Uma singela lembrança do lendário Amadeu Rodrigues - falecido em novembro de 2020 - nos vem através do Chevrolet Opala preparado sob o regulamento da Hot Car, com o qual ele conquistou o vice campeonato da prova de 1988, sendo o vencedor em sua própria categoria. Na ocasião, a pilotagem do valente Chevrolet foi dividida entre Amadeu, Carlos Alves - que seria vencedor da prova em 1990 - e Reginaldo Calabró, sendo que foram completadas 201 voltas - 03 a menos que o vencedor, o Stock Car (carenagem hidroplás) de Zeca Giaffone e Luiz Alberto Pereira.
segunda-feira, 8 de novembro de 2021
sábado, 23 de outubro de 2021
Fusca 1970 de Victor Amorim - Um carro símbolo dos antigos de Alagoas
Já tinha um certo tempo que eu queria falar sobre esse carro, mas a correria do dia-dia fez com que a ideia de colocar a sua história no papel (ou melhor, na tela), fosse adiada. Aliás, a primeira vez que o vi foi em março de 2020, no último evento de antigos (realizado no clube da Associação do Ministério Público Estadual) antes do início das restrições causadas pela pandemia de Covid-19. E confesso que fiquei muito feliz com a conquista desse cara, que consegue unir os proprietários de carros antigos de Alagoas através do perfil no Instagram @antigos_al.
Conheci o Victor Amorim Soares, maceioense apaixonado por carros desde criança, em meados de abril de 2018, quando comecei a frequentar o encontro semanal de antigos que acontece nas noites de quinta-feira, no bairro histórico de Jaraguá, aqui na Capital. Nessa época, fazia pouco tempo que eu acompanhava o perfil no Instagram, mas já chamava a minha atenção o grande número de antigos registrados em Alagoas, sendo que alguns deles eu sequer tinha visto da rua. Um exemplo disso foi a minha primeira contribuição, o flagra de uma Ford Bronco 1987 (a única no Brasil com essa configuração) que vi na garagem de um prédio da parte baixa da cidade no réveillon de 2018.
Sempre presente nos encontros de carros de Alagoas, o @antigos_al consegue unir os diferentes clubes/confrarias do Estado, sendo uma referência de informações para o público a respeito do assunto. E olha que o cara não tem nem 20 (vinte) anos e já manja muito assunto, que começou com as modificações em carrinhos de miniatura (pintura, troca de rodas, etc.).
Cabe fazer um parêntese, também, sobre a origem do perfil. A ideia surgiu a partir da compra de seu primeiro Fusca (isto será contado mais à frente), quando Victor passou a acompanhar as páginas automotivas do Estado nas redes sociais. Existiam páginas de carros esportivos, novos, preparados e rebaixados, porém, não existia uma que falasse especificamente sobre antigos. Então, depois que passou a frequentar os encontros semanais e eventos, no dia 03 de janeiro de 2017, veio a ideia de criar a página Antigos Alagoas (@antigos_al), como forma de divulgação de datas, dos carros alagoanos para outros Estados, e reunir a galera que gosta do mundo das 4 rodas.
É nesse espaço que podemos também tirar dúvidas, trocar ideias, descontrair, postar os flagras dos antigos rodando pelas ruas e registrar os encontros realizados. Hoje o perfil conta com mais de 7.500 amigos seguidores, e com mais de 1.500 publicações. E aproveitando a oportunidade, deixo aqui registrados os agradecimentos do Victor a todos os parceiros e amigos que sempre apoiaram a apoiam o crescimento da página e da cultura do antigomobilismo e modificados.
Mas falando especificamente sobre essa beleza de Volkswagen, é indispensável dizer que trata-se de um modelo ano 1970, primeira edição, empurrado por motor 1600 cc boxer com carburador único, à gasolina. A carroceria foi pintada com um belo preto cadillac, montada sobre rodas aro 17 réplicas da Porsche com pneus Toyo DBR, contando com lanternas traseiras e para-choques do Fusca 1952, freio a disco de VW Golf nas rodas traseiras e saídas de ar na tampa do motor. Já o interior fora inteiramente refeito, forrado em couro na cor terracota, com bancos e vidros elétricos, alavanca Empi de engates rápidos, sistema de som completo (subwoofer, kit de médios e graves), painel de instrumentos, entre outros itens.
