"Um espaço reservado para falar das lembranças, histórias e episódios dos mais de 60 anos de Mil Milhas Brasileiras. E de outras coisas mais!"

domingo, 28 de dezembro de 2025

Mil Milhas 70 anos - Sidney Alves (1988)

Na 18ª edição das Mil Milhas Brasileiras, o piloto da Stock Car Sidney Alves (posteriormente disputou etapas da Fórmula Truck e da Pick-up Racing) repetiu sua melhor posição em participações na prova. Naquele ano (1988), obteve o sexto lugar na classificação geral, assim como no ano anterior.

Em trio com Ronaldo Lang e Wilson Rachid, Alves completou 190 voltas (das 204 totais) a bordo de um Opala Stock Car, que estreava na prova a chamada "carenagem Caio/Hidroplás". Tal configuração visual teve como motivo a diminuição da participação da GM na categoria, o que forçou a organização a "descaracterizar" o sedã utilizado desde 1979.



quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Mil Milhas 70 anos - Chevrolet Opala Stock Car - 1987

Queridos leitores! Estamos na contagem regressiva da realização de mais uma edição histórica das Mil Milhas Brasileiras. A prova que será disputada a partir da meia-noite do dia 25 de janeiro de 2026, marcará os 70 anos de existência do maior evento autobilístico nacional, que se tornou tão grande, ao ponto de precisar realizar uma prova de 500 Milhas no mesmo dia para comportar todos os concorrentes inscritos.

E nesse sentimento, começaremos hoje os preparativos para a cobertura da prova, trazendo em maior frequência os casos e histórias da prova que tanto amamos.

E o registro de hoje é do Chevrolet Opala Stock Car nº 63 do trio Ricardo Lang, Sidney Alves e José Fiaminghi. Este carro disputou a 17ª edição das Mil Milhas Brasileiras, realizada em um chuvoso 25 de janeiro de 1987. Foram 194 voltas completadas (10 a menos que o Opala vencedor), suficientes para deixá-lo na 6ª posição na classificação geral.





* Postagem realizada com a colaboração do nosso irmão Rodrigo Carelli do //blogdocarelli.blogspot.com e do canal Entusiastas sobre Rodas, no Youtube.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Um passeio sobre a veloz história da categoria Turismo 5000

No início dos anos 80, os grandalhões com motor oito cilindros não tinham a mesma aura que possuem hoje. Ford Galaxie e Maverick, Dodge Charger e Dart, eram considerados carros ultrapassados e beberrões, de acordo com a tendência inaugurada com a crise internacional do petróleo, em meados de 1973. Esses carros eram trocados até mesmo por aparelhos de videocassete, som, e quando não eram simplesmente abandonados na pista.

Assim, não era difícil adquirir um exemplar destes naquele tempo, muito menos prepará-lo e colocá-lo na pista, sobretudo em uma categoria própria. E foi nessa perspectiva, que a ideia apadrinhada pelo então presidente da Federação Paulista de Automobilismo, Orlando Casanova, junto a nomes como Camilo Christófaro e Expedito Marazzi, se concretizou através da Turismo 5000, trazendo grandes disputas para o anel externo do Autódromo de Interlagos.

O início das provas ocorreu em 1981, e a corrida inaugural teve apenas seis carros (praticamente sem preparação), entre nomes conhecidos e estreantes, como Expedito Marazzi, Ney Faustini, João Videira (o primeiro Dodge da categoria, ainda com câmbio na coluna naquele ano) e Plínio Riva Giosa. Mas a coisa evoluiu tão rápido, considerando especialmente a grande aceitação do público, que na etapa seguinte já tinham 12 carros alinhados no grid. E na quinta etapa, havia incríveis 58 inscritos, muito acima do grid limite de 33 carros para cada corrida, o que motivou a realização de duas baterias.

As corridas, como já dissemos, eram realizadas no circuito externo da pista paulistana, que conta (ainda está lá, mas seu uso se tornou praticamente impossível, sobretudo por conta das áreas de escape) com 3.205 metros de extensão, o que tornava a Turismo 5000 a categoria mais veloz do automobilismo brasileiro naquela época, com velocidades máximas registradas perto de 230 km/h e média de 195 km/h (Recorde de Ney Faustini com o Maverick 4 portas da Automotor). No início, os tempos de volta ficavam em torno de 1m15s, enquanto que Denisio Casarini chegou a registrar tempo inferior a 1 minuto em 1986 (com o Maverick da Automotor).

Em termos de dinâmica de corrida, o Ford Maverick foi o maior vencedor da categoria, pois seu baixo peso fazia frente aos Dodge's (que contavam com um agravante, que era a suspensão traseira rígida), enquanto que um fator favorável aos modelos 4 portas, Galaxie e Dodge, era a maior distância entre eixos, que favorecia nas curvas de alta.

