeo GTA da equipe Jolly Gância, a dupla conquistou a vitória desbancando os favoritos Porsche 910, Ferrari 512 S, Lola T70, e tantos pilotos com mais experiência que os irmãos paulistanos. Na prova seguinte, em 1973, a vitória ficou com os irmãos Nilson e Bird Clemente, á bordo de um Ford Maverick Divisão 3.

Na volta da prova em 1981, depois da crise do petróleo que proibiu as provas de longa duração no Brasil, mais uma vitória em família. Dessa vez, os vitoriosos foram Zeca e Affonso Giaffone Jr., que formaram trio com Chico Serra na pilotagem do Opala Stock nº 6. Zeca ainda venceria em família mais 3 vezes, com o primo Walter Travaglini. Isso em 1986, 1988 e 1989.

A próxima vitória em família só ocorreria 6 anos depois, e pela primeira vez, com pai e filho. A marca foi conquistada por Wilsinho e Christian Fittipaldi em 1994, á bordo de um Porsche 911 RSR, na edição histórica pelo alto nível dos competidores. Em 1999, outra vitória em família, com os irmãos Beto e Luciano Borghesi juntamente com Jair Bana. O trio venceu a prova disputada em Curitiba á bordo de um Aldee Spyder VW.

A família foi ainda maior em 2005, quando Xandy Negrão, Xandynho Negrão e Guto Negrão venceram a prova com o Audi TT-R derivado do DTM alemão. Giuliano Losacco também dividiu a condução do Audi com o clã Negrão nessa prova.

A última vitória de família foi em 2006, dessa vez repetindo o feito de Wilsinho e Christian em 1994. O tricampeão de F1 Nelson Piquet venceu a prova com seu filho Nelson Ângelo, formando quarteto com Hélio Castro Neves e o francês Christopher Bouchut. Os vencedores pilotaram um carro até então inédito no Brasil: Um Aston Martin DBR-9.

Coisas de corridas









Já dizia Fangio: "Carreras son carreras". Isso é uma máxima e hoje, por mais de uma vez, ela se confirmou.

500 Milhas de Indianápolis 2011. Corrida histórica, 100 anos de prova celebrados e 95 edições disputadas. Domínio inicial do canadense Alex Tagliani e da dupla Scott Dixon e Dario Franchitti com os carros da Ganassi. Brasileiros escalando posições no meio do grid (sobretudo Tony Kanaan), mas longe dos ponteiros. Nas últimas voltas, a liderança surpreendente de Danica Patrick, que deu lugar a Bertrand Baguette cerca de 10 voltas depois. A vitória parecia ter dono, quando Baguete foi aos boxes faltando 4 voltas. Seria então a 3ª vitória do Escocês voador? Não. A conta da Ganassi deve ter sido para 495 Milhas e Franchitti se arrastava na pista para não ter uma pane seca.

Finalmente o vencedor estava definido: JR Hildebrand. Um americano, vencendo as 500 Milhas, coisa quem não acontecia desde 2006 com Sam Hornish Jr. O público estava de pé, aplaudindo cada passagem de Hildebrand. A equipe já comemorava, e acho que até ele mesmo. Bandeira branca de última volta, curvas 1, 2, 3, 4 e... Bateu! Luciano da Valle já soltava a tão conhecida frase de Téo José: Não perde mais! Mas ao ver o retardatário Charlie Kimball na última curva, Hildebrand se afobou, tentou passá-lo e acabou saindo do traçado, indo parar na sujeira. O resultado, invariavelmente é o muro. E foi o que aconteceu. E para acrescentar mais emoção ainda à prova, Hildebrand cruzou a linha de chegada em 2º, se arrastando pela pista com o carro em frangalhos. Se Dan Wheldon estivesse um pouco mais distante, Hildebrand tinha ganho a prova mesmo assim. Mas corridas são corridas, e a vitória ficou com Wheldon. A sua 2ª nas 500 Milhas. E todas as glórias para ele. 500 Milhas é sinônimo de surpresa. Até mesmo na última volta ou na última curva. Ontem foi mais uma delas. Em 1989 Al Unser Jr. e Emmo Fittipaldi duelaram até a batida de Jr., na penúltima volta.