A história de Victor com o seu Fusca começou mais precisamente no dia 28 de dezembro de 2019, às 12h09min, quando ele chegou em sua residência. O carro pertencia ao seu amigo Waldemir Correia, que o encontrou no caminho de casa e lhe convidou para olhar o seu carro numa sexta-feira. O Fusca estava guardado na garagem de um prédio, coberto com uma capa, e ao retirá-la, já veio aquele sorriso no rosto que nós temos quando queremos arrumar um novo problema, digo, um novo antigo para nossa vida (rsrsrsrs).
Porém, o Fuscão não estava na sua melhor originalidade, pois o motor instalado era de Subaru, com alguns detalhes a fazer, traseira cortada para acomodar o motor, interior desmontado, entre outros detalhes que demandariam tempo e paciência para serem feitos. A ideia inicial era que Victor fosse auxiliar o então proprietário na recuperação do veículo, razão pela qual, já começou a pesquisar peças.
Mas a surpresa maior veio no dia seguinte, quando Waldemir se encontrou com um amigo seu, o Matheus Bortolacci, também fusqueiro (cuja história do surfista prateado já contamos aqui, em janeiro de 2019), e juntos, lhe deram a notícia de que o Fusca agora era do Victor! Emoção pesada né? Mas o cara não perdeu tempo e já foi atrás de um guincho para buscar a criança e levá-la ao novo lar.
Porém, quem pensa que a paixão pelo modelo surgiu agora, está bem enganado. Victor conta que o interesse por Fusca surgiu há anos atrás, pois em frente à sua antiga residência, havia uma oficina, na qual estava guardado um Fusca ano 1985, na cor cinza himalaia, coberto com uma generosa camada de poeira de cerca de 06 anos de idade. Depois de várias idas e vindas à oficina para paquerar a criança, veio a decisão de quebrar o cofre e fazer uma proposta ao proprietário. Proposta aceita, e o Fusca foi para casa, receber a restauração merecida. Mas por motivos de força maior, o VW teve que ser vendido, a contragosto. Para felicidade geral, passados alguns anos, um novo antigo passou a ocupar a sua garagem, desta feita, um VW GOL 1000 ano 1994, que também veio a ser vendido algum tempo depois (ainda bem, rsrsrsrs).
Pois bem, encerro essa matéria grato por poder registrar uma importante história que há muito tempo queria contar para vocês, e que ao saber dos detalhes, só me fez torcer ainda mais pelo sucesso desse cara. Parabéns Victor!
terça-feira, 5 de outubro de 2021
Protótipo AS - Vectra na Mil Milhas Brasileiras 1997
O registro de hoje é sobre o Protótipo AS-Vectra conduzido pelo trio Vitor Meira/Athos Diniz/Alex Bachega na edição de 1997 da Mil Milhas Brasileiras. Como sabemos, naquela ocasião a prova fora disputada no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília. Entre os "mortais" - carros nacionais que destoavam do McLaren F1 BMW de Piquet e Cia e o Porsche 911 da Equipe Stuttgart - o protótipo foi o melhor colocado, ao terminar na 3ª posição no geral com "apenas" 40 voltas atrás do foguete vencedor. Cabe lembrar que AS do nome homenageia o tricampeão de F1 Ayrton Senna, enquanto o motor utilizado era o 2.0 do sedã da GM.
terça-feira, 21 de setembro de 2021
Djalma Fogaça: Dois momentos na Mil Milhas Brasileiras
A carreira de Djalma Fogaça, conhecido também como "Caipira Voador", dispensa maiores comentários, dado o sucesso que fez nos monopostos no início dos anos 90, passagem com vitória pela Stock Car e a longa carreira na antiga Fórmula Truck (atual Copa Truck), iniciada em meados de 1997.