A preparação nos primeiros anos era bem restrita, pois os carros praticamente não tinham modificações na carroceria, utilizavam pneus radiais e o carburador duplo era o grande limitante da parte mecânica, pois os quadrijets eram proibidos. De resto, era tudo por conta da criatividade dos preparadores, uma galera de alto nível que contava com Luiz Francisco Batista (Agromotor), Camilo Christófaro, Paulinho Japonês, Edmilson Santilli, Alemão, Rogério (amortecedores) entre outros. Só que a partir de 1983, o regulamento se tornou praticamente livre (motor, carroceria, suspensão e transmissão), inclusive com a utilização de pneus slick (substituindo os radiais), admitindo os carburadores quadrijet.

E foi justamente o aumento dos custos com a preparação dos carros que levou ao fim a categoria, no ano de 1986 (embora tenha sido realizada uma única corrida no ano de 1987). Em uma live no canal Entusiastas sobre Rodas, Jason "Dê" Machado nos contou que ainda existem dois carros da categoria preservados. Um deles é o Maverick de Sérgio Di Genova, e o outro é Maverick 16 do Batistinha, que apesar das fortes modificações, é oriundo da Turismo 5000.

Os campeões da categoria foram:

1981 - Ney Faustini

1982 - Adalberto Tagashira

1983 - Adalberto Tagashira

1984 - Ney Faustini

1985 - Ney Faustini

1986 - Sergio Di Gênova

Mas além dos nomes já citados, não podemos deixar de mencionar nomes como Johannis Lykoropoulos, René Denigris, Ricardo Steinfeld, Fausto Wachemberg, Hugo Guidini, Marcos Fantinati (tido como piloto revelação na época), Pedro Lioi, Jorge Dopler, Sérgio Bernardo, João Lindau e Arnaldo Abdalla. E uma única mulher chegou a disputar corridas na categoria, chamada Marlene Maia, com um Ford Maverick.

Fontes: Fotos retiradas da internet, informações prestadas pelo grande Jason "Dê" Machado, Revista Motor 3, entre outros.


Jorge Dopler, Sergio Di Genova, João Videira, Roberto Izzo e Arnaldo Calígula

Arnaldo "Calígula" Abdalla

A história desse carro é contada em detalhes aqui


Ao contrário do que muita gente imagina, o Galaxie da Agromotor não foi pilotado apenas por Arnaldo Abdalla



Edmilson Santilli

José Francki e Hermann Ferraz

Giusepe Feruglio

João Videira


José Francki

Marcos Fantinatti

Marcos Fantinatti

Marcos Giancoli

Adalberto Tagashira e Edmilson Santilli 

Adalberto Tagashira

Renné Denigris

Miguel Nery

Ney Faustini

Ney Faustini



Sérgio Bernardo

Sérgio Bernardo

Sérgio Di Gênova

Prova exibição realizada em 1986, no Autódromo Internacional de Tarumã



Adalberto Tagashira e Expedito Marazzi







Ney Faustini



Edmilson Santilli

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Série nomes que fizeram/fazem parte da Stock Car Brasil - Parte XVIII: Marcelo Reis

Há alguns anos, estreamos aqui no blog uma seção específica para falarmos sobre pilotos que fizeram (ou ainda fazem) a história da Stock Car Brasil. Nesse período, fizemos 17 (dezessete) postagens sobre diversos destes nomes, embora também tenhamos abordado o tema sob outras formas (corridas, acontecimentos específicos, falecimentos, etc.).

Passados mais de quatro anos sem postarmos nada nessa linha específica, vamos retomar o assunto falando de um piloto que teve uma carreira um tanto quanto curta, mas o suficiente para deixar seu nome nos registros históricos.

Trata-se do piloto catarinense (da cidade de Itajaí - SC) Marcelo Reis, nascido em 15 de novembro de 1971, que vim a encontrar uma foto sua no enciclopédico perfil Old Stock Times no Instagram, do amigo João Peyerl. E graças à gentil contribuição (através de fotos e relatos) do amigo Dagoberto Moraes, piloto que manda bem na terra e no asfalto, de tração traseira ou dianteira, conseguimos escrever essas linhas em sua memória.

Marcelo começou sua carreira no kart, tendo passado pela Espron (protótipos), além da Stock V8 e Light. Na divisão principal, fez apenas duas corridas nas temporadas de 2001 e 2002, ambas no saudoso Autódromo Internacional de Curitiba, por meio de equipe própria, com apoio da JZ Nascimento. Os resultados foram bem discretos, não chegando a pontuar.

Na Light, disputou a temporada de 2003 pela equipe Mega Racing, ano em que o Chevrolet Omega fora substituído pelo Astra chassi tubular (mas ainda com motor 6 cilindros Chevrolet), tendo marcado 41 pontos.

Em termos de Mil Milhas, consta que Marcelo disputou a 30ª edição da prova, no ano de 2002, formando quarteto com Alfred Lengyel, Adson Moura e Ricardo Arantes, pilotos também vindos da categoria Espron. Dividindo a tocada do MCR Volvo 2.3 nº 10, o quarteto terminou na 42ª posição, com 187 voltas completadas.

Infelizmente, uma grande tragédia abalou a vida do piloto, quando um dos seus filhos perdeu a vida precocemente, aos 18 anos. Isso contribuiu negativamente para que algum tempo depois, Marcelo também deixasse este mundo.

Fica aqui nossa singela lembrança do ser humano e piloto.