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domingo, 14 de setembro de 2014

Crítica: Alceu Feldmann e o tanque de combustível na Stock Car

Dizer que o automobilismo é um esporte que oferece riscos, é ser redundante. Porém, há uma diferença quando a conduta dos participantes beira a irresponsabilidade, ao ponto de causar riscos extras. Esta foi a impressão deixada pela atitude do piloto Alceu Feldmann durante a 1ª corrida de hoje da Stock Car, disputada no circuito gaúcho Velopark.

Após sair dos boxes com o tanque de combustível preso ao bocal de abastecimento do seu carro, Feldamnn tentou de várias formas se livrar do tanque, seja balançando o carro no meio da pista, ou pior ainda, buscando tocar a mureta dos boxes, ou seja, em plena reta, esquecendo da presença de uma grande quantidade de pessoas naquela região. Mas se o tanque se solta e atinge alguém, quais consequências isso poderia trazer? Ou mesmo que não atingisse alguém, seria justo jogá-lo no meio da reta?

Lamento muito que situações como ainda ocorram, principalmente vinda de um piloto experiente, que há tantos anos disputa a categoria, considerada uma das maiores do mundo. Ao mesmo tempo, lembro que há 10 anos atrás, na 7ª etapa da temporada 2004, disputada no autódromo de Curitiba, Feldmann cometeu vários erros que poderiam ter resultado em graves consequências. Primeiro, se envolveu em um toque com Raul Boesel, que culminou com a batida de frente do piloto ex-F1 no muro do final da reta dos boxes, a cerca de 240 km/h. Com o carro bem avariado, Feldmann continuou na pista com a dirigibilidade afetada, e numa disputa em plena reta com Thiago Camilo, se tocou com o adversário no fim da reta dos boxes, chegando ao ponto de seu carro subir e ficar preso ao de Camilo, causando um dos acidentes mais impressionantes da história da categoria. Por fim, Feldmann ainda se envolveu em uma confusão nos boxes, que resultou até em agressões físicas.

Enfim, não é o primeiro incidente em que o piloto catarinense se envolve que poderia ter sido evitado, e que igualmente poderia ter tido consequências graves. Todo o esforço para coibir esse tipo de conduta perigosa deve ser empregado, pois não se pode correr mais riscos além dos que são inerentes a este tão amado esporte. Porque piloto nenhum tem o direito de colocar em risco a vida dos outros pilotos e das pessoas que fazem parte do espetáculo das corridas.


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