Mas a sua história na Mil Milhas começa bem antes disso, já nos anos 80. Após a estréia em 1984, dois anos depois disputou a prova em dupla com Sebastião Andrade no Opala nº 04. Em uma corrida marcada pela chuva em grande parte de sua duração, Fogaça deu show no molhado, e reza a lenda, ao ponto de chamar a atenção do campeoníssimo Zeca Giaffone.
11 anos depois, fora inscrito novamente, desta feita para pilotar um AS Vectra - protótipo cujo AS do nome homenageia o tricampeão de F1 Ayrton Senna - fazendo dupla com Renato Russo. No grid, a marca de 1min45s031 foi suficiente para conquistar a 5ª posição. Contudo, quando estava na terceira posição, o protótipo apresentou problemas mecânicos, tendo que abandonar a prova.
quarta-feira, 8 de setembro de 2021
Ford Belina Del Rey L 1991 (meu primeiro antigo)
Não é segredo para ninguém que desde criança sou apaixonado por carros antigos. Enquanto o pessoal da minha idade sonhava com carros novos, rebaixados e com rodas grandes, aos 11 anos de idade eu sonhava de olhos aberto com um Opala Diplomata 1992 com rodas do Omega CD. E desde abril de 2018 (quando nem carro eu tinha, descia de Uber para lá), frequento o encontro semanal de antigos promovido pela confraria Cheiro de Mofo aqui em Maceió, onde tem lugar para carros de todos os níveis e gostos, em pé de igualdade.
O tempo foi passando, e com muito custo, consegui adquirir meu primeiro carro aos 28 anos de idade. Não foi o desejado Opala, mas sim, um Volkswagen Novo Polo que além de me servir muito bem, me faz muito feliz ao volante dele e na hora de abastecer. Mas o desejo pelo antigo continuava...
No fim do ano passado, após passar constantemente por uma Ford Belina Corcel 1978 que ficava parada em uma avenida de grande movimento aqui de Maceió, tive a oportunidade de parar e procurar maiores informações sobre o carro. Bati na casa mais próxima ao lugar em que a Belina estava estacionada, e a pessoa que abriu a porta me indicou quem era o proprietário dela. Após uma conversa com o dono, fiquei sabendo que o veículo tinha ficado parado por cerca de 17 anos. Tinha algumas marcas desse período na lataria (pontos de ferrugem nos cantos das peças, junto aos vidros, pintura gasta, etc.) e a tapeçaria precisava de muitos reparos. Mas a mecânica CHT estava saudável.
No início ele não quis aceitar nenhuma conversa sobre a venda do carro, mas aos poucos, foi dando sinais de que não seria nada impossível, diante de uma boa oferta. Então peguei o contato dele, tirei uma foto do carro e fui embora, na promessa de que ele iria pensar melhor. Isso foi numa sexta-feira.
Ainda naquele dia, mandei essa foto para uma pessoa que até então eu considerava como um amigo, pois me conhece desde que nasci e sempre me serviu quando eu precisei. Ele conhecia o carro, mas como eu tinha percebido, disse que a Belina precisava de muito trabalho ainda.
Na segunda-feira posterior, essa mesma pessoa me passou as fotos de uma Belina Del Rey azul, que tinha chegado em uma oficina próxima para fazer alguns reparos, e que o vendedor iria levá-la logo após para vendê-la no interior da Bahia. Então me comprometi a ir olhar o carro no dia seguinte, sem compromisso. Ao chegar lá, foi amor a primeira vista com essa senhora (rsrsrsrs), depois de dar uma volta no quarteirão com ela. E o engraçado, ela tem a minha idade.