Mas o domingo ainda reservou outra supresa. Na Coca Cola 600, etapa da Nascar disputada no circuito oval de Charlotte, a liderança mudou de mãos na última curva. Dale Earnhardt Jr., filho do heptacampeão falecido em 2001 liderava a prova até a última curva, quando ficou sem combustível e deu a vitória a Kevin Harvick. Dale quebraria o hiato de 105 provas se vencer na categoria.

E como não lembrar do GP da Europa de 2005? Kimi Räikkönen liderava até a última volta, quando a suspensão da Mclaren estourou, fazendo cair um vitória quase certa. E quem comemorou foi Fernando Alonso, quem ao fim da temporada, seria o campeão.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Idades








No que diz respeito às idades de competidores, Primo Fiorese e Letícia Zanette se situam nos extremos. Primo Fiorese é o piloto com idade mais alta registrada a competir em uma edição da Mil Milhas Brasileiras. Na primeira prova, em 1956, ele tinha 79 anos quando largou a bordo de seu Borgward. No entanto, a corrida durou só 10 voltas para ele, pois as pedras na pista quebraram o pára-brisa do carro, fazendo com que ele desistisse.

Em 2002, a pilota Letícia Zanette se tornou a mais jovem pilota (o) a disputar a prova. Na ocasião, ela tinha 16 anos e fazia sua estréia no automobilismo. Formando trio com Cláudio Ricci e Otávio Mesquita, ela dividiu a condução de um protótipo AS-Vectra, chegando ao 2º lugar na classificação geral da prova.

Também com 16 anos estava Nelson Ângelo Piquet, filho do tricampeão mundial de F1 e que naquele ano conquistou o título da F3 Sulamericana. Nelsinho formou trio com Vitor Meira e Juliano Moro, campeões da F3 Sulamericana em 2000 e 2001 respectivamente. Na prova, o trio que conduzia um MCR VW Turbo, chegou a fica 20 segundos atrás do líder Porsche, porém a quebra de semi-eixo pôs fim à corrida.

fonte: www.gptotal.com.br

terça-feira, 17 de maio de 2011

Com uma forcinha!



Flagra do momento em que o piloto Walter "Tucano" Barchi cruzava a linha de chegada empurrando seu Escort, na edição de 1984. Naquela época, para ser considerada classificado, o carro tinha que cruzar a linha de chegada depois da bandeirada final. Após abandonar a disputa, Tucano, que fazia trio com Valdir Florenzo e Sérgio Louzão, esperou o momento da bandeirada e cruzou a linha de chegada empurrando o carro, que estava parado alguns metros antes.

Na época, os pilotos alegaram uma quebra. Porém, há quem diga que foi um golpe publicitário, com a finalidade de dar mais visibilidade ao patrocinador. Vai saber o que foi mesmo...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O Homem da bandeirada








Essas poucas linhas não são suficientes para sintetizar a importância que esse paulistano nascido em 07/10/1914 no bairro do Brás, teve para a história das Mil Milhas Brasileiras. Eloy Gogliano, durante muitos anos foi responsável, juntamente com Wilson Fittipaldi - o Barão -, pela realização da prova, através do Centauro Motor Clube, fundado por ele em 1949. Clube este que organizou a prova até o ano de 2005, quando os direitos foram comprados pelo piloto e banqueiro Antônio Hermann.

Eloy tomou para si a tarefa de realizar a prova desde as primeiras edições, até meados da década de 90, quando já tinha sua saúde debilitada, vindo a falecer em 1997. Num trabalho de quase 40 anos, foram muitas a ocasiões em que mostrou seu amor pelas competições. Em 1967, foi responsável pelo convite à equipe portuguesa para vir disputar a Mil Milhas Brasileiras daquele ano. É de se destacar ainda a sua persistência e dedicação ao realizar a prova em abril de 1990, pouco após o então presidente, Fernando Collor, confiscar as cadernetas de poupança da população, atingindo em cheio também o automobilismo.

Durante muitos anos, coube a Eloy Gogliano dar a bandeirada ao vencedor da prova, com seu tradicional pulo ao lado da linha de chegada.