É certo que ela tinha vários detalhes para fazer (alguns arranhões, trocar uma lanterna traseira, as polainas dos para-choques, o revestimento do banco do motorista, entre outros), mas no geral se apresentava um carro bem íntegro, sem grandes coisas a fazer em termos de lanternagem, além de a mecânica (motor AP 1800) estar em dia. Fiz o negócio na hora, embora não tenha sido nem o meu preço nem o do vendedor, mas foi um valor dentro da margem (poderia ter baixado pelo menos uns R$ 500). Tanto o é, que segundo me disseram, o vendedor se arrependeu de ter vendido pelo preço que comprei.
Levei o carro para casa à noite (de surpresa, pois minha mãe só veio a conhecê-lo quando chegou no estacionamento do condomínio, e achou que eu era louco, que tinha jogado dinheiro fora), e no dia seguinte dei umas voltas com ele, para conhecê-lo. A experiência era totalmente diferente, pois trata-se de um carro espartano, sem direção hidráulica ou ABS, com embreagem mais pesada e limitado jogo de esterço do volante. Além de ser grande pra caramba! (olho para trás ao fazer uma conversão e parece que a carroceria ainda está no meio da rua, rsrsrsrsrs). Era o meu batismo como motorista, pois a embreagem e volante leves do Polo não me faziam um motorista raiz.
Na semana seguinte, deixei o carro em um lava-jato para dar aquela geral (lavagem externa, interna e polimento), e foi quando começou um calvário para mim. O carro tinha um truque que consistia em um pequeno botão escondido na coifa da homocinética, que caso não fosse desligado, a corrente elétrica logo era cortada e o motor parava de funcionar. Como não tinha me lembrado de avisar isso, algum funcionário desavisado acabou sendo surpreendido, e talvez na ânsia de fazer o carro funcionar, quebrou o botão de acionamento do pisca-alerta.
Fui pegar a Belina lá, naturalmente fiquei puto, mas não tinha muito o que fazer. Acabei levando o carro para essa pessoa que conheço para ele "dar um jeito", já que não tinha muito tempo na hora de ver isso (troca da chave de comutação). No fim das contas, passei um longo período de dor de cabeça, com idas e vindas até lá para ver como o carro estava, pois tinha combinado que ele faria as urgências. Nada de grande foi feito, tive prejuízo com isso, mas pelo menos conheci o caráter das pessoas e ganhei aprendizado. Afinal, é errando que se aprende na maioria das vezes.
Desde então, coloquei como meta: Se fui eu que comprei o carro, sou eu quem tem que cuidar, arrumar e assumir as responsabilidades, custe o que custar. E desde então tem sido assim, aprendendo aqui e ali, nem que seja na marra, mas indo em frente com o objetivo de salvar esse carro e deixá-lo melhor do que quando ele veio para a minha mão.
Pois bem, desde janeiro desse ano venho substituindo uma peça aqui e outra ali, mudando os detalhes, mas me divertindo muito com a minha Emmanuelle (o apelido carinhoso que arrumei para ela, rsrsrsrsrs). Em cada encontro de antigos são novas histórias, amizades e a certeza de estar fazendo aquilo que se gosta. Já fiz duas viagens curtas com ela (para cidades vizinhas a Maceió, com cerca de 60 km de distância para a capital), e ela tem se comportado muito bem.
E nessa história, não podia deixar de agradecer ao meu irmão Rodrigo Carelli, que tem me ajudado muito com peças e informações sobre o carro, e tem sido de fundamental importância nessa empreitada.
Ainda há muito o que fazer nela, mas quem sabe onde quer chegar, não tem medo do caminho que pode percorrer. O objetivo não é e nunca foi deixá-la original ou igual ao modelo Ghia (top de linha), mas sim, deixá-la um carro com sua própria identidade.
terça-feira, 24 de agosto de 2021
José Luiz "Graham Hill" Nogueira: 88 anos de uma vida ligada ao automobilismo
Em janeiro de 2021, recebi um comentário em uma das postagens que fiz sobre o piloto José Luiz Nogueira, o Graham Hill, que despertou minha atenção. Na postagem publicada em março de 2016 (a outra foi no mês de janeiro de 2012), uma de suas filhas, Lucimara Nogueira, comentou brevemente na matéria, e após a minha resposta, entrou em contato comigo através de e-mail e posteriormente por aplicativo de mensagem.
Prontamente, Lucimara me contou que seu pai estava muito bem de saúde, e que assim que estivesse com ele, lhe falaria sobre a ideia de fazermos uma entrevista, ainda que à distância, pois moro na capital alagoana, enquanto Nogueira mora na capital paulistana.
Após o envio de uma bateria de perguntas, tive um retorno de Lucimara, que gentilmente a repassou para seu pai, e que por sua vez, respondeu da seguinte forma. E a data escolhida para a publicação foi também em comemoração ao dia 21 de agosto, ocasião em que José Luiz completou 88 anos (seu número predileto nas corridas) de vida. E que venham muitos outros!
1. Sr. José Luiz, ou Graham Hill brasileiro, é uma honra poder fazer essa matéria com o senhor, e assim, poder compartilhar com os amantes da velocidade um pouco da sua longa história no esporte a motor. Primeiramente, gostaria que o senhor se identificasse para nós, dizendo seu nome, data de nascimento e naturalidade.
R: Meu nome é José Luiz Nogueira, nasci em 21 de agosto de 1933, e sou natural de Campestre, Minas Gerais.
2. Como e quando surgiu o seu interesse pelo automobilismo? Houve influência de alguém nessa relação?
R: Eu sempre tinha interesse em assistir as corridas que aconteciam em Poços de Caldas/MG. E um dia falei para mim mesmo que seria piloto.
3. O senhor possui alguém como referência ou que admire no automobilismo?
R: Sim, Ayrton Senna.
4. Quando e como foi sua estreia nas corridas?
R: Foi no ano de 1947, com apenas 14 anos de idade, em uma Fuscão. A corrida foi disputada em Poços de Caldas/MG, e minha estreia foi em grande estilo, pois cheguei em 2º lugar. Para mim foi uma grande vitória.
5. Qual o carro que lhe deu mais prazer em guiar?
R: Com certeza foi o Opala, da Stock Car.
6. Alguma ou algumas corridas específicas ficaram marcadas em sua memória? Qual foi o momento mais marcante?
R: Sim, houve várias. Mas uma corrida em São Paulo (Interlagos) foi ficou marcada ocorreu em meados de 2006, quando estava na categoria de pick-up. Meu carro quebrou no sábado, dia em que geralmente fazemos as classificações. Com 40 participantes, larguei em último lugar e fui passando, ganhando um a um, e cheguei em primeiro lugar. Foi muito emocionante.
7. Qual pista é a sua favorita? Já correu fora do Brasil?
R: Minha pista preferida é Interlagos. E já corri em outros países, como Argentina (Autódromo Oscar Galvéz) e Estados Unidos (Homestead Speedway e Daytona International Speedway).
8. Quem foi o cara mais difícil (pode ser em relação ao talento, agressividade ou velocidade) com quem já correu?
R: Foi o Nelson Piquet.
9. E as Mil Milhas Brasileiras, em quantas já participou? Tem alguma edição que deixou uma lembrança marcante?
R: Já participei das Mil Milhas em diversas vezes, tanto que já perdi as contas. Em toda corrida existem momentos marcantes, cada qual com a sua importância. Mas todas estão guardadas em meu coração.
10. Como foi o retorno às pistas na Pick-up Racing, em 2005?
R: Foi incrível. A categoria estava começando, então peguei a fase de ajustes. Mas foi sempre um sucesso. Todo retorno que obtemos de algo que amamos é sempre muito emocionante. Até hoje possuo a pick-up montada para corrida. É só entrar na pista e pilotar.
11. E atualmente, como está o contato com o automobilismo?
R: Gosto muito de assistir, de acompanhar as categorias. Mas no momento, inclusive devido à pandemia, estou mais quietinho em casa. mas quem sabe em breve...
12. É lenda ou verdade que o senhor teve 18 filhos? Rsrsrsrsrsrs
R: Eu não tive nenhum, quem teve foram as mulheres, kkkkkkkkkkk.
13. E dos seus filhos, quais seguiram o gosto pelo automobilismo? Sei que o Peterson corria de kart.
R: Dois deles, o Peterson Nogueira e Luiz Donizette. Tive duas filhas que também gostavam muito de fazer corridas de kart, a Lucimara e a Luana Nogueira. Mas elas não seguiram adiante por conta dos estudos, família, filhos! Mas aqui o automobilismo está no sangue!
E assim, encerro a matéria de hoje, grato à Lucimara Sílvia pela oportunidade de registrar um pouco da carreira de um dos nomes que fizeram parte da história do automobilismo nacional, José Juiz Nogueira, o Graham Hill. Parabéns a ele por mais um ano de vida!
sexta-feira, 13 de agosto de 2021
Mil Milhas de 1984: Um espetáculo pirotécnico em plena reta de Interlagos
Prova à noite. Luz ofuscada de centenas de faróis. Chuva. Grid lotado. Os melhores ingredientes para uma confusão logo na largada de uma corrida. E foi isso o que aconteceu quando a bandeira verde foi baixada na 14ª edição da Mil Milhas Brasileiras, disputada em 22 de janeiro de 1984.
O grid formado por 63 carros tinha na primeira fila os Opalas de nº 67 (pole, pilotado por Marcos Gracia e Luiz Alberto Pereira) e nº 20 (Luiz Roberto Coutinho Nogueira/Caetano Aliperti/Edson Yoshikuma), e a largada foi dada sob chuva, com os carros parados e divididos em filas de três.
Corrida iniciada, mas o Opala nº 20, com Beto Nogueira ao volante (à época o menos experiente do grupo, pois havia pilotado apenas o modelo Escort em provas de Marcas e Pilotos) deu uma bela estancada, e o motor acabou apagando. Com isso, o batalhão de carros que vinha atrás teve que desviar, mesmo com a visibilidade afetada pelo spray causado pela pista molhada. Os mais próximos conseguiram fazê-lo, dada a baixa velocidade no momento, porém os que vinham nas últimas filas já alcançaram o Opala parado quando marcavam cerca de 130 km/h (3ª para 4ª marcha), e 08 carros acabaram batendo, causando um acidente impressionante.
O primeiro carro a acertar o Opala foi o Fiat 147 nº 35 da equipe Galileo (Marcelo Toldi/José "Coelho" Romano/Helio Horácio Matheus), que ficou com a frente destruída, sendo que o piloto Marcelo Toldi fora removido do veículo pelo para-brisa. Dentre os demais envolvidos, tivemos o VW Voyage Hot Car nº 51 de Josué de Melo Pimenta/Dárcio dos Santos, o Fiat 147 nº 111 de Nelson Silva Jr./Telmo Maia, e o GM Chevette nº 68 do trio Valter Spinelli/Valcir Spinelli/Roberto Dal Pont.
Com as batidas, alguns carros tiveram vazamento de combustível (como era início de corrida, todos estavam com o tanque cheio), que ficou espalhado pelo asfalto e causou um incêndio que assustou até quem estava nas arquibancadas. Felizmente, os bombeiros conseguiram apagar rapidamente os 02 focos de incêndio, evitando que os prejuízos não fossem apenas materiais.
Dos carros envolvidos no acidente, 02 deles conseguiram voltar para a 2ª largada (um deles foi o Chevette nº 68, que foi até o final da prova), dada quase 02 horas depois do acidente. Ao final de 13h12min37s, o trio Zeca Giaffone, Reinaldo Campello e Maurizio Sala, do GM Opala Stock Car n° 12 recebeu a bandeirada em primeiro lugar, com apenas 34 segundos de vantagem para a dupla do GM Opala Stock Car nº 19, Alencar Júnior e Leonel Friedrich.












































